Segundo importantes fontes da diretoria do próprio hospital, que não concorda com a permanência da empresa interventora, nomeada pela Curadoria de Fundações, do Ministério Público. O que ocorreu é que, os gestores da DICTUM, como retaliação pelos médicos que atendem na oncologia serem os mesmo da obstetrícia que paralisou as atividades na semana passada, então resolveram suspendê-los também no atendimento oncológico. Simples assim.
A decisão de afastar os quatros médicos que atendem duplamente na obstetrícia e na oncologia, foi tomada na última sexta-feira, quando a médica Isabela não pode atender. Contudo, eles já sabiam previamente, que a Dra. Roseli ao chegar no hospital nesta segunda-feira (24), se fosse impedida de trabalhar, ela chamaria a polícia para fazer um Boletim de Ocorrência e convocaria a imprensa para denunciar o que estava acontecendo. Diante do burburinho que foi formado, eles retrocederam na irrespondível decisão. Qualquer declaração que não passe por essa verdade, é conto de carochinha.
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Dr. Geraldo Magela (Mastologia)
“Arbitrariamente suspenderam as agendas do Hospital do Cande, da mastologia e de ginecologia oncológica. O pessoal recebeu um comunicado interno que estariam suspenso tanto o atendimento pelo SUS, quanto convenio e particular. E não poderíamos atuar no ambulatório e nem no bloco cirúrgico do Hospital São João de Deus”, contou Geraldo Magela, e acrescentou que não foram comunicados previamente, foram pegos de surpresa ao chegarem para trabalhar nesta segunda-feira (24).
“A Dra. Roseli foi atender e não pode. Já na sexta-feira, a Dra. Isabel teve esse tipo de problema. Não foi permitida a entrada dela para atender”, finalizou dizendo que as cirurgias dele estão marcadas para a terça-feira (25)
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Dra. Roseli Martins Abreu (Obstetra)
“Chequei no hospital para atender meus pacientes e minha agenda estava cancelada. Fui impedida de entrar no hospital”. Afirmou Roseli.
Este mesmo tipo de “gestão de persuasão pelo medo”, os atuais gestores já cometeram no passado. Quando da negociação com a Clínica Cardiolab, o médico da Hemodinâmica, Carlos Augusto Bueno, ao se expressar veementemente o seu descontentamento com o estilo de gestão da DICTUM/GERALDO COUTO, quando da renovação do contrato com a sua empresa, foi proibido de entrar no hospital, e tal decisão o editor do Divinews tem pleno e total conhecimento da arbitrariedade que foi cometida e confessada abertamente por várias pessoas envolvidas no processo, de que ele não poderia mais atuar na Cardiolab diante da sua “atitude de rebeldia” quando foi para a mídia e “denunciou” uma série de “irregularidades”. O resultado foi que o sócio majoritário do médico Carlos Augusto Bueno, teve que substituí-lo na clínica interna da hemodinâmica.
Segundo uma grande fonte de dentro da diretoria de um hospital, quiseram fazer com a médica Roseli, que foi “rebelde” ao divulgar as mazelas da administração DICTUM, o mesmo que fizeram com Carlos Bueno. Mas pelo jeito não estão conseguindo e também pelo jeito, não conseguirão.
Roseli deixou claro que o problema não é com a ACCCOM, “ela é parceira nossa. Foram canceladas as nossas consultas e cirurgia eletivas de pacientes de câncer – Junto com as pacientes eu quero uma resposta – Chamamos a polícia para fazer um Boletim de Ocorrência, por que acho um abuso de poder em relação a nós médicos. Um desrespeito aos pacientes de câncer. Eles não entendem que estamos tratando de vidas”.
A médica continuou seu relato reproduzindo um sentimento generalizado no hospital, de tristeza: “Estou acostumada a vir aqui com a alma não é vir brigar, chamar a polícia e enfrentar o hospital – Acho que esta equipe interventora tem que repensar as atitudes dela, e pensar na população, que não é número, não é matemática”.
“Vou lá por que tem algumas pacientes minha, pós operadas vou atende-las por que tenho responsabilidade com elas, como ser humano – Quero que toda população saiba o que está acontecendo – A ACCCOM é parceira nossa, isto que está acontecendo é coisa da equipe da DICTUM”, afirmou Roseli.
Roseli durante sua entrevista foi aplaudida várias vezes por dezenas de pacientes do Hospital do Câncer.
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Uma das pacientes, uma senhora idosa revoltada com a decisão da DICTUM, Neusa Maria, que fez uma mastectómia parcial da mama, que foi ao hospital nesta segunda feira (24) para retirar os pontos, testemunhou: “Chego aqui e encontro todo este tumulto, portas fechadas impedindo os médicos de trabalharem – É um descaso muito grande. Nem que fosse uma clinica veterinária podia ter acontecido isto, muito menos com a ACCCOM, por que câncer é uma doença não é um apendicite, ou uma adenoide. Só a palavra já destrói a gente, quando mais olhar para o seu próprio corpo e ver mutilado. Agora você chegar aqui e os médicos não poder trabalhar! – Nós gritamos aqui na porta, todo mundo o tal do COUTO e cadê ele – Não sei se é GERALDO COUTO, diz que é diretor daqui – A ACCCOM sobrevive de doação e eu com certeza vou ser uma doadora também. E amanhã este GERALDO COUTO também pode precisar. Deus queira que não, eu não desejo para ninguém – Agora veja bem pintou e bordou com os profissionais, chegaram aqui portas fechadas. Eu por mim teria invadido este hospital, mas infelizmente não achei quem fosse comigo”.
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“Chegamos aqui e fomos barrados, porque a agenda dos médicos foi cancelada pelo médico GERALDO COUTO, só que ele não saiu para dar satisfação. Câncer não é brincadeira e eles estão brincando com vidas”, iniciou a paciente amputada Maria do Carmo. Que a seguir deu um aviso para o gestou eminencia parda do hospital, Geraldo Couto: “GERALDO PRESTA ATENÇÃO VOCÊ É UM SER HUMANO, O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO O POVO?”.
Karminha é mãe de uma menina que também tem graves problemas de saúde (ver matéria), disse que o seu câncer é na coluna, e já teve um braço amputado em consequência também de um câncer. Elogiou o atendimento da ACCCOM, dos médicos e das enfermeiras. Ela tem dúvidas se o atendimento vai continuar: “Resolveram atender hoje, sabe-se lá amanhã e depois. Eles resolvem só em cima da hora”
“Explicações” da DICTUM
Mas, segundo o setor de comunicação do hospital, o superintendente Afrânio Emilio, aquele que trabalhou no hospital São Judas Tadeu na época em que ele quebrou. Contudo nesta ocasião ele era o Emilio e não o Afrânio. Não estava no hospital por que estava com problemas de saúde. Desta forma seria emitida uma, também lacônica nota, explicando o inexplicável. Ou melhor como conseguem fazer tantas coisas erradas, em tão pouco tempo, em apenas um ano (veja a ridícula nota)
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“A agenda dos pacientes oncológicos foram todas reabertas, o que continua suspenso são as agendas ginecológicas na oncologia, como a obstetrícia”, disse Ariston.
Tentando disfarçar a pressão, Ariston Silva, confessa de forma velada o que tentaram fazer sobre os quatro médicos (Geraldo Magela, Roseli Martins, Carlos Henrique e Isabela), ao responder: “Essa equipe é a mesma equipe que trabalha na ginecologia e obstetrícia, como o trabalho da ginecologia e obstetrícia está suspensa, esses atendimentos foram suspensos, mas retomados exclusivamente na oncologia”.
As jornalistas não entenderam a relação de um setor com o outro e uma delas perguntou: “Não entendi, por que a equipe está suspensa?” – Ariston reforçou: “Por que o serviço de obstetrícia do hospital está suspenso. Então até a retomada da maternidade esses serviços estão suspenso. E aí vai chegar uma nova equipe que vai fazer o atendimento de obstetrícia que é o principal o objetivo do hospital neste momento”
Ariston, assim como os demais que estavam na reunião foram pegos totalmente de surpresa, eles não esperavam que ao terminar a reunião e chegassem na recepção teria vários meios de comunicação os aguardando, então nota-se nitidamente que as respostas são meias que improvisadas. Não foram devidamente pensadas. Vejam o vídeo das resposta de Ariston e como é difícil o entendimento.
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O promotor Sérgio Gildin, da Curadoria de Fundações, também estava presente, por que na verdade, o objetivo da reunião não tinha nenhuma ligação com a crise naquele momento da oncologia.
Segundo informações do presidente da Acccom, Wilson Martins, a reunião foi agendada pelo deputado federal Jaime Martins, com o promotor para que ele conhecesse internamente toda estrutura do Hospital do Câncer, já que ele não conhecia. Coincidiu que nesta segunda-feira (24), a crise tivesse explodido, e acabou que a agenda da reunião foi mudada para a solução do problema da oncologia.
Sérgio Gildin explicou que a reunião do qual ele estava participando era com o objetivo de estreitar o relacionamento com a ACCCOM e estabeleceram algumas rotinas para que o relacionamento se fortalecesse.
Respondendo sobre a crise as crises da maternidade e da oncologia, o promotor disse: “separando, o Ariston já havia dito que a oncologia está resolvido. A questão da maternidade está em andamento a contratação de novos profissionais. Está sendo oferecido para os profissionais que anteriormente trabalhavam na maternidade se eles querem fazer os seus contratos individuais e atendidas as pretensões do hospital quanto a gerencia do negócio e está caminhando para isto, talvez em breve nós tenhamos a reabertura do serviço”.
“Quanto a recursos o hospital ainda é credor dos três ente federados que repassar para o hospital verbas. Não são verbas de doações, é produção que o hospital teve e é credor dessas verbas – Alguns outros credenciamentos também estão em andamento. Com relação ao fechamento de outras clinicas eu desconheço qualquer movimento neste sentido, por hora”.
“O hospital tem hoje sua gestão operacional absolutamente equilibrada. O que falta é uma parcela de repasse. Então, os custos do hospital, as finanças que no final acabam ficando um pouquinho desequilibradas por falta de repasse, mas a operação é equilibrada”, respondeu o promotor à pergunta se haveria risco do hospital fechar.
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Já o deputado federal, Jaime Martins falou que está atento a toda situação e que a reunião na sede da ACCCOM foi para criar uma agenda positiva para reverter a situação do Hospital São João de Deus. E que está atento também às demandas junto ao governo federal, com relação a AG espera que a publicação saia ainda neste mês, para que o hospital passe a receber, inclusive os valores retroativos.
O deputado Jaime Martins fez uma revelação que os críticos do governo federal, a sua ferrenha oposição tucana cobra mas não explicou que o hospital não está recebendo nenhum recurso voluntário por que está em débito com tributos federais. Jaime falou: “Com relação aos repasses de emendas e recursos voluntários, é necessário que o hospital tenha as certidões negativas – A previdenciária e a da Receita Federal. O hospital está trabalhando neste sentido e esperamos também que em breve a gente possa ter condições de fazer esses repasses que no momento ainda não são possiveis
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