Pimenta da Veiga e os professores mineiros foram os principais erros mortais de Aécio Neves, que ao perder Minas, perdeu o Brasil

Publicado por: suporte

Beatriz Cerqueira - SIND-UTE - Pimenta da Veiga

Não fosse as derrotas de Aécio em Minas Gerais, o PT não teria o discurso de que os mineiros o rejeitavam, pois perdeu duas vezes, o governo de Minas e a votação para presidente em Minas.

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Outro erro mortal de Aécio Neves foi em seus discursos ignorar a grita dos professores e de vários setores da sociedade, em um discurso estilo autista, falava o que queria e não rebatia o que estavam falando e quando rebatia, o fazia de forma violenta, com pouco caso. Não tentou o diálogo minimizando o longo alcance do sindicato em todo estado. Em nenhum momento tentou o diálogo com a categoria. 

Em mais um dos erros mortais do tucano estava sua irreverencia nos debates. Aécio como bem disseram vários blogs, além de não respeitar a figura de uma mulher que em tese poderia até ser sua mãe, fazia galhofa com a dificuldade de oratória da presidente Dilma, com risinhos e tiradas irônicas.

Mas, o seu erro crucial, que deu bandeira para o Partido dos Trabalhadores foi perder em Minas, fato este que voltou a ser repetir no segundo turno. “Se para os mineiros, Aécio não é bom, por que seria para o Brasil?”, este foi o mote da derrota.

E em Minas Aécio perdeu para Dilma acima da sua derrota no Brasil. O tucano em Minas teve 47,59 e Dilma 52,41 com uma diferença de 4,82% a favor da petista – Já a diferença no Brasil foi menor de 3,28%, Aécio obteve 48,36% e Dilma 51,64% ou seja o percentual de 1,54% a menos que no Brasil.

Aécio errou feio também ao nomear previamente Arminio Fraga, o economista do arrocho do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Falha primária do marqueteiro de Aécio. O não foi no pé, foi na cabeça.

Mais um erro, que a princípio parecia ser uma grande vantagem foi a campanha capitalizar quase todas as forças no mundo das personalidades vips, que foi do ator Lima Duarte ao jogador Neymar, passando por uma infinidade de artistas e jogadores. O povo não viu com bons olhos a aglutinação de todos contra um. Unanimidade tem limites quando excede passa a ser dominação. E aí entra o sentimento de “coitadinha”. Até a Revista Veja inventou uma historinha que dois telejornais da Globo reverberaram e que quase colou, mas não colou.

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