Além dos dois agentes enviados ontem (9) para Cascavel, no Paraná, onde o caso foi identificado, o ministério incluiu hoje mais três no grupo de coordenação do monitoramento das 64 pessoas que estiveram com o paciente. Apenas os três profissionais de saúde tiveram contato mais direto com ele.
Segundo Chioro, 64% das 889 chamadas recebidas hoje pelo Disque 136 queriam tirar dúvidas relacionadas ao ebola. O ministro reiterou que já foram tomadas medidas de segurança em portos e aeroportos e que não haverá alteração na estratégia.
Chioro anunciou, ainda, que o governo brasileiro enviará para os países afetados pelo vírus alimentos, dez kits com medicamentos, além de insumos para atendimento trimestral de 500 pessoas.
O Ministério da Saúde confirmou ontem a suspeita de um caso de ebola no Brasil. O homem é da Guiné, país onde 1.350 pessoas foram contaminadas e 778 já morreram com a febre hemorrágica.
Inicialmente, o paciente foi atendido em Cascavel. Após a suspeita, ele foi encaminhado para o Instituto Evandro Chagas, no Rio de Janeiro. Do começo do ano até quarta-feira (8), foram registrados 4.076 casos da doença e 2.316 mortes na Libéria. Em Serra Leoa, 2.950 pessoas foram contaminadas e 930 morreram.
Esta semana, o caso da enfermeira espanhola que cuidou de um paciente com a doença foi o primeiro contágio a ser registrado fora da África Ocidental.






