Depois de 12 anos foi quebrado o controle absoluto que o senador e ex-governador Aécio Neves tinha sobre a Assembleia Legislativa de Minas Gerais. O requerimento para a instalação desta CPI foi protocolizado no dia 07 de outubro.
A fundamentação do requerimento, já amplamente divulgada pela imprensa, está em relatório de “Auditoria Técnica” feita pelo TCE, em representação (do Bloco Minas Sem Censura) acatada pelo Ministério Público Federal e em várias denúncias feitas em plenárias e comissões da ALMG.
Desde o “contrato secreto” que garantiu privilégios ao consórcio Minas Arena, passando pelos realinhamentos de preços nas obras de ampliação e reforma de ambos os Estádios e chegando à contratação, sem processo licitatório, do escritório de arquitetura “Gustavo Penna”, tudo vai ser objeto de profunda análise.
O Bloco Minas Sem Censura solicitará à presidência da Casa a imediata instalação da CPI, não admitindo nenhuma atitude protelatória.
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Para que efetivamente seja instaurada a investigação, o presidente da Casa, Dinis Pinheiro precisa acatar o pedido e fazer a leitura em plenário.
As últimas duas assinaturas para que o pedido de instalação da CPI acontecesse foram dos deputados Fábio Cherem (PSD) e Liza Prado (PROS). Caso saia do papel, será feita uma investigação no contrato de Parceria Público Privada, que viabilizou a reforma do Mineirão, uma das principais sedes da Copa do Mundo no Brasil.
A gestão do ‘Gigante da Pampulha’ é feito pela Minas Arena, consórcio que firmou contrato com o Governo de Minas. Gastos com as obras e o contrato de exclusividade do Cruzeiro com a Minas Arena também serão alvo das investigações, caso a CPI seja efetivamente concretizada.
Deputados da oposição ao governo estadual apresentaram a solicitação da CPI do Mineirão em fevereiro do ano passado. O pedido, no entanto, ficou parado por falta de assinaturas suficientes.
Para conseguir as assinaturas suficientes, foi necessário recorrer a parlamentares que não são do bloco de oposição do atual governo mineiro. Fábio Cherem, por exemplo, que foi reeleito com 65.778 votos, integra a coligação Voz de Minas, que apoiava o candidato derrotado a governador Pimenta da Veiga, cujo vice era o atual presidente da Assembleia Legislativa.
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