Doze Vereadores assinam pedido de investigação (CPI) no HSJD e quatro não, dentre os quais o presidente da Comissão de Saúde, Edmilson Andrade (PT)

Publicado por: suporte

Estranhamente, o presidente da Comissão de Saúde, Edmilson Andrade, do Partido dos Trabalhadores, até então, não assinou o pedido de instalação da CPI, e junto com ele também não assinaram ainda, os vereadores Adair Otaviano e Hilton de Aguiar, ambos do PMDB, Anderson Saleme (PR) e Periquito Beleza (SDD). Segundo o vereador autor da proposta da instauração da CPI, todos foram procurados para assinarem.

O vereador Rodrigo Kaboja, usando a prerrogativa da Presidencia da Casa, não assinou, pois afirmou querer atuar como o magistrado do Poder Legislativo, agindo de forma imparcial. Contudo, é favorável que a CPI seja instaurada, pois quer os fatos esclarecidos.

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Alguns vereadores, além de assinarem, se mostraram bastantes indignados com a situação e fizeram pronunciamento contundentes sobre a situação do hospital, entre eles estão os vereadores Edimar Máximo (PHS) que foi veemente criticando a situação do hospital e Marcos Vinicius (PSC). Os demais vereadores que assinaram começando pelo próprio autor, Nilmar Eustáquio (PP), foram, Marquinhos Clementino, Careca da Agua Mineral e Edimar Felix, os três do PROS, Eduardo Print Junior (SDD), Edmar Rodrigues (PSD), Adilson Quadros (PSDB), Rodyson do Zé Milton (PSDB), Delano Santiago (PRTB), Marcos Vinícius (PSC).

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Há informações ainda não confirmadas, que existem repasses da prefeitura feitas para o HSJD, tanto na administração do atual prefeito Vladimir Azevedo, quanto na administração anterior de Demetrius Arantes Pereira, a se confirmar. E para isto o vereador Nilmar Eustáquio já oficiou a Prefeitura para que lhe informe sobre os envios de recursos para o hospital.

O que há de se estranhar também é que, em entrevista coletiva, os atuais gestores/interventores do HSJD minimizaram os 3% de recursos desviados sobre o montante de R$ 120 milhões, o que significa cerca de R$ 3.600.00,00 (Três milhões e seiscentos mil reais). Dizendo que o relatório da Price tinha detectado que 97% foi de gestão e somente 3% de desvio possa ter sido desviado. Isto torna-se utópico, que fosse a desconfiança de 0,001% de desvio, os recursos são públicos e carecem de investigação para apontar os responsáveis.

O vereador Nilmar teme que o fato determinante, ou seja que tenha tido efetivamente repasse de recursos do município para o hospital possa atrapalhar a apuração dos “roubos e desvios que ocorreram no hospital. “Pessoas que enriqueceram ali dentro e muitas das vezes não podemos falar e a imprensa é amordaçada (O DIVINEWS SE RECUSA A SER AMORDAÇADO) com ameaça de processo, mas aqui na Câmara temos a imunidade parlamentar para expor algumas situação, mas limitados somente ao que o município repassou”.

O combativo vereador Nilmar Eustáquo, afirmou que se houver impedimento no âmbito do município irá recorrer à Assembleia Legislativa para relatar os fatos e continuar a investigação. E acrescentou que existem outras denúncias que talvez o Ministério Público não sabe.

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O vereador Marcos Vinicius, que tem pretensão em ser o presidente da CPI, afirmou que estão aguardando que o jurídico da Câmara se pronuncie quanto a legalidade da instauração da investigação, mas afirmou que é uma situação que perdura por demais e que falta transparência no caso que é de interesse público, pois é um patrimônio de Divinópolis e não se pode permitir acontecer o que está acontecendo. Uma situação gravíssima com falta de transparência.

“Há um rombo comprovado, altíssimo gigantesco, de dinheiro público – Quais foram as pessoas responsáveis por isso? O hospital São João de Deus trata de vidas e na hora que a pessoa mais precisa faltou por que o dinheiro foi subtraído – Queremos investigar sem fantasia, sem maquiagem, queremos apresentar a coisa como foi e como está inclusive dando nomes aos bois e quem tiver envolvido sejam responsabilizados, por que estamos tratando de coisa muito séria, que são vidas, que é o Hospital São João de Deus”

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O presidente da Câmara, vereador Rodrigo Kaboja, explicou inicialmente que não assinou por que, quer agir como magistrado da Casa dando todas as condições de trabalho para os vereadores. Contudo, ainda não teria recebido nenhum comunicado oficial, pois o vereador Nilmar Eustaquio como autor do pedido é quem vai lhe comunicar oficialmente para que ele como presidente tome as providencias regimentais.

Kaboja afirma entender que a população quer saber o que aconteceu com o hospital São João de Deus; “Nós não podemos deixar dúvidas para a população, por que o São João de Deus foi uma grande obra criada por Geraldo Correa – Por que hoje há denúncias de todo o tipo, roubo, superfaturamento. Nós não sabemos se são verdadeiras ou não. Então a CPI seria muito bom neste momento”.

Respondendo ao editor do Divinews de que até agora, os gestores/interventores apenas falam, mas não mostram nenhuma documentação que comprove a eficácia da gestão da Dictum, o presidente da Câmara concordou: “É falta prova documental, e eu como presidente desta Casa Legislativa tenho que agir como magistrado. Caso seja instaurada a CPI nós vamos dar todos os mecanismos para ela funcione com tranquilidade e respeito ouvindo todas as partes interessadas”.

Na semana passada, os representantes da interventora, a Dictum que não existe juridicamente, estiveram na Câmara para explicar a situação do hospital,  possaram para fotos, mas parece que não explicaram nada, tanto é que os vereadores querem uma CPI para investigar. Veja Links

RESULTADO DA COLETIVA: HSJD segue devendo R$ 120 milhões e com déficit mensal de R$ 1,3 milhão e Plano de Saúde é caixinha preta

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