Marcos disse que o governo está se preparando para tomar medidas antipáticas e impopulares. Já que o limite prudencial de 54% da folha, estabelecido pela Lei de Responsabilidade fiscal foi ultrapassado, somada a dívida de R$ 19 milhões em precatórios torna a situação da prefeitura insustentável.
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O secretário de governo Honor Caldas e o secretario de fazenda Antônio Castelo, segundo o vereador confirmaram para ele que a prefeitura do jeito que está, com a receita crescendo só 10% e a folha 14%, gerando um déficit de 4% ao ano, o município não tem recurso para fazer qualquer tipo de investimento. Se a situação continuar será preciso exonerar, e fazer demissões até chegar ao servidor público concursado.
“Então por tudo isto, nós temos ouvido na prefeitura e outros fóruns que tem debatido isto, tudo leva a crer que dentro de um tempo, sem precisar quando, inevitavelmente vai se iniciar uma discussão séria sobre a necessidade de repensar o gatilho que é concedido aos servidores públicos municipais, que foi uma iniciativa do ex-prefeito Demétrius Arantes. Esta discussão já está colocada de forma informal e quando acontecer vamos ter que ver o que é melhor para a cidade”, contou Marcos.
Continuou o vereador: “Antes da existência do gatilho sempre tinha greve, paralisações e o gatilho foi um alento para os servidores públicos e quando se fala em extingui-lo é preocupante. E tem que ser feito com responsabilidade”.
Marcos confirmou que o “buxixo” sobre o assunto existe nos corredores da prefeitura e alguns servidores que ele já conversou ficaram arrepiados em pensar sobre a extinção do gatilho. O vereador reafirmou a existência de salários de mais de R$ 30 mil reais e que Juliano Vilela, do Diviprev vê a necessidade de se estabelecer um teto para os servidores que se aposentarem pelo instituto. Isto por que quando um servidor está próximo de se aposentar, ele contribui um pouco mais para melhorar o valor da aposentadoria e essa estratégia tem causado prejuízo financeiro para o instituto. “Isto é preciso também ser revisto”.






