O presidente da FIEMG Regional Centro-Oeste fez a abertura do Fórum, explicando que a iniciativa foi de um grupo de entidades, tanto patronais quanto de empregados, e projetou na tela o nome de todas, embora a maioria não tivessem enviado representantes para o evento. Fizeram parte da mesa os presidentes das entidades que foram âncoras do movimento, FIEMG, ACID, CDL, SINVESD, SINDICADO RURAL, e muitos não entenderam a presença do SOAC como representante dos trabalhadores.
Sequencialmente discursaram os candidato Anderson Saleme (PR), Eliana Piola (PSDB), Ângelo Roncalli (PR), Fabiano Tolentino (PPS), Rinaldo Valério (PTN), Edson Sousa ( ) e Adair Otaviano (PMDB). Na hora do sorteio, foi chamado o nome do candidato Rogério Dedetizador e constatou-se a sua ausência. Ao final a presidente do PV, Iris Moreira entregou as propostas da atuação parlamentar da candidata Heloisa Cerri, e Afonso Gonzaga (FIEMG) justificou a ausência da candidata.
Veja alguns tópicos das propostas dos 7 (sete) candidatos.
Anderson Saleme
Insistiu que Divinópolis precisa criar um plano de desenvolvimento econômico, pois sua ausência dificulta o desenvolvimento da cidade e que desta forma o município está fadado a patinar na história. Anderson falou que a região Centro-Oeste está na frente apenas do Vale do Jequitinhonha e que perde para as demais regiões. Disse ainda que se eleito sua atuação será regional e não estadual. Enumerou várias ações em que atuaria junto ao Poder Executivo do Estado, já que o Legislativo não tem o poder de executar, somente legislar. Mesmo assim o candidato, falou sobre a matriz energética da região, da implantação do gasoduto, a duplicação da MG-050, que ele vê como de fundamental importância. Citou também os problemas do transporte ferroviário e aéreo, o parque tecnológico, na ampliação do efetivos da polícia militar e civil e reversão da crise do hospital São João de Deus.
Eliana Piola
A candidata começou sua fala dizendo que tem 56 anos e emendou: “A mulher que conta sua idade não tem medo de nada”. Na sequência falou sobre seu currículo político. E disse dos equívocos de atuação que às vezes os parlamentares cometem no exercício de suas funções.
Eliana a exemplo de Anderson, enumerou algumas mazelas da cidade, como a duplicação da MG-050 e observou que nas margens da rodovia não pode ser autorizado a construção de condomínios residenciais e sim que lá se instalem as indústrias. Exaltou a criação da Cidade Tecnológica no município, mas disse que é necessário ter ousadia para que ela deslanche. Criticou os políticos que negociam cargos no governo municipal e que em época de eleições se tornam cabos eleitorais disfarçados de servidores.
Finalizou dizendo que se eleita não vai fragmentar suas emendas parlamentares, dando valores insignificantes para determinadas ações que não resolve o problema. Classificou tal ação parlamentar como eleitoreira.
Angelo Roncalli
O divinopolitano, embora muitos não sabem, que foi prefeito de São Gonçalo do Pará, mas mora em Divinópolis há alguns anos. Como os demais, começou sua apresentação falando do seu currículo, desde o início da sua participação no PRODESCOM, como presidente da Associação Mineira de Municípios. Ângelo reconheceu que a região precisa aumentar o número de representante na Assembleia, mas principalmente o deputado precisa aprender a ouvir as necessidades da cidade.
“Precisamos bater na mesa do governador, seja ele aliado ou não, mas é preciso fazer para se fazer ouvir – Tem que ser mais firme”, afirmou o candidato.
Outros assuntos abordados por Ângelo foi a desoneração dos impostos no estado e lutar por um movimento municipalista para melhorar a situação das cidades. Finalizou dizendo que o mais importante é abraçar Divinópolis e a região.
Fabiano Tolentino
Começou lamentando o pouco tempo que tinha disponível para falar, pois além das suas realizações já como deputado, teria que falar sobre as propostas futuras.
O deputado, candidato à reeleição falou de suas iniciativas parlamentares, como a proposta do término da verba do paletó, que não usa o auxílio moradia, por que mora em Divinópolis, vai e volta todos os dias. Que também lutou pelo voto.
Tolentino defende que o voto seja distrital, pois um deputado não consegue fazer campanha em todo estado, “É caro”.
O candidato contou que inicialmente a duplicação da MG-050 inicialmente iria somente até Itaúna e com sua ação conseguiu estender a duplicação até Divinópolis. “Temos que manter as atuais indústrias que estão na cidade, antes de pensar em trazer outras – Dando uma maior atenção ao Centro Industrial”. E continuou com sua proposta de atuação, falando sobre a Estadualização da UEMG e a construção do Hospital Público Regional, que em sua opinião se não houve pactuação com o estado e com a união, quando começar a funcionar, pode quebrar o município.
Ele reconheceu que teve algumas falhas como parlamentar e justificou: “sou novo”
Rinaldo Valério
O médico e ex-deputado estadual, que não conseguiu ser reeleito em 2010, Rinaldo Valério ( ), disse que está tentando voltar para ter o privilégio de lutar pela cidade. O candidato explicou que foi ele quem conseguiu a verba de R$ 40 milhões para a construção do Hospital Regional e que no momento já foram gastos R$ 70 milhões e ainda está longe de ficar pronto.
Constatou que os votos em Divinópolis são muito diluídos e que a classe política está muito desgastada. Lamentou ainda que o governo de Minas nunca convidou nenhum divinopolitano para o governo, e citou alguns empresários que poderiam ser chamados.
Rinaldo em sua fala fez uma grave denúncia. “Muita gente faz rolo com as emendas parlamentares – Mas eu nunca tive um deslize nas minhas emendas. Como vou usar um dinheiro que não é meu. Foi assim que o meu pai me criou”
O presidente da FIEMG questinou o candidato sobre o número de votos que ele teria em Divinópolis, o alertando que ele precisaria sair da cidade com no mínimo 20 mil votos. Rinaldo respondeu que ao longo dos 30 anos dele como médico, vereador, e deputado estadual por um mandato. Ele pensa que os 20 mil votos necessários à sua reeleição.
Edson Souza
O ex-vereador e ex-candidato a vice-prefeito de Divinópolis, foi o mais contundente e enfático em sua apresentação. Edson começou sua explanação quanto candidato, dizendo a seguinte frase: “A política é a arte de pedir votos para a população, dinheiro para os empresários e enganar os dois”, e emendou com outra “Nunca se mentiu tanto, como antes das eleições, durante uma guerra e depois de uma pescaria”.
Lamentou que depois do ex-deputado Geraldo da Costa, Divinópolis não teve nenhum representante no governo de Minas, nem no 1º, 2º ou 3º escalões. Afonso Gonzaga, emendou e disse: nem no 4º e nem no 5º escalões
O candidato disse que em sua campanha não vai usar carro de som, nem cavalete e tão pouco iria fazer carreata, classificando tais publicidades politicas como “um trem chato, que incomoda todo mundo”.
A seguir partiu para o ataque às mazelas da cidade, dizendo que no município o político pode tudo. Que a cidade está sitiada, e que ela tem donos. Depois pediu que as pessoas presentes que estivessem ligadas às campanhas, os próprios candidatos e seus assessores levantassem as mãos. Constatou que presentes no recinto haviam somente 6 (seis) pessoas que não estavam envolvidas diretamente com as campanhas. E perguntou: “Cadê os empresários?
O ex-vereador, em seu peculiar estilo, disse que o candidato que for representar a cidade tem que ser firme, criticar o governador, o presidente e o prefeito, quando necessário. E fez mais uma crítica: “Deputado não pode ter programa de televisão, deputado não é artista”.
Falou também sobre as emendas, dizendo que a base do orçamento é a LOA e a LDO que são definidas em janeiro quando o governador manda a PPA para a Assembleia. “Neste momento o deputado pode mexer e fazer as emendas e por que não faz? Por que o palácio chama e fala que não pode alterar” finalizou Edson.
Adair Otaviano
O vereador Adair Otaviano foi o último apresentar suas propostas para o Fórum. Dizendo que é preciso priorizas as nossas empresas e que a Assembleia tem que trabalhar em união com o governador. Explicitou os papais dos dois poderes, o Legislativo e o Executivo.
A seguir, começou a relatar os problemas da cidade e de representatividade, observando que a duplicação da MG-050 em Itaúna, possui um trevo de cidade grande e o do Divinópolis é de uma cidade pequena. Que a cidade é penalizada duas vezes, com o pedágio na MG-050 e depois pagando obras de duplicação, questionando a PPP (Parceria Público Privada) entre a Nascentes das Gerais e o governo de Minas. Ainda que Divinópolis só recebeu coisa ruim, o Centro Socioeducativo, a Floramar e o pedágio.
Ele entende que o governo de Minas só vê Divinópolis como prioridade em época de eleição, quando passa o governador esquece.
Finalizou dizendo que, se eleito, as suas emendas parlamentares serão discutidas com a população. Vai querer sentar com todos os segmentos e discutir para depois direcionar suas emendas.
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