Afonso Gonzaga assume vice-presidência do Partido Democrático Trabalhista (PDT)

Publicado por: suporte

Nesta nova composição partidária do PDT, o apresentador da  TV Candidès,  Eduardo Silva que apresenta o programa “Cidade Urgente” é quem será o presidente do partido.  Que já esteve nas mãos do ex-vice-prefeito, Francisco Martins que atualmente  está filiado ao PSL, do atual presidente da Câmara Rodrigo Kaboja – Já o atual vice-prefeito de Vladimir Azevedo (PSDB), Rodrigo Resende  é quem era, mais recentente,  o presidente do PDT. Lembrando ainda que Resende pertence ao grupo politico do deputado federal Jaime Martins (PSD) e consequentemente ligado ao empresário proprietário do Sistema MPA, Mayrink Pinto de Aguiar, que por sua vez, em tese, é o “patrão” de Eduardo Silva,

Dificil de entender? Sim, mas a política é assim! Cheia de nuances, estratégias e artimanhas, que o cidadão comum demora a entender, e quando entende, muda tudo novamente. Igualzinho a história da núvem que cada hora está de um jeito.

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A IMPORTÂNCIA DOS EMPRESÁRIOS NA POLÍTICA

 
     

 

Questão central:

 

A campanha eleitoral está oficialmente nas ruas. É hora da Nação se encontrar num dos momentos mais importantes da Democracia e aprender sobre candidatos e suas propostas para decidir quem será: Presidente da República , Governadores de Estados, Deputados Federais e Estaduais, e 1 dos 3 Senadores que representam cada estado federativo  (lembra-se que para o Senado o mandato é de 8 anos e 2/3 da atual Casa Legislativa foi eleita em 2010 até 2018). Considerando a oportunidade deste momento, propõe-se através deste Boletim reflexão sobre a participação dos empresários na política. Passar-se-á pelo se devem ou não fazê-lo, até as diferentes formas possíveis de atuação. Primeiramente, lembra-se que é inerente à condição de industrial contribuir com o desenvolvimento do país. Participar ou não da política é escolha e, importante dizer, pode ser feita de diversas formas, com diferentes níveis de profundidade e comprometimento. Há uma célebre frase que diz que “a guerra é assunto sério demais para ficar na mão dos generais”. No mesmo norte, pode-se dizer que política é muito importante para ficar apenas nas mãos dos políticos. Faz-se necessário dizer, entretanto, que, embora tão estratégico, não é preciso se candidatar a cargo eletivo para participar. Foi esta a escolha, por exemplo, do eterno Presidente de honra da FIEMG, José Alencar Gomes da Silva, mas há outras formas que não o exercício de mandato. O que se deve registrar, então, já de largada, é que a opinião fundamentada neste trabalho é que os empresários devem, sim, participar ativamente da política. É imprescindível que o façam. Resta saber a forma mais adequada, devendo-se levar em consideração, inclusive, as características de cada empreendedor e de sua empresa.

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Antes de iniciar a argumentação sobre o porquê e como os empresários devem agir politicamente, cita-se frase que a famosa filósofa alemã Hannah Arendt escreveu na hoje distante década de 1950: “Em nosso tempo, ao se pretender falar sobre política, é preciso começar por avaliar os preconceitos que todos temos contra a política visto não sermos políticos profissionais.”. Especialmente no Brasil de hoje, mas também no mundo, sempre é importante que nos distanciemos da crítica e, porque não dizer, até do desgosto com a política, para que possamos olhá-la livremente e decidir qual a melhor maneira de atuar. A doação a políticos e partidos é uma dessas maneiras, porém neste Boletim não se entrará no assunto, uma vez que o financiamento privado de campanha se encontra em discussão no STF e, possivelmente, não será mais permitido nas eleições de 2016 (a maioria dos ministros do STF já votou pela inconstitucionalidade dos artigos que permitem tais doações e o processo está parado por pedido de vista do Ministro Gilmar Mendes). Tratar-se-á de outras formas, mais ativas.

 

A péssima reputação do meio político tem suas razões e, exatamente, em função de ter se tornado um ambiente quase inóspito para a boa-fé e regular conduta acaba por afastar os cidadãos de bem. E isto, infelizmente, retroalimenta a presença dos “maus”, pois como nunca há vácuo em espaços de poder, ficando de fora os bons, lá estarão os outros. Portanto, aqui está a primeira e mais óbvia forma de participar da política: (1) candidatando-se. Não apenas empecilhos conceituais podem vir a impossibilitar ou desinteressar o empresário de tomar este caminho. Também há, claro, obstáculos práticos, por exemplo: a impossibilidade de deixar o cotidiano da empresa para focar-se a outra função que exigiria dedicação praticamente integral – como candidato e, obviamente, se eleito. Mesmo ponderando as dificuldades de se tomar tal caminho, lembra-se que são os representantes eleitos que detém o poder constitucional de verdadeiramente tomar as decisões e agir dentro da alçada específica de cada cargo. Ainda mais num país onde o Estado ocupa espaço tão significativo na sociedade. Por isso, seria muito importante para o país que mais empresários decidissem disputar eleições e, vencendo-as, contribuir com a política “de dentro” como, propriamente, um político.

 

Sabendo-se que para se chegar a tais posições de poder não bastaria apenas a vontade decidida de um empresário, mas também neste a existência de competências específicas do político, bem como a capacidade de aglutinar apoio bastante para possibilitar a eleição do candidato, recorda-se outra forma também muito relevante e por vezes esquecida: (2) filiação partidária e colaboração efetiva no direcionamento da agremiação. Os Partidos Políticos são os meios nos quais a democracia representativa se expressa. E são feitos de pessoas, nada mais do que isto. Caso mais bons empresários se comprometessem a participar de Partidos Políticos e influenciá-los, por dentro, a serem melhores e mais úteis ao país, melhor viria a se tornar nossa democracia. Bem como nos cargos públicos, o nosso distanciamento dos partidos acaba resultando na abertura de espaços para outros. Em síntese, se os empresários não estiverem lá, dentro dos Partidos, falando e participando, outros estarão e serão ouvidos. É bem verdade que os Partidos Políticos no Brasil são, em grande forma, distantes do que se pretenderiam no ideal democrático. Mas será que não são assim exatamente pela ausência de tantos que poderiam ter contribuído de dentro, ao longo das décadas, e não o fizeram? Quem construiu os Partidos o que eles são hoje? Onde estávamos todos? Quem definirá o que e como serão os Partidos amanhã? Esta última é mais simples responder: quem participar deles.

 
Neste ponto é importante dizer que ninguém tem obrigação de se interessar pela vida partidária. É justo e correto que aqueles que não se enxergam em tais posições sigam outros rumos. O que não se deve fazer é tornar-se alheio aos acontecimentos políticos do país. Isto é irresponsável, repete-se, especialmente num país onde o Estado tem papel tão relevante em nossas vidas (pessoais e empresariais). A estes que não se veem contribuindo politicamente “de dentro”, é importante que encontrem a melhor forma de atuarem politicamente, estando “de fora”. As entidades de classe, por exemplo, como, obviamente, os sindicatos patronais e, claro, a FIEMG, são foros que permitem grande contribuição política ao país, sem necessariamente se tornar um político ou partidário. Considerando-se o público-alvo deste Boletim chega a ser dispensável registrar esta abrangência de atuação política, como empresário, através dos sindicatos. Mas é lembrança válida, pois tantos tem sido os maus caminhos do Brasil, apesar do nosso árduo e diuturno trabalho, que poderíamos esquecer da importância de tudo fizemos. Pior seria, muito pior, se não o tivéssemos feito. Saibamos sempre disso. E provavelmente melhor estaríamos se fossemos mais. Apesar de a FIEMG contar com tantos empresários competentes, capazes e comprometidos, são muitos mais os empresários sem engajamento, envoltos em suas tarefas do dia a dia. Por isto, registra-se também como possibilidade de atuação política (3) o associativismo, não apenas na defesa de interesses momentâneos, mesmo que legítimos, mas na busca pela união de empresários capazes de transformar o Brasil num país melhor, objetivo comum, especialmente no que concerne ao deletério ambiente de negócios em que vivemos.
 
Outra forma pouquíssimo usada no Brasil é (4) o acompanhamento e a cobrança dos compromissos de campanha dos eleitos. Nos EUA, talvez pela existência do voto distrital que aproxima políticos e população, isto é bastante usual. Em nosso país seria também factível, especialmente no que tange a cargos legislativos, mas os cidadãos não fazem. Portanto, caso o empresário não se perceba com vocações políticas ou associativas, bom seria para o país se este se dispusesse a “gerenciar” os políticos eleitos. Nem que fossem apenas aqueles que levaram a confiança de seu voto na última eleição. Marcando de perto, questionando e, principalmente, contando para outros formadores de opinião sobre a atuação deste ou daquele mandatário seria já participar da política, seria contribuir muito.
 

Pode ainda ser que algum empresário não se veja em nenhuma dessas funções políticas dentro da sociedade. Há mesmo aqueles que preferem ou só sabem caminhar sozinhos. A estes resta saberem que a política determina em grande parte os rumos da sociedade em que vivem e que se não encontram forma de serem atores neste palco, serão espectadores e sofrerão os efeitos da política feita pelos outros, sejam bons ou ruins. Participar da política é, de qualquer forma, um dever cívico e não apenas uma participação no jogo de interesses. Que os empresários, industriais em particular, reflitam sobre isso e escolham bem seus candidatos, que farão o seu futuro, de suas empresas e da economia em que estarão inseridos. E se preparem para uma ação ativa.

 

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