A queda do viaduto Guararapes em Belo Horizonte expõe mais uma vez, a exemplo do que ocorreu com a Delta de Cavendisk de Fernando Cavendish e o governo do Rio, na época em que Sérgio Cabral (veja dança dos guardanapos) ainda era o governador carioca, o que tem de pior nas relações promiscua entre os empresários donos de construtoras, os ditos empreiteiros. Quando os favores mútuos são prestados usando o dinheiro público, ou seja, o seu dinheiro, o dinheiro da população. Eles cometem todo o tipo de irregularidade sob o manto da legalidade, desde licitações montadas e direcionadas, usando outras empresas simulando concorrências de fachadas, passando por superfaturamento, e posterior sub-locação de serviços que seriam de suas responsabilidade.
Mas, vamos à reprodução da matéria de Miguel do Rosário
| O baile fiscal dos empreiteiros
Alguns esclarecimentos importantes. O viaduto Guararapes, que desabou sobre a Avenida Pedro I, constava no cronograma de obras da Copa. Ele comportaria uma das linhas de BRT que conduziriam, dentro outros destinos, ao Mineirão. O secretário de Obras de Belo Horizonte, Lauro Nogueira Terror, insiste porém em afirmar que “não era obra da Copa”. A prefeitura age na mesma linha, ao divulgar um comunicado que assume a responsabilidade pela falha na fiscalização e observa que “não havia data estipulada para a entrega das obras e nem obrigatoriedade para a entrega ser antes da Copa do Mundo, apenas um cronograma referencial contido na licitação”. De qualquer forma, este não é um ponto prioritário. O mais importante é apontar responsabilidades, para que tais erros não se repitam. A mídia tenta eximir a empreiteira, jogando sempre toda a culpa em cima do governo. O mesmo jornal também mencionou doações da empreiteira responsável pela obra a partidos e políticos. Só que, estranhamente, não se aprofundou no assunto, provavelmente por ter identificado que a Cowan é acintosamente pró-tucana. Continua depois da publicidade Em maio do ano passado, o filho de Saulo, o Saulo Wanderley Filho, deu uma festa de gala em sua casa que, à luz do que vemos hoje, poderia se constituir no baile fiscal dessa relação promíscua entre empreiteiras e governos. O baile fiscal foi o último baile organizado pela monarquia, antes da proclamação da república. No contrato público que rege as obras do PAC Mobilidade, não há dúvidas sobre de quem é a responsabilidade sobre a obra: da prefeitura. Agora, vamos às especulações políticas. A empresa ganhadora, Cowan, tem relações íntimas com os tucanos mineiros. Para começar, as únicas doações que ela fez para políticos, e não para diretórios, foram para tucanos e democratas. Em Minas, ela escolheu a dedo a quem doar: Rodrigo Batista de Castro, deputado federal pelo PSDB, e filho do poderoso Danilo de Castro, secretário de Estado do governo de Minas Gerais. O quadro abaixo é do TSE, com dados da eleição de 2010. O outro beneficiado em Minas é Gustavo Correa, deputado estadual pelo DEM, que, em 2007, viria a ser nomeado pelo então governador, Aécio Neves, secretario de esportes e juventude do governo estadual. A Cowen fez ainda uma doação também para Samuel Moreira, um mineiro de Governador Valadares que acabou construindo sua vida em São Paulo e hoje é o presidente da Assembléia Legislativa do estado. Sobre as doações da mesma empresa em 2012, reproduzo um trecho de matéria do jornal mineiro O Tempo: “Já em 2012, ano de eleições municipais no Brasil, a Cowan doou, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, R$ 2,82 milhões para os diretórios nacionais de três partidos: PCdoB, PMDB e PSDB. O comitê comunista foi o destino de R$ 500 mil da construtora, mesmo valor depositado para o diretório nacional do PSDB. A conta do PMDB ficou bem mais recheada: o partido recebeu, ao todo, R$ 1,8 milhões da construtora. Neste mesmo ano, o vice-presidente Michel Temer (PMDB) usou o jatinho da construtora para participar da campanha de Lúdio Cabral (PT) à Prefeitura de Cuiabá.” O restante do post vem em forma de colunismo social. Selecionei criteriosamente algumas fotos que podem nos ajudar a entender como opera a alta sociedade belorizontina. A maioria delas são do aniversário de 40 anos de Saulo Wanderley Filho. – See more at:
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2ª foto = Prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda
3º foto = Alberto Pinto Coelho, atual governador de Minas
4º foto = Antônio Anastasia, ex-governador de Minas
5º foto = Danilo de Castro, secretário de governo de Minas
6º foto = Ambiente luxuoso do aniversário.
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