Logo na primeira tentativa chilena, Júlio César apareceu e afastou qualquer insinuação de que estaria tremendo com a situação. O chute de Pinilla foi no meio do gol, mas o camisa 12 teve a presença de espírito de ficar mais no centro, espalmando. David Luiz tinha aberto a contagem para o Brasil, mas na sequência Willian perdeu, igualando a disputa.
Mas Júlio César estava inspirado. Mesmo com o melhor jogador do Chile, Aléxis Sanchez, na marca do pênalti, pulou no canto direito e fez uma defesa, mesmo em um cobrança muito bem efetuada. O Brasil voltava a ter vantagem.
Os chutes de Aránguiz e Dias ele não conseguiu pegar. Como Hulk errou e Neymar fez o seu, Júlio César voltou à meta com 3 a 2 para o Brasil e a chance de completar a sua redenção. Jara cobrou, o goleiro foi no canto certo e a bola explodiu na trave. A vaga nas quartas estava garantida.
Em 2004, Júlio César já havia sido fundamental para a vitória brasileira na Copa América, pegando um pênalti de D’Alessandro na final contra Argentina. Neste sábado, ainda foi importante ao defender uma cabeçada à queima-roupa ao final do segundo tempo.
A torcida, em coro, gritou o nome do goleiro durante todas as cobranças de pênaltis, mas Júlio César sabe que ainda falta muito para uma redenção completa. Já nas quartas de final ele entrará como herói, sem poder dar espaço para uma nova vilania em Copas.




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