Percentual que teve José Serra em 2010, se considerado o total de votos, com brancos e nulos.
Dilma, naquele momento, 43%,nos mesmos critérios, apenas um pouco menos do que, na maioria das pesquisas, teria hoje.
O que falta, portanto, na contabilidade eleitoral?
Parece evidente que são os votos de Marina Silva, que evidentemente não migraram para Campos e parecem dificilmente capturáveis pelo tucano.
O que indica que, se queira ou não, e eleição caminha para uma polarização mais aguda ainda que a registrada em 2010.
Possivelmente, mais parecida que com a de 2006, onde Heloísa Helena teve um tamanho mais parecido (cerca de 7% ) com o que terá Campos do que o que teve Marina em 2010.
Quem quiser procurar paralelos e comparações entre esta eleição e outras, procure-os na disputa entre Lula e Geraldo Alckmin, não a entre Dilma e Serra.
E quem quiser encontrar paralelos entre esta e aquela, busque menos no prestígio que Lula – desgastado pelo escândalo da CPI dos Correios, que levaria ao chamado “Mensalão” – do que no desejo do povo brasileiro de não voltar ao passado.
Claro que há algumas diferenças importantes, a começar daquela que, hoje, está monopolizando as atenções do país: a Copa, prova maior do processo de sabotagem política que envolve a disputa eleitoral.
Mas, no essencial, será de novo – e pela última vez – a disputa entre dois projetos de país: o neoliberal e o nacional-desenvolvimentista.
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