A Superintendência da Fundação Geraldo Corrêa se reuniu no fim da tarde desta última quinta-feira (05), com seus colaboradores com o intuito de reforçar a grave situação em que a instituição ainda se encontra apesar de todos os esforços durante estes oito meses de intervenção. Além de tratar assuntos sobre novas contratações para o setor de enfermagem e a reestruturação de rede do Plano de Saúde, a direção informou sobre as negociações com o SINDEESS – Sindicato Profissional dos Enfermeiros e Empregados em Hospitais, Casas de Saúde, Duchistas e Massagistas de Divinópolis e rdisse que está aberto às negociações com a classe.
Durante o encontro a Superintendência da Fundação Geraldo Corrêa explicou a importância da união de todos os colaboradores, do governo federal, estadual, municipal e autoridades para a recuperação da instituição. Destacou ainda todo o cenário econômico/financeiro enfrentado que ainda é grave, os objetivos da administração, suas condições e processos.
De acordo com o Superintendente da Fundação Geraldo Corrêa, Afrânio Emílio Carvalho, foram feitas pesquisas em hospitais de Belo Horizonte e foi constatado que o aumento oferecido por eles não ultrapassa o índice de inflação de 5,62%. “A responsabilidade nossa é saber de fato o que é possível. Sabemos o que seria ideal para o aumento salarial de nossos profissionais, mas o hospital não tem condições. O Hospital está em um processo de recuperação e isso é um processo longo. Essa proposta de aumento de acordo com o índice de inflação é o que o hospital consegue arcar. Este mês já estamos pagando o reajuste de 5,62% e fazemos o aumento do Ticket para R$ 75,00 (antes era de R$ 70,00). Formalizamos um valor para o ticket para chegar até R$ 100,00, que é o valor que o hospital tem condições de arcar. Essa proposta que foi feita não foi aprovada pelo sindicato e devido ao tempo que tínhamos para gerar o valor para os colaboradores, o valor de R$ 75,00 foi lançado”, relatou Afrânio
“O São João está de portas abertas para continuar as negociações com o Sindicato. Vamos analisar as propostas para que juntos possamos chegar à uma decisão que seja bom para os nossos colaboradores e essencial para a recuperação da instituição. O momento é difícil e por isso pedimos a compreensão de todos pois estamos limitados à nossa condição financeira”, disse Afrânio.
Por fim, a Superintendência disse que não está medindo esforços para fazer novas negociações com fornecedores e equipe profissional. Há uma revisão e criação de contratos com entes públicos e saúde complementar para que o HSJD possa se recuperar em todas as esferas. “Buscamos o apoio dos governos, seja ele municipal estadual ou federal, mas o momento é muito delicado. Temos que ter toda a cautela, analisar caso a caso para que as medidas tomadas sejam certeiras e isso não é fácil”, finalizou
Afrânio disse ainda que vai haver uma escala mínima de funcionários para o atendimento dos pacientes e que os atendimentos de urgência e emergência terão prioridade total de atendimento.
Já a versão do SINDEESS é outra
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Os trabalhadores do HSJD entram em GREVE POR TEMPO INDETERMINADO devido à intransigência da empresa interventora – Dictum, em não aceitar as reivindicações dos trabalhadores por melhores salários, condições dignas de trabalho e melhor atendimento à população.
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Os trabalhadores, na tentativa resolver a situação, na ultima assembléia deliberaram em apresentar uma contra proposta de um ticket alimentação no valor de R$ 150,00 (Cento e cinqüenta reais) retroativo a abril e R$ 200,00 (duzentos reais) em dezembro, aumento de 10% nos salários e formação de comissão de trabalhadores para acompanhar a recuperação do hospital.
No entanto não demonstrando vontade de resolver a situação, a Dictum respondeu mantendo o índice de 5,62% de aumento nos salários e um ticket alimentação no valor de apenas R$ 100,00 (Cem reais).
Diante da intransigência e pouco caso com os trabalhadores, não sobrou outra alternativa que a greve, decisão tomada e informada à empresa no dia 26/05/2014.
Com o hospital totalmente paralisado, a direção do sindicato junto com o comando de greve procurou a direção do hospital para fazer a escala mínima e garantir atendimento mínimo à população.
Nós trabalhadores somos peça importante na recuperação do hospital. Sem a nossa presença ele não funciona. No entanto, no projeto de recuperação do hospital elaborado pela Dictum não estão incluídos os trabalhadores, a não ser os sacrifícios que estão sendo exigidos.
Trabalhamos em uma situação onde a maioria recebe um salário mínimo ou um pouco mais, sem condições de trabalho (falta de medicamentos e materiais), com sobrecarga de trabalho, assédio moral e etc.
Exigimos nossas reivindicações e mais respeito por parte da empresa gestora do hospital.
Divinópolis, 06 de junho de 2014.
Denísia Aparecida da Silva
Presidente
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