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O assunto é de suma importância para a cidade, mas já está tão batido e repetitivo, e pior sem solução que, a população e nem tão pouco a mídia tradicional não comparecem mais. Exceto alguns militantes do meio-ambiente e um ou outro cidadão mais politizado ou de oposição que freqüentam a Câmara assiduamente.
Estiveram presentes alguns vereadores, como Edimar Máximo, Piriquito Beleza, Edmar Rodrigues, Careca da Água Mineral, Edimar Felix e Hilton de Aguiar, além do presidente da Comissão de Meio Ambiente da Casa Legislativa, Edmilson Andrade (PT).
Jorge Torquato (PSOL) elogiou o governo do ex-prefeito Aristides Salgado, como um dos poucos governantes que fez alguma coisa pelo rio, ao colocar uma draga para limpar o rio. Imediatamente após, o vereador Edmar Rodrigues disse que a draga mais ficava quebrada que funcionava, e que a intenção de Aristides foi louvável, mas não funcionou.
O vereador Hilton de Aguiar com o seu peculiar jeito, que muitos acham “bronco” de ser, disse que pessoalmente não gostava da COPASA (sic). Edmar Máximo, revelando desconhecimento do caso, pediu que a Promotoria revisse o contrato para modificar alguns itens que não estão sendo obedecido pela COPASA (sic).
Os vereadores esqueceram que eles mesmos votaram um projeto do Executivo que passou a fiscalização dos serviços da COPASA em Divinópolis para a ARSAE que é a Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento, a quem as reclamações sobre a concessionária (Copasa) devem ser direcionadas.
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O próprio secretário de Meio Ambiente, Willian Araujo, afirmou que se a poluição do rio não for tratada, o problema não for resolvido, o rio vai continuar poluído. E que não adianta retirar aguapés, por que eles voltam novamente, em conseqüência do grau de poluição do rio. Ele explicou que o município está trabalhando o problema na origem que é discutir o projeto tanto da parte física do rio que se dá através da Usina de Projetos sob a responsabilidade do superintendente Rodrigo Resende (vice-prefeito). Que segundo o secretário, vai contratar uma empresa para fazer tudo. “A empresa vai definir o que é melhor. Se é desassorear? Se é fazer barragem? É aumentar sua calha? Na verdade este estudo é muito amplo”.
“Existe ainda outra parte que é o tratamento do rio em si. O cronograma foi apresentado pelo superintendente da Copasa, Mauricio, que explica exatamente quais são as etapas e como pode ser feito. São duas frentes de trabalho que foi apresentado para a população, uma a médio e outra a longo prazo. Para que o rio se torne efetivamente o rio que todos nos queremos”. Afirmou Willian.
O secretario foi conciso quando afirmou que a questão dos aguapés não será resolvida enquanto houver a poluição do rio. “A fonte de alimentação dos aguapés, é a carga orgânica, que é o nitrogênio, que é o fósforo que existe na rede de esgoto. Quanto mais esgoto for jogado mais os aguapés serão alimentados e eles vão proliferar. Em uma situação como esta que o rio está muito lento, por que o volume está muito baixo, a proliferação é ainda maior” finalizou o secretário.
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O promotor do Meio Ambiente Francisco Generoso disse que o Ministério Público já tem procedimentos já instaurados em relação ao tratamento do esgoto e se eventualmente ficar comprovado o descumprimento de algum prazo no que se refere ao contrato de concessão, o MP por meio da Promotoria do Patrimônio Público ou do Meio Ambiente, poderá adotar as providencias cabíveis para fazer valer esses prazos.
O Ambientalista Jairo Gomes disse que a Audiência Pública que foi realizada terá alguma validade se as medidas que foram levantadas forem implantadas logo no dia seguinte. Jairo disse que seria fácil resolver o problema. Bastava retirar os aguapés com uma retro escavadeira e um caminhão e sanar o problema e devolver a vazão do rio, na prainha do 48, que devido ao assoreamento está estrangulando a vazão do rio.
Jairo reconhece que varias Audiências Publicas já ocorreram e não deram em nada. Disse ainda que a prefeitura retira os aguapés de forma rústica, os jogando para baixo da barragem do bairro Niterói e não os retirando efetivamente o rio, os joga somente para baixo.
O tempo estipulado tem sido um grande inimigo das Audiências Públicas. Os questionamentos da população e as respostas dos componentes da mesa ficam sempre incompletos.
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