A coluna semanal do presidenciável tucano traz um tema muito complexo: o etanol.
E seu último parágrafo é a máxima manifestação de desfaçatez:
“É o futuro do Brasil que está sendo sabotado. No caso do Etanol, é toda uma experiência de mais de 40 anos que está sendo jogada no lixo pela vanguarda do atraso.”
Eis o desfecho de um texto irresponsável e descomprometido com a verdade histórica.
Falemos aqui dos 40 anos de experiência, por ele citados.
Em face da crise do petróleo, na década de 1970, o governo brasileiro resolveu investir pesado no setor sucroalcooleiro. Produzir álcool anidro, mais “misturável” à gasolina, era a grande meta.
A partir da década de 1980, com os motores a álcool, a prioridade passou a ser o etanol hidratado (de uso exclusivo). Houve grandes incentivos para o setor, que despontava, inclusive, como uma alternativa internacional.
Aí tivemos a queda na década de 1990, principalmente com os governos FHC. Fragilizado perante a economia internacional, o Brasil não sustentou o esforço do etanol. Fomos ao fundo do poço. Quem teve carro a álcool, como combustível exclusivo, se lembra bem disso.
Com Lula houve a retomada dos investimentos, seja na produção direta de etanol, seja na pesquisa, em níveis nunca antes registrados no país. Inclusive com a apresentação do biodiesel.
Porém, em todos esses cenários, quem tem o mínimo de responsabilidade com uma área tão séria, sempre buscará contextualizar e indicar os up and downs do mercado. A variação de preços dos derivados de petróleo impacta diretamente a procura pelo etanol e isso deve ser considerado em qualquer análise séria.
A pergunta concreta que resta é: o que os tucanos de Minas Gerais fizeram para incentivar o plantio de cana e a produção de etanol por aqui? Aécio praticou a maior tributação do país, sobre o produto. Aqui, a alíquota do ICMS incidente sobre o etanol, no seu governo foi às nuvens: 25%. Enquanto São Paulo era 12%.
Então, senador, quer conversar sobre isso?
Voltemos à frase dele, destacada acima. Para falar em 40 anos de experiência em etanol no Brasil, ele deveria se lembrar que nos tempos de FHC fomos à lona em termos de incentivos. Com Lula retomamos e avanços. E isso continua com Dilma.
Sinceramente, Aécio pode até ter afinidade como o tema do álcool. Mas, não será o etanol!
Por Minas Sem Censura
|
|






