credito: Samuel do Valle
De acordo com a técnica de referência de Proteção Social Básica da Semds, Alessandra Lúcia de Oliveira, estas pessoas são encaminhadas ao espaço após triagem ou abordagem social da equipe da Semds. “A abordagem geralmente acontece após sermos acionados pelo Creas, Cras, poder judiciário ou alguma ONG ou entidade, que nos encaminham ou apontam estes moradores em situação de rua. Uma avaliação da equipe permite verificar se o Centro de Acolhimento da Pessoa de Rua é, de fato, o local mais adequado para cada pessoa, uma vez que muitas delas podem precisar de algum tratamento específico, como, por exemplo, de dependência química”, explicou Alessandra, lembrando que o atendimento no Centro de Acolhimento da Pessoa em Situação de Rua funciona em período integral, na Avenida Magalhães Pinto, 1215, bairro Universitário, ao lado do Sersam.
Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social, o novo espaço abre possibilidade para outros serviços oferecidos pela Prefeitura. As pessoas em situação de rua podem ter acesso, por exemplo, à inscrição delas no Bolsa Família, e toda uma reinserção social que indica um bom caminho pra essa população. O diferencial é essa ligação que é feita com outros serviços que a prefeitura oferece como o próprio Sersam, as comunidades terapêuticas com as quais a prefeitura tem convênio, e com o Caps AD, que chegará em breve. A equipe foi capacitada por uma semana na prefeitura de Belo Horizonte, que é uma referência para esse trabalho, para promover o acolhimento, a forma de criação de vínculo; como abordar estas pessoas nesta condição, pois muitos só vêm mais pela afetividade do que pela intervenção dura
Para o prefeito, Vladimir Azevedo, esta nova rede de atendimento à pessoa em situação de rua contempla uma política pública mais ampla de acolhimento e encaminhamento. “Tem um sentido humano, de pegar essas pessoas, que muitas vezes estão marginalizadas, que estão sob efeito de violência doméstica, estão ali como causa de problemas de várias naturezas. Acolhê-los, readequá-los à vida, contatar suas famílias, cadastrá-los devidamente, e tentar reinseri-los na vida normal de qualquer cidadão, que acorda, trabalha e tem uma rotina de vida familiar e social – é isto que buscamos”, disse.
“Hoje, a gente tem a felicidade de ter um local bem localizado, uma equipe bem treinada, termos como parceira mais uma vez uma grande instituição da nossa cidade, que tem sido parceira em tantos serviços sociais, como a Adefom, e, com isso, dando um passo importante para um serviço de acolhimento humano e também um serviço importante na segurança pública”, ressaltou. “Infelizmente, algumas delas ligadas à delinquência, no centro da cidade. Um serviço importante também no ordenamento da cidade, em que a gente era muito cobrado nesse sentido. Fica uma resposta importante, que a partir de hoje já começa a funcionar 24 horas esse serviço de acolhimento, e que dará uma nova realidade à população de rua e à vida urbana em Divinópolis”, projetou.

A abordagem social, outro serviço executado pela Semds, dispõe, atualmente, de um técnico de nível superior, um assistente social e dois estagiários em psicologia, que fazem o trabalho de campo, indo a pontos estratégicos, realizando a busca ativa destas pessoas nos espaços públicos, como praças, áreas urbanas, viadutos, e outros locais de grande circulação. Este trabalho ocorre de segunda a sexta-feira, de 7h a 11h, e de 13h a 17h, e, eventualmente, em algumas ações noturnas.
De acordo com a equipe técnica da Semds, o atendimento ao migrante tem especificidades. Por isto, há um espaço diferenciado para este público. Funcionando em uma sala no Terminal Rodoviário de Divinópolis, o atendimento ao migrante ocorre de 7h as 11h, e de 13h as 17h, de segunda a sexta-feira. Dois assistentes sociais e um monitor social acompanham as pessoas que procuram este espaço. Na medida da avaliação das necessidades de cada um, os migrantes recebem passagem para sua cidade de origem (apenas intermunicipal), e, em alguns casos, ainda recebem alimentação, local de pernoite e de higienização. Entidades, Polícia Militar e sociedade civil encaminham estas pessoas a este ponto de atendimento, mas as pessoas em situação de risco podem, espontaneamente, procurar o atendimento no local.







