“Falta de diálogo” pode levar servidores do Hospital São João de Deus (HSJD) à greve

Publicado por: suporte


Denisia disse que “a situação do hospital não anda e olha que entra verba toda hora, a gente não entende direito essas coisas, o que está acontecendo.” E lamentou que a atual gestão esteja tomando algumas medidas ostensivas contra os servidores, como cortando o plano de saúde dos novos admitidos, o adiantamento de metade do 13º salário quando o servidor entra em férias, entre outras, isto sem contar que ficaram várias pendências da campanha ainda de 2013.

A presidente contou que na próxima segunda e terça-feira, dias 7 e 8 será realizada uma panfletagem na porta do HSJD, para a Assembléia que ocorrerá na quarta (09) e quinta-feira (10) que poderá até mesmo resultar em uma greve da categoria.

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O motivo, segundo a dirigente sindical, é a falta de diálogo dos atuais gestores/interventores do hospital. Denisia contou o “lamentável episódio que envolve os servidores”, de que eles não estão sequer querendo usar mais o uniforme da instituição de tão desvalorizada que está, por que as pessoas as abordam nas ruas querendo saber o que está acontecendo “de verdade” com o São João de Deus. “O que já foi motivo de orgulho, agora está sendo motivo de vergonha”, afirmou.

Denisia denúncia que diante da falta de diálogo com os interventores chegou até mesmo a protocolar um pedido de “audiência” no Ministério Público, com o promotor Sérgio Gildin, que é o responsável pela Promotoria das Fundações. E até o momento do contato com o Divinews não tinha obtido sua resposta.

Outra preocupação da entidade sindical é com relação a nefrologia do HSJD que pretende dispensar cerca de 80 trabalhadores, para recontratá-los com outros salários, contudo querem que eles (trabalhadores) abram mão de parte da rescisão trabalhista, os 40% que as empresas são obrigadas a depositar sobre o FGTS.

O posicionamento oficial do HSJD através do setor de comunicação foi que as pendências relacionadas à campanha salarial da categoria, ainda do ano passado, como o aumento de 10% reivindicado pela categoria, o aumento de R$ 200 reais no valor do tíquete alimentação, o retorno do plano saúde para dependentes dos funcionários, estão paralisados por que o HSJD não tem mais advogados em Divinópolis e o escritório de advocacia contratado “Katia Rocha” que é quem está à frente das negociações e que seus representantes só vão ao HSJD uma vez por semana não estão coincidindo a agenda com os representantes do sindicato, mas que espera que isto ocorra na próxima semana.

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