Estão torrando o seu dinheiro, sabia? Empreendimento particular gasta dinheiro público iluminando condomínio noite e dia

Publicado por: suporte


Quando apresento fatos de agressões ao meio ambiente, de abusos a causa pública, desrespeito ao cidadão, ao erário público e tentativas de favorecer empresários em nome do desenvolvimento, usando como pano de fundo o interesse público, há quem critique, apenas por não compatibilizar com minha pessoa. Ninguém é 100% agradável, mas se devemos perdoar até nossos inimigos, os malacafentos (cuja carapuça a de servir) também merecem o perdão ou no mínimo desprezo.
 
 

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Horário de verão um sacrifício em vão.

 

 

O governo federal por décadas tem sacrificado o povo brasileiro com o famigerado horário de verão, imposição que vem de cima para baixo, sem consulta popular. Com isso nosso relógio biológico, como muitos dos nossos hábitos diários são alterados. Tanto esforço para economizar energia nos períodos em que os dias são maiores que as noites, devido a maior incidência solar. Mesmo sendo a maioria do povo brasileiro contraria a medida, não adianta reclamar contra este tipo de imolação.
 
São quatro meses de dias e noites quentes. Os sintomas são de insônias, cansaço, indisposição ao acordar, principalmente as crianças que estudam na parte da manhã.  Dorme se tarde e desperta se cedo, com sensação de que as horas passaram mais rápido. O dia parece interminável e a noite um breve instante. Devido ao estresse, o tempo se torna insuficiente para terminar o que começou e cria se a ilusão que as tarefas acumulam. Quando o corpo começa a habituar com o novo horário, está de volta o horário tradicional e novo acerto biológico para que tudo volte a fluir naturalmente. Tanto sacrifício apenas para economizar porcentagens ínfimas de energia, que não deixa de ser importante, mas que às vezes a economia cai por terra.
 
Se já não foi tentado, ao invés do horário de verão, porque não criar incentivos para economizar energia durante todo ano. Estabelecer uma meta para ser mensalmente atingida pelos consumidores que teriam descontos nas contas, todas as vezes que diminuíssem o consumo de energia. Os bônus seriam em KWh, teria valores percentuais à economia alcançada no mes e abatidos no boleto posterior, todas as vezes que o consumidor atingisse a meta estabelecida pela CEMIG. Tal medida poderia incentivar parte dos consumidores a manterem a tendência de queda no consumo de energia em relação ao mes anterior ou do gasto tido como habitual. Mas vai querendo!!! 
 

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Muito se pede pouco se faz

Muito se fala na importância do consumo racional de água e energia. Os noticiários apresentam níveis alarmantes e preocupantes dos nossos reservatórios e mostram dados pluviométricos assombrosos. Todas as mídias informam dos riscos de apagões, da possibilidade no racionamento de água potável devido à escassez de chuvas.
 
Nos finais de todos os anos, temos o evento de abrangência mundial que pede as populações do mundo para que todas as casas fiquem à mesma noite e no mesmo horário, durante uma hora com todas as luzes apagadas para economizar enérgica. Medida relevante que grande parte da população mundial deveria, mas geralmente não colabora, mesmo que a preocupação seja uma constante.
 
 

 

 

Energia desperdiçada

Diante de todo o sacrifício imposto a população brasileira durante quatro meses de horário de verão, o que dizer para quem tem ou ainda não perdeu a capacidade de se indignar, sobre uma extensa área totalmente iluminada todas as noites, por cerca de dois anos, inclusive no horário de verão! Isso não seria nenhum absurdo, nada de anormal, se a área estivesse antropotizada, ocupada com todas as mobilidades urbanas e residências com moradores, mas no local sequer habita uma alma viva. Este tipo de situação acontece aqui mesmo, em Divinópolis, precisamente no Residencial Lagoa Park. São centenas de postes com lâmpadas que iluminam somente lotes com mato, sem nenhuma casa e ruas desertas. São tantos postes com luminárias que fica impossíveis de serem contados. Toda a economia de energia produzida pela população de Divinópolis durante o horário verão se esvai, é desperdiçada na iluminação de uma área desabitada, total desrespeito a sustentabilidade que tanto o Executivo com a CEMIG apregoa nos seus discursos, palestras e nas reuniões.
 
A situação é de causar indignação, uma afronta às populações que tem suas ruas mal iluminadas ou às vezes não tem nenhum tipo de iluminação. É um deboche ao esforço e ao sacrifício empreendido durante todo o horário de verão, por todos os brasileiros.
 
Em contato pelo 116 CEMIG Atende, na sexta-feira, à noite do dia 14, obtive a seguinte resposta: “Senhor a CEMIG nada pode fazer em relação à questão, porque apenas disponibiliza energia. O senhor deve procurar a prefeitura da sua cidade, que cobra a tarifa pública e é quem define se desliga ou não a energia elétrica do local”. Na manhã do dia 15, voltei a ligar, protocolo nº 204.04.21.64 e a resposta praticamente foi a mesma, a atendente apenas acrescentou que a CEMIG repassa mensalmente a prefeitura a tarifa que é cobrada dos consumidores, cerca de 4%.
 
Na segunda-feira 17, liguei para a prefeitura e o secretário Dreyfus Rabelo alegou: “também acho a situação absurda, mas quem arca com as despesas referentes à iluminação pública do Residencial Lagoa Park é próprio empreendedor, a Cemig mantém a área iluminada pelo temor de furtos dos cabos elétricos”.
 
Em contato com a ANEL – Agência Nacional de Eletricidade 167, protocolo nº 300.083.74.61.444, a agência apenas anotou minha informação e o atendente citou o Capitulo IV da Constituição Federal, artigo nº 30, inciso 5º, que trata das competências dos municípios e dispõe: “Organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local, incluindo o de transporte coletivo que tem caráter essencial”.
 
Mesmo sendo o empresário (ou empresários) do Residencial Lagoa Park quem pague por todas as despesas geradas com a tarifa de iluminação pública da área loteada, a situação não deixa de ser descabida e revoltante. Uma afronta ao sacrifício de toda a população brasileira, para a qual todos os anos é imposto o horário de verão.
 
A CEMIG deveria sim se preocupar porque são os mineiros que pagam à energia mais cara do Brasil e a taxa de iluminação pública que entra nos cofres das prefeituras de Minas Gerais, é cobrada de toda a população de Minas Gerais e o mesmo acontece em todo o Brasil. O que é pago para iluminar lotes vagos manteria uma ronda noturna no local. Usando do bom senso e da racionalidade os cabos elétricos deveriam ser instalados quando uma quantidade significativa de residências começasse a ser construídas, para dar razão à iluminação da área. 
 
Ninguém tem nada haver com o que uma pessoa faz com o seu dinheiro, se rasga, põem fogo ou paga energia para iluminar lotes vagos, mas a que se observar as dificuldades que as populações de alguns bairros tem com a falta de ter energia elétrica.  
 
É desrespeitoso por parte da CEMIG e da Administração Pública fornecer e manter iluminação numa área ainda não habitada pela espécie humana, apenas pelo temor de os cabos serem furtados. Até o momento a situação só tem favorecido o empreendedor do Residencial Lagoa Park, os insetos noturnos como as mariposas, as corujas, demais espécies de vida noturna e as almas vagantes.
 
Seria interessante que o Executivo Municipal esclarecesse o porquê da situação persistir e a razão de tanta energia jogada fora. Quando a FIEMG através do voluntariado desenvolve um projeto para uma Divinópolis Sustentável, fica vexatório para nos divinopolitanos desperdiçar parte da energia economizada por todos os brasileiros no horário de verão, utilizando-a para iluminar o Residencial Lagoa Park. Mesmo munido de infraestrutura básica de boa qualidade, até o momento, o local está completamente deserto.
 
A tarifa de iluminação pública é distribuída à população e é rigorosamente cobrada no boleto da CEMIG. Pode haver contradições, mas a qualidade da iluminação oferecida à população em alguns bairros é deficitária, razão de algumas vias urbanas de Divinópolis, de tão mal iluminadas que são, oferecem riscos à segurança pública. Como exemplo, a entrada principal do bairro Esplanada, Rua Coronel Júlio Ribeiro Gontijo que deveria ter iluminação nas duas mãos e muitas outras ruas deste bairro central, são provas gritantes da precariedade da iluminação pública. No entanto, os moradores do bairro Esplanada como eu, devem agradecer, afinal em Divinópolis existe bairros com situações bem piores e com ruas que sequer são iluminadas, o que não vem a ser o caso do Residencial Lagoa Park.
 
Ciente de que é cobrado os empreendedores do setor imobiliários a infraestrutura básica para licenciar loteamentos, a taxa de iluminação pública deveria primeiramente atender as necessidades das populações de cada bairro que gera este tipo de tributo.
 
As melhorias na iluminação pública deveriam ser apontadas e definidas pelas populações dos respectivos bairros, através das associações de moradores. Cada associação estaria ciente dos valores arrecadados com a taxa de iluminação pública no seu bairro.
 
Depois de atendidas as necessidades dos respectivos bairros, o excedente arrecadado, seria usado como suporte financeiro, para ser aplicado nos bairros cujo tributo não é suficiente para atender as demandas na melhoria da iluminação pública. 
 
 

 

 

Situações controversas

Uma diz respeito à colocação de postes com lâmpadas em alguns pontos de uma APP – Área de Preservação Ambiental, a menos de 3 metros da margem esquerda do córrego Olhos D’água no bairro Belvedere. A CEMIG e a Copasa assinaram termos com o Ministério Público de não disponibilizar estes serviços essenciais às edificações construídas dentro das APPs.
 
A medida salutar veio para inibir construções nas áreas de preservação ambiental especificamente nas margens dos rios, córregos, nascentes e lagoas. No entanto, a norma vigente às vezes não é respeitada, tanto é verdade, que a CEMIG deveria explicar o porquê de vários postes na margem do córrego Olhos D’água, com lâmpadas iluminando mata ciliar e o leito do corpo d’água? Futuramente se medidas não forem tomadas as margens do córrego Olhos D’água vão se transformar em vias urbanas e o curso d’água será posto sob entulhos.
 
Enquanto postes com lâmpadas iluminam mato, lotes vagos, mata ciliar e leito de córrego, temos situações no bairro Esplanada, que pode ser comparadas a outros casos, mas está longe de se assemelhar ao que ocorreu na Lagoa do Sidil, onde um muro foi erguido a 9,00 metros do leito desta lagoa. Alias, parece que é de propósito, a Lagoa do Sidil está tomada de aguapés e uma maquina que seria utilizada na retirada da vegetação aquática ali está por quase dois anos, sendo tomada pelo mato. Caso os comentaristas positivos e até os malacafentos desejarem participar de um mutirão de limpeza desta lagoa, basta postarem o desejo no Divinews. 
 
Outra situação, a Rua Mestre Antônio Rangel, bairro Esplanada esta totalmente antropotizada, alguns proprietários de lotes localizados em ambos os lados desta via urbana, estão impedidos de construírem, devido à proximidade com o Rio Itapecerica. A referida rua é asfaltada e no seu lado direito sentido centro, no passado permitiram construções na margem esquerda do Rio Itapecerica. Várias são as casas cujos quintais são extensões da margem esquerda do Itapecerica. Depois das residências vem o passeio e a referida via urbana, são tres barreiras físicas que separam o lado esquerdo da rua (sentido centro) do que deveria ter sido preservado.
 
Não existe nenhuma possibilidade de respeitar os limites ambientais ou devolver a condição natural à margem esquerda do rio (direita da via). Todos os vizinhos de ambos os lados da via urbana tem os serviços da Copasa e da CEMIG disponibilizados, mas os donos dos poucos lotes remanescentes, tanto a esquerda como a direita da Rua Mestre Antônio Rangel, estão impedido de construir, porque lhes serão negado os serviços de água e energia elétrica. Esta é uma situação que deve ser posta em discussão. Ou pode para todos ou não pode para ninguém, mesmo que fosse para construir um shopping para movimentar a economia de Divinópolis.
 

  

 

Em tempo

Pai e filho discutem ao ponto de chegarem às vias de fato. O jovem forte e vigoroso bate no seu progenitor e o derruba no chão. Tomado pela ira, não satisfeito, o filho pega o pai pelas pernas e o arrasta até debaixo de uma mangueira nos fundos do quintal.

Ferido e humilhado, o pai olha para o jovem e diz: “meu filho, por favor, me arraste um pouco mais adiante, porque foi exatamente até aqui que um dia arrastei o teu avô.” (Narrado pela senhora Odília Tré Viana).
 
Por: Jairo Gomes

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