Segundo a entrevista que o presidente do partido em Divinópolis, Renato Delgado concedeu para a jornalista Amanda Quintiliano, do Portal Centro-Oeste e ao mesmo tempo do Jornal Agora, ele previamente, antes mesmo da reunião do partido que ocorreu neste último sábado (22) já delineava a situação do partido em não ter nomes próprios do município para concorrer a cadeiras nos Legislativos Federal e Estadual. E esta debilidade do partido foi confirmada durante o encontro que prestou uma homenagem ao ex-presidente Luis Carlos Teixeira, o Luisinho que morreu de infarto no final de 2013.
Diferente de 2006 quando o partido em Divinópolis quase que em peso, apoiou o nome de Juvenil Alves que tomou posse em 2007 como campeão de voto pelo PT de Minas, como deputado federal e posteriormente foi cassado em 2009, acusado de captação ilícita de recursos para sua campanha, em 2014 o Partido dos Trabalhadores deverá adotar o mesmo caminho de 2010 quando as várias tendências petistas divinopolitanas trabalharam vários nomes de candidatos de outros municípios. Como exemplo, o ex-presidente estadual do PT, Reginaldo Lopes, como candidato a deputado federal que obteve 1.422 votos, sendo o 6º mais votado no município, isto graça ao seu trabalho em prol da instalação da Universidade Federal (UFSJ) em 2008. Já o deputado Odair Cunha, o relator da CPI do Cachoeira, que inicialmente e corajosamente enfrentou o PiG (Partido da Imprensa Golpista) chegando a colocar no relatório final da CPI, o todo poderoso editor da Revista Veja, Policarpo Junior, mas depois por pressão, o nome de Policarpo foi retirado, também obteve uma excelente votação em Divinópolis, 922 votos, já que não tinha um projeto forte como Reginaldo. Mas ambos conseguiram ficar na frente da delegada da Delegacia da Mulher, Gorete Rios, que obteve apenas 902 votos. Nilmar Miranda obteve 765, Gabriel Guimarães, 583, Welligton Prado, 540.
Para a Assembléia Legislativa, a militância petistas divinopolitana não conseguiu o mesmo bom desempenhos que conseguiram para a Câmara Federal. A mais votada no município foi Maria Teresa Lara, a deputada que recentemente foi listada pelo portal Centro-Oeste e pelo Jornal Agora e o Divinews seguiu no rastro, como uma das mais gastonas da ALMG, ao lado de Luzia Ferreira do PPS, com apenas 567 votos, seguida por Andre Quintão, 362, Rogério Correia, com só 158 votos, Durval Angelo, 80; Adelmo Leão, 39; Pompilio Canavez, 37; Elismar Prado, 39; Paulo Lamac, 23; Almir Paraca, 13. E como, exceto Maria Tereza e Rogério Correio foram os únicos estaduais que deram as caras em Divinópolis, é provável que os dois continuem liderando a votação em Divinópolis e os demais consigam apenas uns “votinhos”.
Contudo, senão, todavia, muitos simpatizantes, eleitores mais à esquerda ainda com certa tendência ao socialismo tupiniquim, declaram em alto e bom tom que não votarão em candidatos petistas, por dois motivos: o primeiro é a quase total omissão do partido aos problemas de gestão do município, não participando das manifestações e atos de repúdios contra a atual administração, não se envolvendo e raramente comparecendo quanto instituição partidária, através da representação oficial de seu presidente Renato Delgado, apenas esporadicamente aparecem isoladamente um ou outro militante. Aliado a apatia do único representante da agremiação partidária na Câmara de Vereadores, o edil Edmilson Andrade que transparece nitidamente dar o seu voto apenas por cabresto do PT que no âmbito nacional e estadual é adversário do PSDB, somado ao grave fato do “parlamentar” ter cargo(s) no governo peessedebista de Vladimir Azevedo (ver matéria em breve), daí a sua resistência em defender o seu partido ante aos ataques dos tucanos às ações do governo federal de Dilma Rousseff, e seu sepulcral silêncio em falar das mazelas da atual administração municipal. Não fala um “A”. Para sair da saia justa faz o discurso de “oposição com responsabilidade e não com radicalismo”, o verdadeiro “PETISTUCANO”.
O segundo motivo, é que a liderança que a presidenta Dilma Rousseff vem apresentando em todos os institutos de pesquisas (IBOPE, DATAFOLHA, VOX POPULI, MDA) dando sinais evidentes que a Ação Penal 470, o apelidado Mensalão pela mídia tradicional não conseguiu colar em Dilma, pode não se repetir nas eleições proporcionais, pois afinal foram membros do Legislativo foram os protagonistas da ação penal 470. Logo as votações que tais candidatos obtiveram em 2010 no Brasil e em Divinópolis poderão não se repetir em 2014, em que pese também a rejeição aos candidatos locais que apoiaram a atual administração, dados o insucesso da gestão do PSDB no município. O sentimento que captamos dos eleitores nas ruas é que eles estão tal qual um título de filme “Sem Saída” e “Sem Opções” daí a desconfiança de um número recorde de abstenções.
E o enredo da campanha política que começa no próximo mês de julho será mais ou menos assim: De um lado os petistas e outros partidos no cenário municipal, contrários a atual administração, que são poucos, já que a maioria está cooptada, vão tentar colar nos candidatos da terra, a administração do prefeito Vladimir Azevedo em seu primeiro mandato de 2009 a 2012 e parte do segundo, 2013 e 2014. E os tucanos vão lembrar para os eleitores, isto em todo país, a existência do mensalão que o presidente do STF potencializou vezes mil com o julgamento e sua atuação midiática.
É fato que alguns cidadãos mais politizados, envolvidos diretamente com o dia a dia da Câmara e alguns militantes virtuais afirmam categoricamente: “O PT em Divinópolis depois da morte de Celso Aquino, deixou de existir está sempre à reboque de outros partidos”. Outros radicalizam ainda mais suas criticas, o chamando de “partido da boquinha”. Que o julgamento: “Que PT é esse de Divinópolis”, seja feito nas urnas em 5 de outubro deste ano. E que o próprio Pimentel e Dilma coloquem o pé na estrada por essas paragens, senão…
Observação de rodapé: não ha nada que não possa piorar…E vai piorar!






