Greve nacional dos professores em Divinópolis-MG é um fiasco

Publicado por: suporte

O comando de greve não conseguiu sensibilizar a paralisação como um todo. Houve uma pequena manifestação na frente da Superintendência Regional de Ensino (SRE) na parte da manhã, proporcionalmente ao números de professores existentes, com pouquíssimas adesões.

O Divinews esteve nas escolas estaduais, Dona Antônia Valadares e Joaquim Nabuco e constatou no local, além de ser informado da total normalidade na unidade educacional, sem nenhuma paralisação em nenhuma série. Não faltando um único professor na parte da manhã.

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Já as algumas escolas que foram citadas como se estivessem totalmente paralisadas. Não confirmaram a adesão à greve, como foi o caso da Escola Estadual Monsenhor Domingues em que o diretor Cleuver desmentiu que sua unidade tivesse aderido.

A Escola Laura Epifânio confirmou a paralisação, mas ressaltou que será somente nesta segunda (17/03), já amanhã (18/03) voltará a normalidade.

A Sagrado Coração disse que paralisou somente do 6º ao 9º e somente hoje, também amanhã volta ao normal, não paralisarão nem terça (18/03) e nem quarta (19/03).

A funcionária da Escola Joaquim Nabuco que atendeu o telefonema do Divinews, chegou a se surpreender com a greve. Disse que não estava nem sabendo da existencia “dessa greve”.

Na última sexta-feira (14) o Divinews entrou em contato com a diretora Estadual do Sind-Ute, Denisia Romano que tinha a expectativa de uma grande adesão no Brasil e principalmente em Minas, segundo ela, “pelo caos que está instalado com uma série de equívocos de gestão na educação mineira e principalmente pelo pagamento do pior salário do Brasil para os professores”.

Um dos mais graves problemas que a diretora Denisia explicitou, é o fato de o estado estar negando matriculas para os estudantes dos turnos noturnos se eles não tiverem carteira de trabalho assinada. E esta medida acaba gerando economia para o estado, pois se os alunos não conseguem provar que está empregado e a escola não consegue forma turma, ela fica fechada.

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Outra denúncia da diretora foi quanto ao programa recentemente implantado, “Reinventando o Ensino Médio”, de que ele não teria sido discutido com os professores e que ampliou a carga horária do aluno. O mais grave é que não existem professores para dar aulas. Os alunos estão ficando em sala só para cumprirem carga horária. Sua análise é que é apenas um marketing eleitoreiro do governador e do PSDB.

Finalizando a entrevista para o Divinews, Denisia contou que diante de tantas distorções e erros chega-se ao absurdo de ter 70 alunos em uma sala de aula. E pergunta: “Como é que alguém pode aprender com esse excessivo número de alunos dentro de uma única sala de aula?”

“Pior é que a Secretaria de Educação finge que não está acontecendo nada”, encerrou.

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