Aécio pode ter esquecido que na campanha presidencial de 2010 cruzou os braços na campanha do tucano paulista José Serra, que para seduzi-lo chegou a lhe lascar um beijo na bochecha, que não adiantou nada. O tucano mineiro continuou com os braços cruzados em Minas foi praticado o voto “Dilmasia” de uma ponta a outra do estado. Agora Serra não apenas vai cruzar os braços, mas vai trabalhar intensivamente no ninho tucano paulista contra Aécio. Quem viu até agora qualquer manifestação de Serra em direção a Aécio Neves? Ninguém viu e pelo jeito não verá. Até o governado paulista Geraldo Alckmin está calado. O único paulista falante a favor de Aécio é Fernando Henrique Cardoso. Voz isolada de São Paulo. E para desespero do senador, Sérgio Guerra ainda morre.
| Inquérito sobre contrato de Aécio com Valério não anda Um inquérito aberto em 2005 para investigar contratos do governo tucano de Aécio Neves (2003-2006) com as agências de publicidade do empresário Marcos Valério está parado nas gavetas do Ministério Público mineiro. Continua depois da publicidade O pente-fino da Promotoria seria em todas as operações que as duas agências de Valério (SMPB e DNA) mantinham com o governo de Minas, na primeira gestão do senador e pré-candidato do PSDB ao Palácio do Planalto. O senador Aécio Neves sempre negou irregularidades nesses contratos, citando a aprovação de todas as contas de governo pelo Tribunal de Contas. O mensalão tucano envolveu o governo de Minas, em 1998, quando era comandado por Eduardo Azeredo. Segundo a Procuradoria Geral da República, houve desvio de R$ 3,5 milhões de estatais mineiras para a campanha eleitoral de Azeredo, que tentava se reeleger. Entre 2004 e 2005, a gestão do atual senador pagou ao menos R$ 27 milhões às agências de Valério (hoje condenado e preso pelo mensalão do PT) pelos contratos vigentes até então. A Promotoria pediu ao Executivo cópias de toda a documentação desses contratos, inclusive notas fiscais, para análise. Continua depois da publicidade No entanto, caixas e caixas de documentos enviados ao Ministério Público ficaram praticamente intactas. A promotora Elizabeth Villela, que assumiu recentemente a responsabilidade por esse inquérito, disse que no último dia 15 de janeiro remeteu a papelada ao Conselho Superior do Ministério Público mineiro, que solicitou o envio de todos os inquéritos instaurados até 2007 e que estavam sem andamento. OUTRO LADO Coordenador das Promotorias do Patrimônio Público de Minas, o promotor Leonardo Barbabela afirmou que o trabalho é feito com “rigor”. “Priorizamos investigações com indícios. Essa é uma investigação aberta de ofício [sem suspeita concreta], estamos fazendo isso [apurando] paulatinamente. O volume de documentos é muito grande”, afirmou. O promotor disse ainda que o dano ao erário não prescreve caso seja comprovada alguma irregularidade, e que o crime de peculato (desvio de recursos públicos) só prescreveria após 20 anos FOLHA DE SÃO PAULO: Justiça nega pedido de Aécio Neves para censurar Internet
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