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Sábado, 8 de fevereiro de 2014 às 4h 06 - Por: Redação
Parece que o prefeito Vladimir de Faria Azevedo gosta mesmo de levar “pedradas”. O chefe do executivo, após anos sendo criticado em manter Antônio Luiz Arquetti Faraco Júnior como secretário do Governo, o substituiu. Quando foi anunciado que o “todo poderoso” da prefeitura iria deixar o cargo, houve espanto e burburinhos na coletiva de imprensa realizada ontem. Grande parte dos que acompanham a política municipal achavam que o desligamento nunca iria acontecer, não enquanto Vladimir fosse prefeito. Bem, os comentários foram inúmeros, do tipo: “ainda bem”, “agora o prefeito acertou”, “será que o prefeito acordou?” e assim por diante. Mas logo depois foi anunciado o nome do que iria assumir o lugar de Faraco: Honor Caldas de Faria. Por acaso o último sobrenome lhe é familiar? Sim, Faria. O novo secretário de Governo é TIO do prefeito e a nomeação de parentes para cargos de confiança é considerada Nepotismo (termo utilizado para designar o favorecimento de parentes ou amigos próximos em detrimento de pessoas mais qualificadas, geralmente no que diz respeito à nomeação ou elevação de cargos). Em esfera federal, o Artigo 3º do Decreto número 7203/2010 especifica que “No âmbito de cada órgão e de cada entidade, são vedadas as nomeações, contratações ou designações de familiar de Ministro de Estado, familiar da máxima autoridade administrativa correspondente ou, ainda, familiar de ocupante de cargo em comissão ou função de confiança de direção, chefia ou assessoramento, para: I – cargo em comissão ou função de confiança; II – atendimento a necessidade temporária de excepcional interesse público, salvo quando a contratação tiver sido precedida de regular processo seletivo; e III – estágio, salvo se a contratação for precedida de processo seletivo que assegure o princípio da isonomia entre os concorrentes”. Já no âmbito municipal, a lei nº 6.706/ 2008, no Artigo 1° conta que “Fica vedada a nomeação de parentes para quaisquer cargos em comissão, seja de recrutamento amplo ou restrito, e para funções de confiança, na estrutura da Administração Direta e Indireta do Município de Divinópolis, em relação às seguintes autoridades: I ¬ Prefeito Municipal, Vice Prefeito, Vereadores e Secretários Municipais. II ¬ Procurador Geral, Controlador Geral, Assessores e / ou titulares de cargos que lhes sejam equiparados”. Continua depois da publicidade Como se não bastasse o novo secretário ser tio do prefeito, ele ainda possui (ou possuía) vínculos empregatícios com a empresa que é responsável pela implantação do projeto Olho Vivo e também pela implantação da Cidade Digital que é um projeto com pontos de internet gratuita em vários locais da cidade. Com tantos deslizes, o prefeito Vladimir Azevedo vai se indispondo cada vez mais com a população. Os eleitores que confiaram o voto por duas vezes ao chefe do executivo tem se arrependido amargamente de ter depositado tanta confiança em um homem público que “não dá uma dentro”. Vive se enrolando com obras paradas, nomeações mal pensadas que parecem mais um afronte aos divinopolitanos. Todo cuidado é pouco ao “pilotar” a máquina pública. Os eleitores estão cada vez mais espertos e atentos, com a memória melhor a cada eleição. Uma manobra mal feita pode causar estragos irreversíveis em um cargo público e enterrar de vez a vida política de quem mal conduz uma cidade! “Todo cuidado é pouco ao “pilotar” a máquina pública. Os eleitores estão cada vez mais espertos e atentos, com a memória melhor a cada eleição. Uma manobra mal feita pode causar estragos irreversíveis em um cargo público e enterrar de vez a vida política de quem mal conduz uma cidade!”
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