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Todos estão perplexos com a atitude dos atuais gestores do hospital de demitir funcionários de muitos anos de casa e sequer ter os recursos financeiros para fazer o pagamento das rescisões trabalhistas.
Denisia Aparecida da Silva, presidente do SINDEESS (Sindicato Profissional dos Enfermeiros e Empregados em Hospitais de Divinópolis) estranhou muito que o motivo alegado pela DICTUM para as demissões tenha sido inadequação de perfil profissional de profissionais com 20, 25 e até 30 anos de serviços. Denisia perguntou, “Inadequação de perfil para a Dictum ou para o hospital?”. Disse entender que o perfil profissional tem que estar adequado é para o hospital e não para uma empresa interventora.
A presidente do sindicato também avaliou como uma grande falta de respeito e consideração do superintendente do HSJD, Afrânio, apenas ligar para os funcionários demitidos dizendo simplesmente que não era para eles comparecerem ao sindicato para fazer a rescisão por que o hospital não tem dinheiro para pagar e que cada um procurasse os seus direitos na justiça. Denisia afirma que os trabalhadores estão revoltados com o descaso e que, diante dos fatos ela acionou o departamento jurídico que em reunião com os demitidos na tarde desta quarta-feira (22) resolveram entrar com ação coletiva e também individual para fazer valer os direitos dos demitidos.
Denisia explicou que nesta quinta-feira (06) horas da manhã haverá uma manifestação na porta do São João de Deus para demonstrar a indignação do que está ocorrendo no HSJD e tentar sensibilizar a direção para que retroceda em sua decisão e pague os direitos trabalhistas dos demitidos.
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Bruno Lara Amaral enfermeiro demitido falou que foi demitido no dia 8 de janeiro, portando já se passaram os 10 dias de prazo para que a empresa homologue a demissão: “até hoje a empresa não se pronunciou, a gente ligou lá para saber informação e eles falaram que não tem previsão. E tudo por telefone. Não soltaram nada e não nos comunicaram oficialmente ainda – Estamos aqui no sindicato esperando para ver se eles pelo menos liberam o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e a chave de conectividade do seguro desemprego por que nada foi liberado. Agendaram o acerto aqui no sindicato e depois adiaram”, esclareceu
O funcionário demitido desmentiu a versão dada pelos interventores do hospital de que já teriam pagado uma parte do acerto: “Dos colegas que estão aqui que eu conheço nenhum recebeu, ninguém recebeu nada ainda”
Bruno confirmou ainda que o departamento pessoal disse que cada um procurasse os seus direitos na justiça por que eles não tem previsão de pagamento.
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Leo Santos, do Mov Saúde, disse que o FGTS dos funcionários do HSJD não está sendo depositado desde julho de 2013, e que este é um dos motivos que eles não conseguem fazer a liberação do Fundo de Garantia dos demitidos. Leo levantou a questão da falta de respeito ao trabalhador do hospital que está sendo praticado pela empresa gestora DICTUM, em um discurso bem diferente de quando assumiram quando disseram que teriam uma relação de respeito com todos.
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