O empenho da verba é uma espécie de reserva do setor público para o pagamento de produtos e serviços e uma garantia ao fornecedor. Houve dispensa de licitação na concorrência vencida pelo grupo Caoa, que vende os carros da marca sul-coreana no país.
Dois dos veículos ficarão com a presidência e vice-presidência do Supremo, atualmente ocupadas por Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski, respectivamente.
O preço pago pelo Tribunal é bem próximo ao da tabela Fipe, atualmente em R$ 130,2 mil.
Por esse valor, o Supremo deve levar a versão considerada completíssima do sedã médio grande, já que a de entrada é cerca de 15 mil reais mais barata.
Como extra, os veículos dos ministros terão faróis de xenônio, som com 10 altos falantes e partida sem a necessidade de chave no painel. O modelo conta ainda com 9 airbags e cortina retrátil elétrica no banco traseiro.
Segundo o STF, os novos modelos vão substituir sete Ômegas da GM, sendo dois do ano 2000, outros dois de 2004 e três de 2005. Este último modelo era mais caro e potente que o sucessor da Hyundai: quando foi lançado, custava quase R$ 160 mil, com um motor de 258 cv.
Em nota enviada ao site Contas Abertas, o Supremo defendeu que “quando os veículos atingem um determinado tempo de uso, a manutenção fica mais cara e a renovação é alternativa mais eficiente”.
Ainda de acordo com a ONG, a última compra de automóveis feita pelo STF foi em outubro de 2013. Na época, porém, o veículo mais caro adquirido era um Peugeot 408 Allure, de 60 mil reais, que não transporta os ministros. A aquisição de 14 automóveis totalizou então 600 mil reais. Os novos veículos devem ser entregues em maio.






