O projeto foi votado e aprovado em 2012, contudo, como uma das contrapartidas, além da construção de um bueiro na antiga Rua “J” e atual Rua Alceu Amoroso Lima, no Bairro Chanadou, era a duplicação de um trecho da BR-494 que liga Divinópolis a Oliveira, do entroncamento da Rua Paraná até o posto da Policia Rodoviária Federal, em que o DNIT deu de presente para Divinópolis esta obra. A administração resolveu lhe passar outra compensação que é o asfaltamento das Ruas Caratinga, na divisa dos Bairros São Miguel/São José e Afonso Pena, no Manoel Valinhas.
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A celeuma e foi criada a partir do posicionamento do vereador Dr. Delano que desejava que fosse estabelecido um prazo para a realização de tais obras de contra-partida, aliado ao fato de a administração colocar os projetos de seu interesse em votação em cima da hora, sem dialogar previamente, tanto é que, os vereadores ficaram sabendo que o projeto iria para o plenário para ser votado apenas alguns momentos antes, quando a sessão foi interrompida pelo presidente Rodyson do Zé Milton e eles foram para o plenarinho para ouvir a explanação de um dos funcionários do empresário José Alonso, Marcos César, que é gerente comercial da revendedora Honda.
O motivo da rebelião foi mais pautado na relação conflituosa do Executivo com o Legislativo que a votação do projeto em si. O projeto foi apenas o estopim de muitas coisas mal resolvidas entre os dois poderes, represadas durante todo o ano.
O Vereador Nilmar Eustaquio (PP) que é da base do governo afirmou: “Nós estamos parecendo mulher de malando – Já estou cansado desta história do Executivo, o que está faltando é respeito do Executivo com esta Casa. Não somos chamados para participar e resolver as questões”, E cobrou do prefeito que mandasse embora os péssimos secretários de que ele está cercado e brindado, e concluiu “Que esta seja a última vez”.
Hilton de Aguiar, que em quase todas as suas falas não poupa críticas ao governo foi ainda mais contundente. “Só voto por causa do empresário, se fosse por causa do prefeito não votaria – Quem manda no município é o Faraco que é o prefeito de fato”, e se dirigindo ao assessor do Faraco, Arlem aquele do Somos Amados, que fica no plenário usando notebook e telefone celular em contato permanente com seu chefe disse: “Não é seu Faraquinho”.
Edimar Máximo (PHS), que acha que falar que é da base é positivo e não negativo, diante da alta rejeição que o prefeito tem na cidade e que costumeiramente não é de reclamar: “A indignação é contra o Executivo pela falta de consideração que ele tem por essa casa, por nós vereadores – Você conversa com o secretário e ouve NÃO TEM JEITO, está ficando difícil fazer parte da base aliada”. Finalizando citou trechos da Biblia: “Quando um justo governa o povo se alegra – Quando os maus dominam o povo geme, e o povo está gemendo”.
Eduardo Print Junior (SDD), que também é da base, mas às vezes se revolta, todavia acaba sempre votando junto com os interesses do governo. Contou foi uma surpresa, diante da constante presença do “Faraquinho” (Arlem, aquele do Projeot Somos Amados) no plenário: “Não temos uma pessoa que faça a articulação entre o Legislativo e o Executivo”, todos pensavam que o “Faraquinho” era essa pessoal, pergunta-se então, qual é o papel deste servidor?. Eduardo continuou: “A tristeza e a indignação com nossos secretários é grande”, referia-se ao fato dos secretários não atenderem as demandas dos vereadores, mesmo sendo eles do grupo do prefeito.
O vereador Wilson Periquito (PSD), como era de se esperar, assim como Rodrigo Kaboja (PSL) e Marquinhos Clementino (PROS), contemporizaram e não emitiram critica alguma ao governo. Marquinhos pelo contrário afirmou que falta entrosamento entre os vereadores.
A situação da administração é tão caótica que até mesmo um dos vereadores mais aliado do governo, e que tem tentado às duras penas defendê-lo, por ser do mesmo partido, PSDB, Adilson Quadros afirmou de forma categórica: “EU ESTOU CANSADO”.
Outro que não poupou críticas ao governo, foi justamente o líder do governo, Edmar Rodrigues, todavia, amaciou antes dizendo ser uma critica construtiva: “Hora nenhuma somos convidados para saber onde será aplicado o dinheiro. Nós simplesmente não somos convidados – O que a gente fica revoltado, é isto. Nós temos vários pedidos e não somos atendidos. Estou achando que estamos aqui só para votar o que o prefeito quer” Esquecendo que o prefeito, segundo opinião de quase totalidade da cidade e que já foi expressado por vários cidadão, é considerado o pior prefeito da história de Divinólis, Edmar afirma: “Nós somos da base”, como se isto fosse positivo. “Queremos participar das coisas ruins mais também das boas – NOSSA CIDADE ESTÁ PARADA, as ruas estão sujas”.
O vereador Dr. Delano indignado saiu do plenário e não votou o projeto que foi aprovado por 13 votos, sem os votos do Careca da Água Mineral e Edimar Felix.
PROJETO DE LEI Nº EM-067/2013 DÁ NOVA REDAÇÃO AO ART. 3º E 4º DA LEI Nº 7.593, DE 06 DE SETEMBRO DE 2012, QUE AUTORIZA O PODER EXECUTIVO A DESAFETAR PARTE DE VIA PÚBLICA, E PERMUTAR IMÓVEIS DE PROPRIEDADE DO MUNICÍPIO POR OBRAS E SERVIÇOS A SEREM EXECUTADOS PELA EMPRESA LIDERANÇA EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA Dá nova redação ao art. 3º e 4º da Lei nº 7.593, de 06 de setembro de 2012, que Art. 1º O art. 3º e 4º da Lei nº 7.593, de 06 de setembro de 2012, passam a vigorar com a seguinte redação: Art.4º transferência de todos os imóveis desta Lei, se realizará após a conclusão total das obras e serviços descritos no artigo anterior, cuja previsão é de no máximo 60(sessenta)dias a contar da publicação desta lei.” (NR)
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