DERROCADA DA MÍDIA IMPRESSA: Estadão esta à venda e não tem comprador

Publicado por: suporte


IMPRENSA
Marca de peso
O Itaú BBA tem em mãos um mandato para vender O Estado de S. Paulo. As Organizações Globo foram sondadas. Não se
interessaram.

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Mais do que estar sendo vendido, o jornal centenário, hoje comandado por Francisco Mesquita Neto, passa o vexame de não atrair interessados. Reflexo do que ocorre na mídia no inteiro. Recentemente, o Boston Globe, que havia sido adquirido pelo The New York Times por mais de US$ 1 bilhão, foi vendido por apenas US$ 70 milhões – o que significa que, a cada dia, jornais impressos perdem valor.

Pode ser que o Itaú encontre um comprador para o Estadão, mas a missão não é simples. Dois anos atrás, outro banco, o BTG Pactual, de André Esteves, também tentou costurar uma saída para o grupo, altamente endividado e já na quinta geração familiar.

A ideia de Esteves era oferecer o Estadão à Folha de S. Paulo, de Otávio Frias Filho, para que o jornal dos Mesquita fosse fechado – assim, o mercado anunciante de São Paulo não seria mais dividido entre dois grandes veículos de comunicação. No entanto, a operação também não avançou.

Hoje, em vez de comprar o Estadão, a Folha parece disposta a “roubar” os seus leitores. É isso o que explica a recente guinada conservadora do jornal, que contratou colunistas como Demétrio Magnoli e Reinaldo Azevedo. Pesquisas internas do grupo Folha apontam um dado desesperador para o grupo: praticamente não existem leitores de jornais com menos de trinta anos, uma vez que os jovens se informam pela internet e pelas redes sociais. Diante da constatação de que não haverá leitores para jornais impressos no futuro, o que a Folha tem buscado é, simplesmente, competir pelos já existentes e que, hoje, assinam ou compram o Estadão.

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