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| Continua depois da publicidade Mata do Noé
Área verde predominada por vegetação de cerrado, até pouco tempo se caracterizava como propriedade rural dentro da área urbana. Habitar de inúmeras espécies da fauna e flora local. A mata do Noé é responsável pela boa qualidade do ar dos bairros vizinhos, importante fonte de captação de água pluvial que abastece o lençol freático e compõem extensa área de mata ciliar do Rio Itapecerica.
Toda importância ecológica e ambiental da mata do Noé, denominada pulmão verde de Divinópolis, parece não ter valor para uma minoria, principalmente para aqueles que terão gavetas e cofres nos caixões. Os que preferem prédios julgam que preservar o mato é coisa ultrapassada; que o homem veio ao mundo para se servir do planeta, como se fosse à única espécie a usufruir da Terra. Estes são favoráveis que a mata do Noé seja liberada para que o progresso entre como avanço, gerador de vantagens financeiras e como se o meio ambiente não fosse responsável pela vida, inclusive de que o agride.
Para os céticos, para os que pensam apenas no lucro e no próprio umbigo: Deus não mais punirá a raça humana, por que o homem se incumbirá de destruir a si mesmo ao ir de encontro à própria desgraça. Infelizmente as agressões da espécie humana contra a natureza, pode não punir apenas o bicho homem, mas todo o planeta.
Por que Mata do Noé
Graças muito mais ao nome do senhor Noé Bueno, homem a sua época muito respeitado, não apenas pelas posses, mas pelo caráter, humildade, integridade, trabalhador e acima de tudo pela honestidade, com o privilégio de viver em meio à natureza, onde criou sua família no trabalho na sua mata..
Bem antes de surgir à palavra meio ambiente, o senhor Noé preservou parte de uma área de fazenda que no passado abrangeu extensos trechos da região sudeste. Depois que partiu, seus filhos mantiveram o que não virou bairro, mesmo passando por dificuldades que poderiam ser aliviadas com a venda da propriedade, até que veio as gerações seguintes. A expressão mata do Noé ficou popularmente conhecida, o nome Noé caracterizou toda a mata e a mata eternizou o nome Noé Bueno. A área verde bem antes da década de 1930, era frequentada por pessoas que atravessam o Rio Itapecerica à canoa para buscar jabuticabas na propriedade do senhor Noé Bueno.
A partir da década de 1950 a 1970, alguns moleques do bairro Esplanada, que apreciavam os mergulhos nas águas claras do Rio Itapecerica, como se desafiassem o perigo diziam: “vamos na mata do Noé”, era o chamado às traquinagens, às travessias do rio a nado para roubar frutas, espigas de milho e feixes de cana. Numa aventura de riscos, da surpresa de deparar com os empregados da “fazenda” ou até mesmo com o senhor Noé, os moleques adentravam a mata como se pisassem em ovos. O encontro representaria ter que sair correndo em meio à mata em direção ao rio, deixando para trás os frutos pilhados para escaparem da espingarda esparramadeira de sal.
Vale ressaltar que a senhora Maria Bueno confessou o desejo de preservar a parte que lhe cabe por herança e sua filha Alice Bueno comentou ter aspiração de ser enterrada na mata do Noé e se revolta apenas cogitar vender o que lhe pertence.
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Registros apontam que parte significativa da mata do Noé, pertencia a tres irmãos da família Walenkamp, Hendricus Antonius Maria Walenkamp, Guilherme Maria Cristovans Walenkamp e Herman Rubens Walenkamp. Dois herdeiros se mudaram para o Rio de Janeiro e um ainda mora em Divinópolis. Informações não oficiais dão conta que no passado recentemente negociaram a propriedade com a empresa Construtora Darma e que atualmente foi negociada com um empresário local.
Mas tambémcorrem boatos quanto à formação de um cartel composto por um grupo de empresários do ramo imobiliário de Divinópolis, encobertos pela cortina do anonimato, que talvez nem o processo de licenciamento ambiental pode desvende. A proposta visa construção de um empreendimento contemplado de prédios, nos moldes do projeto existente na cidade de Curitiba (PR).
Investidas especulativas
Não se pode discutir preservação da mata do Noé, sem antes pensar nos atuais herdeiros, que tem direitos como proprietários pagadores de impostos, que entre os mesmos pode ter quem não deseja vender ou não e quem deseje até preservar. No ano de 2000, a primeira investida imobiliária contra a mata do Noé, coincidentemente na gestão do PSDB, prefeito Domingos Sávio. Uma gleba de 262.000,00 m² foi vendida para empresa Vanaz do ramo imobiliário por R$ 1.200.000,00 e o Codema aprovou o loteamento Antares. Numa ação dos ambientalistas junto ao Ministério Público veio o embargo da proposta. No entanto, o novo bairro está contemplado no mapa de Divinópolis e a prefeitura nada fez a não ser alegar a mesmice de sempre, falta de dinheiro.
Nesta sexta-feira 8, um perito a pedido da Justiça visitará a área do Antares, o que deixará os ambientalistas apreensivos devido à coincidência da audiência pública e por ainda não existir a Vara do Meio Ambiente, com um juiz específico à questão.
Entre 2009 e 2010, outra investida de mais um empreendimento denominado Ypê, da Construtora Dharma que visava à construção de casas populares, mas outra ação dos ambientalistas e da Arpa junto ao Ministério Público, o empreendimento foi barrado.
Nas duas investidas contra a mata do Noé, o Codema – conselho defesa do meio ambiente aprovou os empreendimentos. Seguramente que o meio ambiente estaria mais bem protegido se o Codema não existisse. Com o sistema paritário do Codema, tudo que é de interesse do Executivo ou dos empresários é aprovado com extrema facilidade.
Os esquecidos
Vale lembrar-se das promessas eleitorais demagogas e hipócritas, dos candidatos eleitos que apresentaram a revitalização do Itapecerica e a preservação da mata do Noé, como metas de governo, mas depois de vencer as eleições, o rio e a mata foram esquecidos. Antes de reeleito o prefeito Vladimir Azevedo apresentou o Parque Linear Mata do Noé, mas não mencionou que o restante da mata, ficaria sob ameaça de ser loteada. O referido parque apresentado como grande proposta de ganho ambiental, nada mais é que um engodo, meio de camuflar a extinção da mata do Noé, para não se queimar junto à opinião pública e ao mesmo tempo atender o setor imobiliário.
Um fato que chamou a atenção diz respeito à revisão do Plano Diretor, nas plenárias foi discutido o tema mata do Noé e na plenária final, a revisão do PD foi aprovada por aproximadamente 00,0000000001% da população. No sumário enviado ao Legislativo Municipal, sequer foi citada uma letra da expressão mata do Noé. O artigo 55, do Plano Diretor defini as áreas especiais localizadas, com o objetivo de revitalizar pontos de interesse ambiental, suprir a carência de frações verdes de convívio ou criar ou revitalizar espaços de interesse sociocultural, mas estranhamente não incluiu a mata.
Na dependência do Executivo Municipal algumas propostas aprovadas no Plano Diretor, podem criar mais problemas no planejamento urbano de Divinópolis. Qual o instrumento que determina meios de seguir e respeitar as diretrizes do plano ou que aponte cronograma das propostas e fonte dos recursos financeiros necessários à aplicação do plano?
Audiência
No dia 9 de novembro, às 09,00hr, no Teatro Gravatá uma audiência pública apresentará a proposta do Parque Linear. Na dependência da administração pública, o destino da mata do Noé será sombrio. A idéia do parque cria a falsa ilusão de que o Executivo faz um enorme sacrifício para pelo menos salvar e preservar aquilo que é possível de área verde; que trava uma luta ferrenha contra a gula dos empresários do setor imobiliário que ditam a ordem e os rumos da expansão urbana que segue numa bagunça. A proposta do Parque Linear colocada pelo Executivo, fica como sendo: “aceitem isso ou nada.” É uma negociação que visa atender os interesse dos empreendedores em detrimento do que o interesse difuso. Nos 157 hectares proposto para o parque, a maior parte é APP inundável, também estão incluso trechos do Rio Itapecerica e parte da margem esquerda. Como a prefeitura nunca tem recursos para o meio ambiente, o parque linear sua fauna e flora podem ficar sem proteção, entregues a própria sorte, sob influência das cheias e das áreas que serão antropicamente consolidadas.
A maneira com que as administrações públicas tratam da questão meio ambiente é de assustar. A idéia é a de desprezar o cerrado, apontar as áreas loteáveis como sendo irrelevantes, enaltecer como relevantes às áreas do parque, criar clima de responsabilidade ambiental de preocupação com um progresso que não tem nada de sustentável.
Para alguns vida silvestre não relevância diante do poder econômico; que preservar mato não dá votos, não gera impostos, crescimento da economia local, não permitir desenvolvimento, progresso, expansão urbana, além de frear o empreendedorismo.
Preservar a mata do Noé seria o primeiro passo para quitar parte de um passivo ambiental, que cominou em décadas de degradação cujos administradores públicos nunca cogitaram assumir. Conservar a mata do Noé não quer dizer tomar ou desapropriar terras, mas pagar o preço justo aos donos. Meios não faltam se houvesse interesse tanto desta como das administrações passadas. Soa estranha e descabida a alegação da prefeitura de nunca ter recursos para a total aquisição da mata do Noé.
Não existe dinheiro para o meio ambiente por que este tema sempre foi colocado em planos muito além do secundário. Enquanto isso, os imóveis públicos são dilapidados. Nesta gestão administrativa, além dos 243 imóveis anunciados para leilão, outros foram permutados a preços irrisórios, que chegam a ser mais barato que um quilo de chuchu vendido na feira. Alguns imóveis públicos foram avaliados bem abaixo dos preços praticados pelo mercado imobiliário e permutados por cobertura de quadra poliesportiva, canalização de córrego e obras invisíveis de infraestrutura. Talvez não tenha ocorrido tantas desafetações de vias públicas como atualmente. O zelo e a valorização dos bens públicos foram deixados à margem para beneficiar o interesse empresarial.
Julgam o Centro Administrativo como mais importante que preservar a mata do Noé. Se é que ainda existem, se não foram destinados para outras finalidades, os R$16.000.000,00 da Copasa, poderiam ser aplicados na compra da mata do Noé, mas podem ser aplicados na construção da nova prefeitura e de tabela valorizar terrenos de tubarões que se escondem debaixo do peixe piloto.
O Prefeito Vladimir seguindo a trilha do guru mor Aécio Neves, pode (caso consiga) se vangloriar de ter construído o Centro Administrativo, mas também pode carregar nos ombros o peso histórico de ter posto fim numa importante área verde. Não falta apenas vontade política para preservar integralmente a mata do Noé, falta competência administrativa e coragem para enfrentar os lobos da especulação imobiliária.
Explica essa
New York tem o Central Parque, Rio de Janeiro tem a floresta da Tijuca e o Jardim Botânico. Manhratan tem um parque apenas para expor obras de arte gigantes em meio ao mato. Buenos Aires, Inglaterra, Alemanha tem seus parques ecológicos. Belo Horizonte, Poços de Caldas, Nova Lima, idem. Carmópolis de Minas preserva uma extensa área da mata do Cedro, Araxá cria programa de ampliação e preservação de áreas verdes. Divinópolis segue à contra mão, por falta de inteligência administrativa que enxerga apenas o horizonte das dificuldades e não consegue sequer controlar os aguapés no Rio Itapecerica, na lagoa do Sidil e mandarins.
Como um empresário do ramo imobiliário pode ter comprado uma parte significativa da mata do Noé e a prefeitura sequer ter mostrado interesse de conversar com os proprietários? O que se faz com a receita das multas municipais aplicadas contra os agressores do meio ambiente de Divinópolis? A prefeitura não empenhou saber dos valores, as condições de pagamento, porque nunca teve interesse de preservar as áreas verdes, mas com a extrema competência alega categoricamente nunca ter dinheiro, sem buscar alternativas para preservar integralmente a mata do Noé.
As administrações públicas fazem uso eleitoral da mata do Noé, mas as dificuldades em preservá-la aparecessem depois de apurados os votos. Chega causar asco quando discursam a charlatanice do desenvolvimento sustentável, numa cidade que cresce desordenadamente, perdida nos seus vários aspectos sociais e ambientais.
No ano de 2000, apresentei a propostas do Consórcio Ambiental, a idéia era a de previamente consultar a população e os empresários, quanto ao interesse de ambos participarem de um fundo para a aquisição total da mata do Noé, através de cotas físicas e jurídicas a serem cobradas nos boletos da Copasa ou Cemig.
Passados treze anos, a proposta do Consórcio Ambiental sequer foi cogitada e tampouco despertou o interesse do Executivo. Outros canais poderiam ser abertos para levantar recursos destinados à mata do Noé, como o ICM ecológico, sequestro de carbono, bingos, doações de recicláveis envolvendo escolas municipais, a população numa causa de interesse coletivo e convocar as grandes empresas à responsabilidade ambiental. De nada valem as idéias se não existe a cultura de que a partir do nada pode se chegar ao ápice.
No instante em que está em risco o futuro da mata do Noé, esta é ocasião propicia para os jovens e adultos do “Vem pra Rua” vir à rua e pacificamente protestar em prol da questão ambiental de Divinópolis, que está uma vergonha.
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eh A maior patacoada dados inexistenres rsse jairo goma eh o puro embuste mentiroso e a tal de iris e a corja ambientalista dessa mentira chamada diviniws