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Vamos rememorar alguns depoimentos que ocorreram no Ato Publico do PT, realizado a toque de caixa no dia 21 (segunda-feira).
O vereador Anderson Saleme, implorou que o prefeito Vladimir Azevedo revisse sua posição e retrocedesse o preço, pois: “O restaurante foi concebido para uma questão social e para o uso das pessoas assalariada que não conseguem pagar R$ 5 reais” afirmou Anderson.
Manoel Cordeiro, do PT, e ex-secretário de Desenvolvimento Social do governo Demétrius lembrou que este foi o 2º aumento do governo Vladimir, no primeiro ele passou de R$ 1 real para R$ 2 e agora passa de R$ 2 para R$ 5 reais, correspondendo a 400%. Manoel lamentou a ausência de representantes do governo.
O ex-secretário afirmou: “Como eles tem recursos para comprar a imprensa, fazer shows e festa e usar o dinheiro publico para pagar apadrinhados – Seria bom que o secretário de Desenvolvimento explicasse isto”
Isa Marra, presidente do Conselho Municipal de Segurança Alimentar afirmou que o Conselho nem sabia que o preço ia aumentar e que em nenhum momento foi consultado. E, isto segundo operadores de direito, especializado em gestão pública é muito grave, pois a função do Conselho além de fiscalizar, é um órgão consultivo. E que se houver denuncia no MP é passível de anulação do novo preço. Isa disse mais, “que o aumento realmente foi abusivo”.
O vereador Adair Otaviano foi incisivo em sua colocação. “Muitos dizem que a oposição só serve para jogar pedras. Mas, como você não joga pedra se todas as ações do governo são contra o povo”.
Adair revelou uma séria denúncia ao afirmar que a empresa que administra o Restaurante Popular “ALIMENTA” não está comprando os alimentos do programa da agricultura familiar. APRAFAD (Associação dos Pequenos Produtores da Agricultura Familiar), ao não comprar na associação o custo é elevado aumentando o preço final do prato de refeição. Se bem que o proprietário de um restaurante na Rua Pernambuco que vende um prato similar ao servido no Restaurante Popular afirmou que o seu custo máximo são de R$ 3,50 (três reais e cinquenta centavos). Levando em consideração que ele tem empregados, conta de energia, água, além de comprar em locais que não tem subsídios e como compra poucas quantidades o preço dos produtos ainda é maior. Então esse custo que de R$ 5,09 que o governo diz ser preço do prato, não procede.
Outra denuncia feita foi que a Prefeitura de Divinópolis está pagando um preço exorbitante para uma empresa que serve comida no Pronto Socorro R$ 7 para a empresa “Sabor da Gente”.
Carlos Siqueira, um usuário do Restaurante Popular afirmou que em conversa com a gestão do restaurante Popular de Belo Horizonte, obteve a informação que o custo do prato são R$ 3,50. Além de informar que em São Paulo existe um café da manhã por R$ 0,50 (cinquenta centavos) e no Rio de Janeiro o café da manhã, pasmem, é R$ 0,35 (trinta e cinco centavos) e que somente no Rio, capital existem 16 Restaurantes Populares, segundo Carlos. Ele finaliza dizendo que em Divinópolis sequer tem café da manhã, e que a Prefeitura pensa equivocadamente em lucro, ela tem é um papel social.
Maria Regina foi além da questão do Restaurante, afirmou que a penúria do município que reflete na decisão do aumento do preço das refeição do Restaurante Popular, entre outras é por que o prefeito entregou lotes para um empresário (José Alonso Dias) a R$ 1,50 o m2. “São milhões e milhões que estão sendo roubados do povo”, afirmou.
Nilton Teodoro: “O prefeito de Divinópolis tem um saco de maldades, todo dia ele vai lá e tira uma maldade – Eu não quero acreditar que o preço vai continuar, que as autoridades não vão tomar providências diante de tanta denúncias”, disse Teodoro.
Beto (cego) pediu que fosse marcada uma Audiência Publica de verdade, o que foi atendido, pois ocorrerá nesta quarta-feira (30). Beto disse que o vereador Adilson Quadros falou muita mentira: “O Restaurante Popular é para o Trabalhador – É mais uma covardia que o prefeito fez com a população de Divinópolis – O prefeito vive desrespeitando esta Casa (Câmara)”.
Outro inscrito no Ato Público, Antônio Dias previu que o Restaurante Popular com este preço de R$ 5 reais vai acabar fechando. “Se aqui tivesse lei este prefeito já era para estar na cadeia há muito temo”, afirmou Antônio.
Rodrigo, afirmou: “Eu sou ex-usuário do Restaurante, agora vou comer no Castanheira. Eu queria saber até quando isto vai acontecer – E os Juízes da cidade e o Ministério Público? Tem muita coisa errada na cidade – Os juízes estão protegendo o prefeito” concluiu Rodrigo.
Já Catarina Valle disse: “A administração tucana é assim mesmo. Lamento a ditadura da mídia a favor do governo que nada vê, nada enxerga de errado neste governo”.
Edna reforçou a fala de Catarina Valle, dizendo que está achando gravíssimo o que ocorre na cidade. As rádios, as pessoas. A imprensa está comprada, vendida para este governo – Uma vergonha esta imprensa de Divinópolis”. Edna continuou, fazendo um apelo “Parem de comprar jornais, ouvir rádio”.
Marlon da Funedi, falou quanto cidadão foi pelo mesmo caminho do excessivo gasto do governo com publicidade. “Por que não tiram R$ 112 mil da peça orçamentária que está destinado para publicidade?”, finalizou pedindo que fosse feita uma Audiência Pública e que também fosse feita uma auditoria nas contas da prefeitura.
Os cidadãos divinopolitanos esperam que na Audiência Pública que será realizada nesta quarta-feira, o governo tenha resposta para todas as perguntas e colocações que foram feitas no Ato Público realizado na Câmara na segunda-feira (21/10). Em que os técnicos do governo quando souberam ter sido solicitado pelo PT, aproveitaram o gancho para sumirem e não ter que explicar o inexplicável, que deixa á mostra a incompetência de gestão da administração de Vladimir Azevedo, já provado e comprovado em diversas outras áreas e em outras oportunidades. Não existe uma única secretaria que não apresente problemas de gestão. Isto é até normal, mas existem grandes excessos inadmissíveis. Isto por que a gestão é feita partidariamente e não com o foco em políticas públicas.







