JAIRO GOMES: Divinópolis pronta para ser uma das cidades sedes da Copa do Mundo

Publicado por: suporte


Enquanto bilhões de reais foram gastos na construção e reforma dos estádios, Divinópolis sai à frente das demais cidades que vão acolher as seleções estrangeiras. Sem custos exorbitantes, o dinheiro público foi aplicado apenas na marcação do campo, trave e redes. O gramado composto por aguapés e cipó d’água, está bem nivelado e em franca expansão o que abre espaço para ampliar o CT e bola rolará redondinha.

Continua depois da publicidade

A administração pública dá exemplo, que o próximo país a sediar a copa de 2018, poderá seguir. O Executivo Municipal apresenta para o mundo que o futebol pode ser sustentável, ao aproveitar dos instrumentos que a natureza disponibiliza para as variadas atividades humanas, inclusive esportivas e no meio ambiente natural.

 

Ita – água – pé – cerica

A proliferação dos aguapés no Rio Itapecerica, é uma situação vergonhosa e vexatória, é a prova do descaso contra este curso d’água, historicamente explorado, sem retribuição.

A culpa da lastimável situação do Rio Itapecerica não pode ser atribuída apenas às administrações públicas, mas também aos empresários que não tem vergonha na cara de aproveitarem das águas do rio em todas as atividades industriais. As empresas se beneficiam do bônus que as águas do rio oferecem e a elas devolvem a parte podre, os efluentes contaminados ou mal tratados. A população também é responsável, quando a grande maioria se faz de inerte, alheia aos fatos e não cumpre a parte que lhe cabe para minimizar os problemas hídricos.

O desrespeito é tamanho que é fácil ver o lixo, a poluição, a contaminação hídrica e os aterros principalmente ao longo da margem esquerda, essencialmente na região dos shoppings e nenhuma providência é tomada.

Continua depois da publicidade

Dá tristeza ver o velho Itapecerica que realmente foi esquecido depois da definição da questão do esgoto. Falar, denunciar, apontar caminhos não adianta, por que quanto mais se fala, mais a situação piora.

Se não tem dinheiro para o Itapecerica, a ser que revista a questão das outorgas para o uso das águas em Divinópolis. Onde está o CBH-Pará e o IGAM que liberam outorgas para o uso das águas e não veem o caos que o Itapecerica se encontra? Onde estão as promessas de produção de água, com dinheiro gastos em cacimbas, se o nível do Itapecerica só se faz abaixar? O que se faz como o dinheiro das concessões do uso industrial e produtivo das águas? Onde é aplicado o repasse da hidrelétrica Plural? Exceto o Projeto Nova Margem, são 17 anos que nada se faz nada em prol do rio a não ser deixá-lo à degradação.

O Legislativo Municipal não cria Projeto de Lei, instituindo um fundo a partir das outorgas da utilização das águas fluviais e das multas aplicadas pela SEMMAPU, ou reverter parte das multas estaduais, para ser investidas na questão fluvial de Divinópolis.

Parece, mas os problemas hídricos serão resolvidos apenas com o tratamento e com a despoluição do Rio Itapecerica. A Coposa no contrato de concessão prometeu que em cinco anos entregaria todo o sistema de tratamento do esgoto pronto. A época nas audiências públicas, por não acreditar nesta possibilidade, estipulei dez anos. Passados dois anos, minha previsão caminha à concretização, há informações de que os trabalhos estariam concluídos só em 2022. Meu sonho de voltar a pescar no Itapecerica ficou mais distante.

De volta aos aguapés e os cipós d’água. São espécies de plantas aquáticas presentes em quase todos os rios do mundo, principalmente nos paises tropicais. Desde o ano de 2000, que é chamada a atenção das autoridades públicas. Várias são as propostas com a criação de uma equipe de monitoramento do Rio Itapecerica e dos seus contribuintes, que teria a tarefa de zelar pelas margens e dos leitos dos corpos d’água. Se adotada, esta medida minimizaria a incidência do lixo, dos entulhos, dos aterros nas margens e a proliferação das plantas aquáticas, que há treze anos tem se tornado praga.

A solução para os aguapés e os cipós d’água é a prevenção, o combate nos primeiros sinais da presença destas plantas no leito do rio, que se dá no mês de maio. Estas plantas viram pragas devido o alto grau de poluição de quase toda a abacia do Rio Itapecerica. A lentidão das águas do rio não é natural, contribui no problema dos aguapés, mas as autoridades parece não quererem ouvir a solução para não agir. Este fenômeno foi produzido pela atividade humana e é simples de ser resolvido.

No local conhecido como Prainha do 48, por décadas ocorreu extração de areia e o cascalho (rejeito) foi deixado acumular e se transformou num imenso banco que represa a vazão do Itapecerica. Basta retirar o material acumulado, abrir o espaço à vazante do rio, para que a



velocidade das águas volte à normalidade. Esta medida se adotada contribuiria na depuração do esgoto que incide gravemente entre o córrego Flecha Catalão (a jusante da sede de captação da Copasa) e o córrego do Neném (próximo ao campo do Guarani). Este é o trecho fluvial com maior concentração de emissores de esgoto in natura (mais de 50) que fornece nutrientes para a rápida proliferação dos aguapés e do cipó d’água. Estas vegetações funcionam como barreira para os sedimentos sólidos e transformadas em pragas, impedem a incidência dos raios solares na água, o que contribui na formação de gases submersos.

Devolvida a velocidade fluvial, os aguapés e o cipó d’água encontrariam dificuldades para fixarem residência no leito do rio e seriam levados antes de virarem praga. Outras medidas: 1) A abertura da comporta da Barragem Espírito Santo (Niterói), para que os aguapés fossem puxados pela força das águas e retirados ao descerem o barramento. 2) A construção de contenção provisória no período de estiagem, réguas ou grelas removíveis fixadas nos trilhos da Ponte Dona Elvira, que liga os bairros Esplanada ao Porto Velho, onde a vegetação aquática seria semanalmente retirada, à medida que fosse contida. 3) Combate do assoreamento do rio e dos córregos.

O que não se pode permitir é que as vegetações aquáticas virem caos, referência do descaso, atrativo turístico ou fatos pitorescos e folclóricos, para que sejam levados com a cheia do Rio Itapecerica, evitando gastos, por que a inércia prevalece todos os anos a partir de 2000. A solução de praxe e deixar que a cheia resolva o problema, leve os aguapés e do cipó d’água para o Rio São Francisco, podendo chegar ao Oceano Atlântico.

Continua depois da publicidade

comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

🛈 Aviso sobre comentários no Divinews

Os comentários publicados nesta página são de inteira responsabilidade de seus autores. O Divinews Portal de Notícias Ltda não se responsabiliza pelas opiniões, acusações, ofensas ou informações expressas por terceiros.

Comentários que contenham conteúdo difamatório, injurioso, racista, discriminatório, ameaçador ou que incentivem a violência poderão ser removidos sem aviso prévio.

Em caso de requisição judicial, o Divinews fornecerá às autoridades competentes as informações de identificação do usuário, incluindo o endereço de IP da máquina utilizada, conforme prevê a legislação brasileira.

Continua depois da publicidade

artigos  relacionados