NO DIVINEWS O QUE VOCÊ NÃO VÊ NA MIDIA TRADICIONAL: Presidente da Câmara de Divinópolis viaja para ver jogo do Atlético na Argentina deixando a crise para o vice

Publicado por: suporte

Rodyson Kirstinamurti do Zé Milton que em várias ocasiões, desde que assumiu a Presidência vem sendo um ferrenho crítico do Ministério Público, assim como outros vereadores que desapareceram diante da atual crise, deixando no fogo somente o vice-presidente, Marquinhos Clementino (PSL) que só não complicou ainda mais a situação em conseqüência de um acordo e atuação dos promotores de Justiça Sérgio Gildin e Alessandro Garcia que tiveram que pedir as chaves do plenário (aquela chave que o vereador Hilton de Aguiar-PMDB queria dar para o MP legislar no lugar deles) para que conseguissem um diálogo satisfatório com os manifestantes.

Não fosse a atuação do Ministério Público na tarde desta sexta-feira (05) a ocupação da Câmara possivelmente teria outro desfecho já que o juiz da Vara de Fazenda Núbio Parreira tinha decidido acatar o pedido da Procuradoria da Câmara que entrou com uma ação cautelar inominada em que pedia a desocupação do imóvel e os manifestantes sinalizavam que não iriam desocupar assim, na marra.

O presidente da Câmara, Rodyson Kirstinamurti (PSDB), que só se elegeu por ser filho do ex-vereador José Milton, que era do PMDB, super amigo do ex-prefeito Galileu Machado (PMDB), não honrou a palavra que deu na primeira reunião que teve com os manifestantes, de que eles poderiam ocupar a Câmara até o dia 15, dentro do prazo que ele pediu para examinar o primeiro item da pauta de reivindicações, que é a alteração do horário das sessões da Câmara, passando de 14 horas para as 19 horas, para possibilitar que mais pessoas assistam as sessões ordinárias e consigam fazer pressão nos vereadores governistas que só votam de acordo com o interesse do Executivo.

Contudo, por uma falta de controle emocional e despreparo do presidente para a função (A maioria dos servidores do Legislativo não sabem lidar com o povo, os acha chato. É a mais pura verdade. A casa do Povo não sabe acolher o povo) e o seu jeito prepotente e arrogante de falar, logo no dia seguinte à autorização que ele concedeu. Diante das reclamações dos servidores em conseqüência do barulho que eles estavam fazendo durante o dia, no horário do expediente. Sem paciência alguma, por não ter conseguido chegar ao um denominador comum com os manifestantes, rompeu o acordo unilateralmente e resolveu decretar ponto facultativo, em tese, até o dia 15, a data que ele deu para a realização da reunião e a decisão sobre a reivindicação dos manifestantes.

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Mas, diante das criticas que recebeu em tomar a atitude de decretar o ponto facultativo até o dia 15. Novamente, atabalhoadamente decidiu errado. Na surdina e ditatorialmente, como é o seu estilo de gestão, sem nenhum comunicado aos manifestantes deixou a recomendação de entrar com a ação com o vice-presidente Marquinhos Clementino que por sua vez passou o pepino para a Procuradoria da Câmara, pedir à Justiça a desocupação do imóvel.

O Ministério Público rapidamente entrou com um pedido ao juiz, solicitando um prazo maior, de 72 horas para que a Câmara seja desocupada. Na próxima segunda-feira (08) já ficou agendando uma nova reunião entre o Ministério Público e os manifestantes. Quando decidirão a questão do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). E, segundo o procurador da Câmara, Roberto Franklin, o vice-presidente, Marquinhos Clementino não tem legitimidade para assinar definitivamente um TAC, antes de passados 10 dias da sua posse como presidente interino da Casa Legislativa, somente após 10 dias. Contudo, antes deste prazo o presidente titular já terá retomado o cargo.

Os promotores Sérgio Gildin e Alessandro Garcia tiveram toda paciência do mundo em negociar com os jovens manifestantes que agitadamente em determinados momentos cada um queria uma coisa, uma solução, uma reivindicação às vezes ilogicamente impossível. Uma das diferenças entre o Executivo e o Judiciário, e que bem poderia ser pautado na reforma política, chama-se cultura. Deveria ser exigido um nível de escolaridade para qualquer político que almejasse um cargo legislativo, não bastando apenas ter votos e saber ler e escrever. O que alguns fazem muito mal.

Os poderes são harmônicos e independentes entre si, mas discrepantes culturalmente. Aí residente uma das diferenças de entendimento entre os três poderes, isto porque o nível cultural de alguns prefeitos (Executivo) também é sofrível.

O procurador da Câmara Roberto Franklin, a principio disse que a ação foi pedida pelo presidente em exercício, Marquinhos Clementino (PSL) e que ele só cumpria ordens, o que ele decidisse estaria decidido. Contudo, quando Marquinhos começou a negociar com os promotores de Justiça e com os manifestantes foi nítido a contrariedade de Roberto em cancelar a ação em conseqüência da formalização de um TAC. Ele explicou que se a ação for retirada e os manifestantes não saírem ele não terá juridicamente como propor uma nova ação e tem receio da reação do presidente titular quando o mesmo reassumir.

A Câmara esta vendo dificuldades em mudar o horário. O motivo alegado aparentemente seria o impacto financeiro que tal mudança pode causar, mas por trás existem os interesses políticos e comerciais, como confessado pelo presidente em exercício quando citou a questão das transmissões pela TV Candidés, foi uma citação explicita e tácita.

Entre os manifestantes. Jonathan afirmou que querem uma resposta imediata. “Não queremos resposta para amanhã, queremos respostas para ontem” e criticou a viagem do presidente em um momento critico como o atual.

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Juliana Nogueira, contou que encontrou com uma senhora que reclamava que a linha de ônibus que passava perto da sua casa tinha sido cancelada. E ela estava ali por causa da defesa dos interesses dos cidadãos. “O que a gente quer é que isso não aconteça”.

Pedro falou que os vereadores adotam a velha política. “A nossa paz não pode se sobrepor às nossas reivindicações”.
Diego, contou que vai criar um site para só falar de política para eles não serem enrolados. “Politicaemdivinopolis”.

O fato é que, esse movimento colocou um divisor de água na política divinopolitana. A Câmara, com seus vereadores e servidores que não gosta muito de lidar com o povo, são autistas neste sentido. E a Prefeitura com seu prefeito e secretários, além dos nomeados cargos de confiança, nunca mais serão as mesmas coisas. A galera está a fim de aprender e fiscalizar. Tirando um ou outro mais exaltado e radical, o caminho está correto. Tirando o surrealista pensamento que eles conseguem caminhar apoliticamente e sem liderança, sem um representante e sem porta-voz . O resto vai bem.

 
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