São Paulo: Avenida Paulista em chamas por causa do aumento das passagens dos ônibus

Publicado por: suporte


Em mais uma noite de manifestações em SP contra o reajuste das tarifas de transporte público, as ruas da região central viveram ontem um clima de guerra, no mais violento protesto, que durou mais de cinco horas.

O dia terminou com saldo de 20 detidos, ônibus parcialmente incendiados, vitrines de lojas e de bancos quebradas e ao menos duas estações de metrô (Brigadeiro e Trianon-Masp) depredadas.
O repórter da Folha Leandro Machado foi detido durante o protesto, mas liberado no final da noite. Ele acompanhava a prisão de um manifestante. “Chegou um policial com cassetete e disse ‘se você não sair vou te bater’. Eu mostrei meu crachá, mas ele disse que isso não significava nada para ele”, contou Machado.

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Machado foi levado para o 78º DP (Jardins) num carro da PM. No caminho, foi informado pelos policiais de que estava sendo detido por “atrapalhar a ação da polícia”.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) defendeu ontem, de Paris, as ações da PM, que “precisa agir para desobstruir ruas e reprimir atos de vandalismo”.

“Uma coisa é movimento, que tem de ser respeitado, ouvido e dialogado (sic). Isso é normal e é nosso dever fazê-lo. Outra coisa é vandalismo, [como] interromper artérias importantes da cidade, tirar o direito de ir e vir das pessoas, depredar o patrimônio público”, disse o governador.

“Aí é caso de polícia, e a polícia tem o dever de garantir a segurança das pessoas”, afirmou Alckmin, antes de sair da Embaixada do Brasil em Paris após se reunir com investidores franceses.
Além da ação de ontem, o Movimento Passe Livre (MPL) organizou duas manifestações na semana passada, nas quais também ocorreram confrontos com a polícia. Um novo ato está marcado para a próxima quinta-feira (13).

“O MPL não é o dono das mobilizações contra o aumento. Esta é uma luta ampla e popular com uma reivindicação única, clara e simples: a redução da tarifa de ônibus de R$ 3,20 para R$ 3. É isto que exigem as pessoas que saem para protestar nas ruas”, diz o movimento em comunicado.

Matéria 247

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