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Pela importância do assunto a Audiência Pública se estendeu até quase às 19 horas, com a participação do público e com o emocionante depoimento de uma mãe que tem um casal de filhos que são dependentes químicos. Ela contou que após 12 anos trabalhando em um conceituado banco, com a chegada de um novo gerente, que por sinal já foi transferido, a demitiu. Ela desconfia que foi discriminação, quando ele soube que ela tinha filhos usuários de drogas. A mãe, durante a Audiência Pública fez um apelo para que as autoridades arrumem ocupação para os detentos do presídio Floramar “São uns homens fortes que ficam lá comendo às nossas custas. Colocam eles para trabalharem, fazer manilhas, tijolos blocos – Coloquem as meninas para costurar, lá no presídio tem um monte de máquinas de costuras ociosas – As empresas de confecção daqui da cidade poderiam aproveitá-las para que todos façam facção, mas não.
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Todos ficam lá sem fazer nada – Por que os hospitais não levam tecidos para eles fazerem lençóis, fronhas – Eles ficam sem fazer nada só aprendendo mais coisas ruim” afirmou.
Já o promotor Criminal Marco Antônio, afirmou que a questão das drogas deixou há muito tempo de ser uma caso de policia e passou a ser um caso de saúde pública, e que na justiça para minimizar os danos psicológicos, os usuários de drogas não são mais tratados como réus e sim como autor do fato (veja video/entrevista).
A deputada estadual Maria Teresa Lara, que presidiu a Audiência Pública falou sobre a não partidarização deste importante tema, que as disputas políticas partidárias não pode atrapalhar as políticas sociais.
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O professor Israel filósofo e educador, professor da Escola Estadual São Vicente no bairro Niterói, disse que o usuário é um cidadão que por uma razão ou outra deixou de ser cidadão. “o que se vê é o esfacelamento da família e um desejo que eu tenho é que os homens públicos se vanglorie no que fez no presente do que se vangloriar no futuro daquilo que não fez – Isto é uma utopia, mas ai daquele que deixar de viver uma grande utopia” citou a frase de Paulo Freire, o também filósofo e educador. (veja também vídeo/entrevista).
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Já Beto da Adefon denunciou o fechamento de vários centros sociais deixando quase 2000 mil crianças e adolescentes em risco social e disse: “Que as comunidades terapêuticas se preparem para no ano que vem acolher tais crianças abandonas à sua própria sorte por esse governo municipal que aí está”. (Veja vídeo/entrevista)
O vereador Edmilson Andrade (PT) falou da importância desta segunda Audiência Pública por ele proposta, a primeira foi sobre o bullying, e já anunciou a terceira que será no próximo dia 26 sobre Saúde Mental.
Fabiano Tolentino (PSD), deputado estadual com uma forte base eleitoral em Divinópolis agradeceu a presença de todos os presentes e à ALMG. Falou da agressividade que é o crack do seu alto poder de destruição dos indivíduos e das famílias. Tolentino disse ainda da importância da visão social sobre as drogas, mas disse que as forças de segurança não podem esquecer a repressão. (veja vídeo/entrevista)
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