O projeto não estava na pauta para ser votado ontem, e o líder do governo Edmar Rodrigues escondeu da imprensa, quando foi perguntado por vários jornalista dissimulou e disse que somente o 016/2013 que doa terrenos no Distrito Industrial para uma empresa é que entraria entrar na pauta de votações. Mas, todos estavam desconfiados que ao final ele seria inserido, como foi.
O SINTRAM, Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região também estava com a expectativa de que o prefeito se sensibilizasse e não o colocasse em votação. Sim, pois na Câmara de Divinópolis quem pauta o que entra e o que não entra para ser votado não é o presidente da Casa Legislativa e sim os telefonemas do secretário de Governo.
Não adiantou ter comparecido uma “platéia” maior de cidadãos mais comportados e dos oposicionistas mais radicais do “Fora Vladimir”, não adiantou nem mesmo a tensão da presença de policiais da PM, que foi chamada, (numa inversão de papeis) para o presidente da Câmara. Os vereadores governistas (veja painel de votação) não temem nada, nada, nada. Não temem não serem reeleitos, pensam que 2016 está muito longe, o povo esquece, não temem serem criticados nas ruas, só temem perder as benesses, entre as quais cargos para os apadrinhados, que o Executivo pode lhes proporcionar. Isto eles temem.
Os vereadores que deram trabalho para o presidente Rodyson conduzir a aprovação 019/2013 ontem foram os edis, o republicano Anderson Saleme (Uai! o Jaime Martins-PR não está mais apoiando o prefeito Vladimir?), o peemedebista Adair Otaviano, Edmilson Andrade (PT) e Delano Santiago (PRTB), que nasceu na situação e migrou para oposição.
Os vereadores representantes xiitas do prefeito na Câmara são: Piriquito Beleza (PSD), Eduardo Print Junior (PDT), Edimar Felix (PHS), Edimar Maximo (PHS), Marcos Vinicius (PSC), Edmar Rodrigues (PSD), Adilson Quadro (PSDB), Rodrigo Kaboja (PSL), Careca da Água Mineral (PP), Marquinhos Clementino (PSL) e Nilmar Eustáquio, além é obvio do presidente Rodyson.
Os vereadores do povo na Câmara são: Adair Otaviano-PMDB; Anderson Saleme-PR (vamos ver se vai continuar a ser do povo ou o partido, leia-se Jaime Martins vai transferi-lo para forçá-lo a ser vereador do prefeito); Hilton de Aguiar-PMDB (as vezes é bipolar, xinga o governo e depois sobe no palanque, enfim é imprevisível); Edimilson Andrade-PT (Em observação vota contra o Executivo, mas às vezes faz discursos de elogios à situação e não defende como deveria o seu partidos dos ataques dos governistas); Delano Santiago-PRTB (Parece que está migrando de vez para ser um vereador da Câmara, já que não o chamam para nenhuma reunião envolvendo os assuntos de saúde do município, ele caiu fora)
E como foi a votação ontem na Câmara Municipal da Prefeitura de Divinópolis. Foi assim:
Na inclusão dos projeto em pauta, apenas os vereadores Adair Otaviano (PMDB), Edmilson Andrade (PT), Anderson Saleme (PR) e Marcos Vinicius (PSC) votaram contra. Os demais votaram todos favoráveis.
Na votação das emendas que suprimiam os artigos 73 e 74, aqueles que dão poderes excessivos para o Executivo. As duas abstenções, do Careca da Água Mineral e do Marquinhos Clementino, como o placar ficou 7 a 7, o presidente foi obrigado a dar o voto de minerva desempatando a favor do governo, claro.
Votaram favoráveis as emendas, tentando deixar a prerrogativa de legislar para a Câmara, os vereadores Anderson Saleme (PR) Adair Otaviano (PMDB), Delano (PRTB), Edimar Máximo (PHS), Edimilson Andrade (PT) Hilton de Aguiar (PMDB), Marcos Vinicius (PSC).
Votaram contra as emendas e a favor de transferir o poder do Legislativo para o Executivo, os vereadores, Piriquito Beleza (PSD), Adilson Quadros, Edmar Rodrigues, Eduardo Print Junior, Nilmar Eustáquio(PP), Edimar Felix (PHS), Rodrigo Kaboja (PSL)
Já na votação do Projeto em si, o que joga no chão a negociação entre o SINTRAM e o governo e retira o poder de legislar dos vereadores, que a partir de então podem entrar de férias e ir passear nas praias do Espirito Santo, Guarapari ou Castelhano, ou ficar criando projetos e mais projetos de nomes de ruas para ganhar votos e serem reeleitos e dando comendas que não são comendas são também compras de votos, votaram oficialmente contra a má intenção do governo os vereadores Adair Otaviano (PMDB), Anderson Saleme (PR), Delano Santiago (PRTB) e Edimilson Andrade (PT). Ficaram em cima do muro, se abstendo, os vereadores, Marquinhos Clementino (PSL) e Careca da Água Mineral, e votaram junto com a Câmara Municipal da Prefeitura de Divinópolis, os demais, ou seja, os mesmos que derrubaram as emendas, Piriquito Beleza (PSD), Adilson Quadros, Edmar Rodrigues, Eduardo Print Junior, Nilmar Eustáquio(PP), Edimar Felix (PHS), Rodrigo Kaboja (PSL). Acrescentado o voto favorável do fisiologista Hilton de Aguiar (PMDB), que sem determinação partidária (PMDB) e de liderança em plenário, faz o que lhe dá na telha. Sem esquecer também do voto/pastelão que não foi contabilizado como favorável ao governo, todavia, foi, do maquiavélico Marcos Vinicius, que votou contra o governo dando como desculpas que teria apertado a tecla errada e logo a seguir, solicitou que seu voto fosse corrigido. Ele como um ex-presidente da Câmara em mandatos passado, conhece como poucos o Regimento Interno e sabia muito bem que isto não seria possível. Deu uma de “João sem braço”, mas não colocou todos notaram a sua artimanha, o que aliás é sua especialidade. Fiquem atento nesta sua cruzada contra o Cartório de Registro de Imóveis, ali pode ter!, a cruzado pode não ser tão republicana quanto aparenta.
O resumo danoso da aprovação do Projeto 019/2013, em síntese, trocando em miúdos é que além de dar poderes para o prefeito fazer o que bem entender como a criação de novos 50 cargos na estimativa do SINTRAM e 9 na versão do secretário de Governo, Antônio Faraco. Além de ter retirado os poderes do Legislativo de interferir na movimentação financeira interna do governo, os tais empréstimos suplementares. A partir de então o Executivo faz a movimentação a seu bel prazer sem precisar passar pela Câmara. Vai ser tal de tira a grana daqui põe ali, tira de lá, põe cá. Com isso o máximo que o Legislativo vai poder fazer é dar “pitaco” e não legislar.
“Fica o Executivo Municipal autorizado à alterar, por decreto, o organograma, nomeclaturas, atribuições, descrições e competências constantes de Lei, incluive remanejando cargos entre Secretarias ou alterando-lhes a natureza, desde que tal ação não acarrete aumento de despesas” – Já o Artigo 74 diz: “Observando as limitações impostas pelo Plano Plurianual, Lei número 7129/2009 e a Lei de Diretrizes Orçamentária, Lei 7.570/2013 fica o Poder Executivo autorizado a abrir cretido especial nas dotações própria, consignadas na Lei Orçamentária Anual número 7.635/2013, dentro do limite de seus saltos remanescentes para atendimento às despesas decorrentes da execução desta lei.
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