Ministério da Micro e Pequena Empresa
É inconcebível que o Governo se pulverize em 39 Ministérios – é impossível administrar com tantos auxiliares diretos, movidos por interesses os mais díspares!
A criação do 39º. Ministério – o da Micro e Pequena Empresa – é, na realidade, mais um ato de demagogia imposto à sociedade brasileira.
A justificativa oficial é o apoio às sofridas micro e pequenas empresas, claramente usadas, neste episódio deplorável, para acertos políticos e ajustes menores.
E isso ocorre justamente no segmento industrial que mais sofre com a concorrência internacional e que se constitui sempre na primeira oportunidade de emprego para os nossos jovens, quase sempre ainda despreparados.
Qual a grande indústria que dá oportunidade ao cidadão não treinado? A pequena dá e paga mais caro por isso!
Mais do que um Ministério, a micro e pequena indústria nacional precisa é de oportunidades, precisa é se livrar do “Simples” e ter um sistema tributário que a incentive a crescer e que a desonere e facilite suas ações.
Muito mais do que de proteção, o que a micro e pequena empresa precisa é de oportunidades de mercado e pedido em carteira. Nossos burocratas – que nada entendem de mercado – não enxergam isso!
Hoje, juntos, trabalhamos para fazer do Sistema Fiemg um excelente lugar para trabalhar e para fazer do nosso trabalho instrumento de crescimento da indústria mineira. A indústria é a nossa causa!
Este ano, a celebração do Dia da Indústria coincide com as comemorações dos 80 anos de fundação de nossa entidade, ocorrida em 1933, no dia 12 de fevereiro.
É, portanto, data muito especial e que nos convoca a refletir sobre o que fizemos nestas oito últimas décadas, sobre o que estamos fazendo hoje e sobre o que queremos para o futuro.
Sou daqueles que acreditam que as lições do passado são importantes quando nos ensinam a construir o presente e a moldar o futuro!
Com esta crença, a primeira constatação que nos vem à cabeça é a de que, desde sua criação, a Fiemg é uma obra coletiva, forjada no trabalho continuado de centenas de milhares de empresários.
Também se destaca na história da Fiemg a dedicação dos presidentes de Sindicatos que se espalham por todas as regiões do estado, trabalhando diuturnamente, junto com a Fiemg para criar um ambiente propício às atividades industriais.
Vem-nos, também, a constatação de que, nestes 80 anos, a Fiemg, contribuiu decisivamente para colocar a indústria mineira no patamar em que se encontra hoje – uma indústria moderna, sólida e diversificada!
E vemos que também crescemos muito nestas oito décadas!
Éramos, em 1933, 25 empresas reunidas em apenas sete sindicatos. Hoje, somos milhares de empresas, em todos os setores – e somos, com muito orgulho, 135 sindicatos representativos destas indústrias, agrupados em onze Regionais Fiemg estrategicamente localizadas no estado.
Neste começo de século 21, o que nos mobiliza é a missão de cuidar do presente da indústria mineira e imaginá-la ao final das duas próximas décadas – em 2033 -, quando estaremos comemorando o centenário de fundação da nossa entidade. Este é o nosso rumo!
Minas Gerais
Quando analisamos os setores onde se registram os principais investimentos em projetos no Brasil, vemos o predomínio das inversões realizadas no setor industrial, em segmentos nos quais a indústria mineira se destaca – mineração, metalurgia, alimentos, bebidas e veículos automotores. São, todas, atividades nas quais o nosso estado conta com expressivas vantagens competitivas.
Nossos diferenciais são confirmados pela liderança de Minas nesses setores – 48% da produção brasileira de minério de ferro; 40% do aço produzido no Brasil; 27% da fundição, 22% da produção nacional de cimento, quase 20% da produção nacional de veículos.
São, em essência, números que traduzem as oportunidades de investimento no estado – afinal, temos em nosso território a maior concentração e diversidade da riqueza mineral do mundo, em quantidade e em qualidade.
Minas tem, sim, importantes vantagens comparativas e competitivas para atrair investimentos de todos os cantos do mundo – tem recursos minerais únicos e abundantes, posição estratégica do ponto da logística de transportes, um grande mercado consumidor e um povo bravo e trabalhador!
Mas não nos enganemos: a plena transformação destas oportunidades em realidade se condiciona à firme mobilização da sociedade mineira na defesa dos interesses do estado.
Felizmente, este é um trabalho já em andamento, a partir da elaboração da Agenda de Convergência para o Desenvolvimento de Minas Gerais!
Com esta Agenda, constituímos um bloco uno e coeso, sob a liderança da classe política executiva e legislativa do Estado e no qual também estão unidas as entidades representativas do comércio, do agronegócio, do setor de serviços e da indústria.
Estamos todos juntos na defesa de projetos considerados prioritários e estratégicos para Minas Gerais.
Minas e os mineiros apostam e confiam na força e na representatividade de suas lideranças políticas para conduzir o estado a um novo estágio de desenvolvimento.
Precisamos agir com firmeza!
Para isso, precisamos de estratégias que nos conduzam à inovação e à geração de tecnologia, de forma a agregar valor aos nossos produtos.
Vale dizer: a idealização da indústria mineira de 2033 precisa ter como foco a manutenção da nossa liderança em setores como a mineração e agronegócios, mas, principalmente, deve mobilizar nossa energia para enobrecer e agregar valor ao produto mineiro pela via da inovação e da tecnologia.
O que Minas e os mineiros buscam é um permanente processo de transformação da atividade produtiva na direção de maior agregação de valor aos seus produtos.
Isso – exatamente isso – foi o que tive a oportunidade de dizer, há poucos dias, a um grupo de 18 embaixadores dos mais importantes países da União Europeia!
Minas tem exemplos notáveis de histórias de cooperação e parceria que se alicerçam sobre uma ampla base comercial de trocas, bem como pelo expressivo volume de investimentos de empresas europeias em nossa economia, presentes em inúmeros setores.
Os exemplos são muitos!
Um dos mais emblemáticos é o da Fiat Automóveis, que aqui implantou o Programa de “Mineirização” de Fornecedores para a fábrica de automóveis de Betim. Este programa revolucionou a economia mineira e criou, em nosso estado um poderoso polo industrial de fornecedores de autopeças, ampliando significativamente a cadeia produtiva da indústria automobilística.
Neste momento, a indústria metalúrgica e mecânica de Minas se prepara para viabilizar projetos de cooperação com a Alemanha, desenvolvidos no CETEC.
Ainda recentemente assinamos um convênio de cooperação tecnológica com a Noruega, destinado ao Arranjo Produtivo Local da região do Vale do Aço. O objetivo é a cooperação tecnológica para o setor de equipamentos de petróleo e gás e também para a indústria naval, sob a liderança de empresários da região.
Também temos desenvolvido projetos específicos com empresas da França e Dinamarca nas áreas de cooperação técnica voltadas para o meio ambiente – na indústria metalúrgica, na infraestrutura, saneamento e na mineração.
Enfim, Minas Gerais dispõe hoje de uma indústria madura, forte e diversificada, oferece oportunidades e está aberta à cooperação e à parceria. Precisamos de gente que queira crescer junto conosco!
Cobrança de Promessas
• Onde estão as obras da BR-381, da 040, do metrô de Belo Horizonte, do Anel Rodoviário?
• Onde está a nossa Regional do Tribunal Federal de Recursos?
• Onde estão as obras da Refinaria Gabriel Passos?
• Onde estão as obras de ampliação do Aeroporto de Confins?
• Onde estão as empresas aéreas que tanto apoiamos e que se julgam no direito de eliminar, cancelar vôos regionais, sem nenhuma consideração?
A hora é de dizer um sonoro “BASTA”, um sonoro “CHEGA”!
Minas exige respeito!
Minas e os mineiros brigam pelos direitos do estado – mas também brigam pelo Brasil!
Nosso sentimento é o de que estamos avançando como nação, mas poderíamos avançar mais rápido se nos livrássemos dos interesses menores de grupos políticos que não se justificam mais em pleno século 21!
Reconhecemos o esforço e a qualidade na gestão da nossa dirigente maior – a Presidente Dilma Rousseff – e nos orgulhamos de tê-la no comando da nação!
Precisamos ajudar a nossa Presidenta a se livrar das pressões ilegítimas de grupos que não tem compromisso com o País e que, em despudorado escambo, exigem concessões e mais concessões de interesse corporativo em troca de apoio político. Somos uma Nação – não um mercado onde os principais produtos são os privilégios, as benesses e o fisiologismo!
Fonte: site FIEMG






