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Francisco Gonçalves disse ao repórter que seis meses após a sua aposentadoria teria perguntado à Câmara se ele poderia trabalhar como medito e até ser candidato a prefeito de Divinópolis em uma eleição e teria obtido um sim como resposta.
Sergio Sampaio Diretor-Geral da Câmara Federal que também aparece na matéria, afirma que: “no nosso entendimento ficou claro com base nas informações do Tribunal de Contas que ele estando aposentado poderia exercer uma atividade fora”
O repórter foi ao Tribunal de Contas da União que afirmou discordar da declaração do Diretor Geral da Câmara e disse que decisões anteriores para casos específicos não podem ser transformados em regra geral. E que só autoriza o trabalho do aposentado por invalidez em situações muitos especiais e por um período curto. O TCU cita alguns exemplos.
“Ele pode – excepcionalmente – ser contratado para exercer alguma atividade pontual, técnica, especifica. Ele pode dar uma palestra, numa área que ele seja de conhecimento profundo”, destaca Alden Mangueira, secretário-geral da presidência do TCU.
A Câmara resolveu investigar o caso do ex-deputado Francisco Gonçalves Filho.
“Está aberto um procedimento para apurar a ilegalidade dessa situação e também já vamos chamá-lo aqui para fazer uma nova perícia médica”, revela Sérgio Sampaio, diretor-geral da Câmara dos Deputados.
O produtor da matéria diz que o ex-deputado aceitou dar uma entrevista ao Fantástico, mas segundo a fala do médico em certo programa de rádio, o repórter já estava rondando o seu consultório para fazer a matéria, tanto é que colheu imagens na rua, dentro do próprio consultório sem autorização. A entrevista foi quase forçada usando o estilo “síndrome de Bozó – Eu sou da Globo” para que a entrevista acontecesse.
E lhe foi perguntado: “O senhor acha correto receber uma aposentadoria da câmara?”
Dr. Francisco respondeu: “Eu vou morrer trabalhando. O meu ideal é morrer trabalhando e ajudando meu próximo. Faço cesariana, que é um tipo de cirurgia, mas eu não tenho mais condições físicas de trabalhar. Eu sofri dois enfartes quando eu estive na Câmara Federal. Muitas vezes, eu sou obrigado a parar no meio da cirurgia pra deixar outro colega tomar conta da minha paciente. Mas sob minha responsabilidade”, explica Francisco.






