RADIO CITY: Itamar de Oliveira indignado com o “marajaismo” existente na Câmara de Divinópolis

Publicado por: suporte


 

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Árvores, para que árvores…

Um cidadão plantou e zelou com carinho de uma árvore em frente à sua residência. Por algum motivo a árvore decorativa perdeu a seiva e morreu. Não lhe restou alternativa senão a de derrubar a planta. O resultado foi que ganhou uma baita multa da fiscalização.

Para as lojas de departamentos, bancos e grandes empresas a coisa funciona de modo diferente. Não encontram qualquer dificuldade para aliviar suas áreas frontais com a retirada da arborização. Alguns comerciantes colocaram em marcha o assassinato dos vegetais, injetando-lhes veneno no tronco. Na rua São Paulo os exemplos se multiplicam. Acima da Antônio Olímpio, lado esquerdo de quem sobe, uma quaresmeira agoniza pela ação criminosa da vizinhança. Mais acima, no mesmo quarteirão, duas delas foram eliminadas da frente de uma clínica médica. São dois pesos e duas medidas.
 
 

Marajaismo

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A Câmara Municipal de Divinópolis sempre funcionou como ‘Ação entre amigos”. Se sai melhor quem é amigo do rei. Não existem freios para conter os salários da tribo que domina o setor administrativo. No exercício da presidência os vereadores (de presença fugaz no poder) procuram agradar às chefias administrativas (presença definitiva) porque imaginam-se dependentes delas. E assim criam-se absurdos como esse da senhora Marli Antônia de Carvalho, o maior salário (R$28.851,75) do setor público de Divinópolis. O descalabro zomba do contribuinte e principalmente da pobreza, obrigada a mendigar casas toscas (Divino Lar) nos subúrbios da cidade. Em seus comentários, o professor Josias deu a solução para o caso: aumentos contidos e proporcionais. E no caso dos marajás, 10 anos de imobilização salarial.
 
 

Cléber Canoa

Para tranqüilidade dos amigos e familiares, Cléber Canoa aos poucos vai se recuperando do AVC que o acometeu na última semana. Sua situação atual, de acordo com informações advindas do Pronto Socorro, encontra-se estável. Mas continua aguardando uma vaga no HSJD, que reúne melhores condições de atendimento.

Interessante lembrar que o Canoa (enfermeiro de profissão) distribuiu de graça milhares de medicamentos aos necessitados, lutou por internamentos, por transportes médicos, e quando precisou, não teve quem o socorresse à altura dos serviços prestados à população. A não ser pela dedicação dos funcionários do PS com seus parcos recursos tecnológicos, Antônio Cléber não tem colhido o que plantou durante os anos de atividade intensa.   
 
 

Fantasmas

O preço do pluripartidarismo quem paga é a população. Vieram com aquela história de contenção de despesas, “choque de gestão”, moralização, desde o início do segundo mandato. Comentam que papel higiênico na prefeitura estava sendo usado dos dois lados. Mas não demorou muito para que a fatura fosse paga e o empreguismo viesse em profusão, onerando uma folha de pagamentos onde não existem recursos para tocar obras.

De parte do prefeito ele justifica que a arrecadação caiu 30% em relação ao ano passado. Pode ser. Mas quem não tem competência não se estabelece. Por que então abrir as burras para os boquistas? Faltam cadeiras onde sobram funcionários fantasmas. No sistema bipartidário a compra de partidos não funciona, porque não existem partidos para à venda. E quem não compra não tem de pagar.

 

Calhorda

Os bajuladores (geralmente interesseiros e funcionários da prefeitura) não perdem tempo em defender o inefável Simonides Quadros. Dizem que diferenças pessoais não devem ser levadas para os jornais. Concordo. Esse critério deve ser usado sempre que as forças se equivalham. Mas quando o agente público se vale da força de grupos para oprimir a uns e favorecer a outros, o direito muda de posição. Então cada qual usa as armas de que dispõe, desde que elas sejam restritas à ação pública do adversário. Por exemplo: Simonides foi plantado na Secretaria de Obras com vistas a eleger-se como vereador, proeza que não consegue se depender da sua simpatia (ou antipatia) pessoal. Nesse aspecto trata-se de um falso humilde. Um espertalhão do serviço público, um calhorda, enfim.    
 
 

Campanha

Vem aí mais uma campanha preventiva. Em nível nacional. Mais ou menos como nas campanhas pelo uso dos preservativos na ora do lê lê lê. O “x’ da questão está em não votar nos candidatos detentores de mandatos eletivos. A ideia é a de encurtar carreiras que parecem vitalícias. Endeusando-se a si mesmos, os políticos se esqueceram de que dependem do voto popular para continuarem em seus postos. Os brasileiros se cansaram de fomentar-lhes os vícios. E agora querem abortar a corrida ao pote de ouro substituindo os atuais. Não vai ser muito diferente. Mas pelo menos muda alguma coisa.
 
 

Para o bem e para o mal

Tancredo Neves foi um político de uma esterilidade à toda prova. Mas desde a era Getúlio Vargas, graças à sua habilidade, conseguiu manter-se no olho do furacão político. Nunca foi incomodado pelos militares que desde aquela época já ensaiavam a tomada de poder. Não existe na história republicana um político mais proficiente do que José Ribamar Sarney. Seja quem for que esteja no “puder” (quando não ele próprio) lá está o marido de dona Marli e sua prole. O festejado Milton Campos era um simpático direitista, quando todos eram de esquerda. Michel Temer nunca trocou de partido, mas trocou a mulher por uma beldade. É vice-presidente da República por adesismo.
A história do Brasil revela inúmeros políticos que andaram no sentido contrário do relógio popular. Mas que pessoalmente se deram bem. E muito embora alguns teimem em não reconhecer a realidade dos fatos, a verdade é que todos eles usaram os artifícios da ciência política, belas oratórias, e muita cara de pau para se manter na crista da onda. Pode-se ser bom político para o mal, e mau político para o bem. 
 
 

Maquiagem

Porque motivo (como está divulgado no Divinews) parte da prestação de contas relativa à publicidade da prefeitura está escondida na conta da Casablanca? São R$675.107,64, metade da verba (R$1.209.606, 83) despendida somente no primeiro trimestre deste ano. A lista não revela os nomes dos verdadeiros beneficiados. Entretanto, a caixa-preta não é capaz de disfarçar que essa verba foi destinada aos órgãos de comunicação, principais sustentadores do governo Vladimir Azevedo, e que por isso, não podem aparecer. Ou seja, o contribuinte paga para ficar na ignorância, sem saber de nada. Eu entendi quase tudo; só não entendi a razão dos centavos depois das vírgulas. 
 
 

O que eles disseram:

“Quem governa o Brasil é a FIFA”
Kajuru
 

 

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