Serra poder rachar PSDB para 2014

Publicado por: suporte


A declaração foi feita depois que o descontente peessedebista se reuniu secretamente o Eduardo Campos no último dia 15.

O quase ex-tucano disse que, “apesar do distanciamento político”, foi muito amigo do avô de Campos, o governador Miguel Arraes, e que recebeu abrigo da família em Paris na ditadura militar, quando os dois estavam exilados.

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Os afagos de Serra à Campos surgem no momento em que o governador Alckmin atua no PSDB paulista para conquistar apoio para viabilizar a candidatura de Aécio Neves à presidência.

O senador mineiro aposta que é uma questão de tempo até Serra aderir à idéia. Mas, desde que assumiu publicamente que está decidido a se tornar presidente da legenda, cargo almejado por Serra para não deixar a sigla, o ex-prefeito de São Paulo não esconde mais sua admiração por Campos.

O PPS, de Roberto Freire, também está no páreo querendo comprar o passe do tucano que quer sair do ninho.

Da Agência Estado
Sem resolver a crise de desconfiança entre os grupos de Minas Gerais e de São Paulo, o PSDB ainda tem de administrar a ameaça de cisão no partido na véspera da eleição do novo presidente, ao que tudo indica, o senador mineiro Aécio Neves. Nos bastidores, aposta-se que o atual vice-presidente da executiva nacional, o ex-governador Alberto Goldman (São Paulo), será convidado a permanecer no cargo.

Aliado de José Serra, Goldman disse ontem, no entanto, que só aceita ser indicado para o mesmo cargo se for para formar o consenso e se houver a certeza de que a futura executiva vai de fato trabalhar e não entrar num “jogo de faz de conta”. Segundo ele, “a executiva hoje não funciona como coletivo”. Afirmou que no ano passado ela só fez duas reuniões e, neste, tem uma programada para a semana que vem.

O senador mineiro afirmou ontem que, aos poucos, o PSDB está chegando a um consenso sobre a formação da nova executiva nacional do partido, que deverá ser comandada por ele. Lembrou que na segunda-feira terá um novo encontro com o governador Geraldo Alckmin.

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Na última terça-feira, Alckmin convidou Aécio a ir até o Palácio dos Bandeirantes. De lá, os dois sairão juntos para um seminário do PSDB.

Em outra frente de desgaste, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, ameaça deixar o PSDB caso seja aprovada a unificação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) interestadual. Virgílio alega que a Zona Franca de Manaus seria muito prejudicada com a aprovação da proposta enviada pela presidente Dilma Rousseff porque não teria mais tarifa diferenciada.

O governador Geraldo Alckmin apoia a unificação das tarifas, sob o argumento de que ajudará a acabar com a guerra fiscal entre os Estados. Arthur Virgílio havia se estranhado com Alckmin durante a campanha eleitoral porque o governador defendeu a extinção da Zona Franca. Na época, ele também ameaçou deixar o partido.

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