Em entrevista, o presidente do SINTRAM, João Madeira, explicou que em dezembro de 2012 foi realizada uma Assembléia quando a categoria fez as reivindicações abrindo a campanha salarial 2013 e que a deliberação da Assembléia foi encaminha para o pode Executivo, dando um prazo de 15 dias para que a administração municipal se manifestasse. Como a resposta não foi dada, segundo Madeira, novamente em janeiro foi feito um novo comunicado para o Poder Executivo solicitando que fosse aberto um canal de diálogo com a categoria.
Diante da falta de resposta para os servidores, segundo o presidente do sindicato. O SINTRAM então convocou uma nova assembléia que foi realizada na Câmara dos Vereadores e que lá a categoria votou pela paralisação e a mobilização que ocorreu nesta sexta-feira (08).
Diretores do sindicato afirmaram que o departamento jurídico da entidade sindical está examinando a possibilidade de entrar na justiça contra o município pela afirmativa do título do panfleto distribuído de que o SINTRAM FALTA COM A VERDADE.
João Madeira afirmou ainda que a mobilização era também para sensibilizar o prefeito para que ele abrisse a discussão da campanha salarial. Explicou ainda sobre o desencontro das informações que o Executivo dá e a verdadeira realidade: “o servidor quer a manutenção do gatilho tendo como base os índices do INPC e mais a recomposição real dos salários de 11% referente aos últimos quatro anos”.
Algumas crianças da Escola Municipal Padre Guarita, no bairro São Roque estiveram presentes reivindicando o transporte que foi cortado. Natan, de 12 anos disse: “A gente está aqui o que fizeram é muita covardia, andar 3 quilômetros todo dia com mochila pesada nas costas”. Segundo a diretora nesta situação existem 34 crianças.
O bloco compacto de servidores manifestantes começava na esquina da Avenida Primeiro de Junho com a Pernambuco e ultrapassava a entrada da garagem da Prefeitura, em uma estimativa de mais de 300 pessoas.
Somente depois da insistência dos servidores em serem ouvidos, foi que o secretário de Governo Antônio Faraco os convidou para subir ao gabinete do prefeito, sem a presença do chefe do Executivo, e abriram um diálogo, que mais pareceu uma ameaça, segundo alguns membros da Comissão de Negociação Salarial do SINTRAM.
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