Segundo Afonso Gonzaga, presidente regional da Fiemg, o objetivo da ação foi o de abordar aspectos de segurança com relação à produção e o manuseio dos fogos de artifício. Para Gonzaga, elementos essenciais devem ser considerados: procedência e conhecimento técnico do produto. Além de treinamento de combate a incêndio, deve-se ter o conhecimento do tipo de produto que vai ser usado em determinado evento específico; observar o calibre dos artefatos, e a distância de segurança dos espectadores.
A demonstração em Santo Antônio do Monte reuniu técnicos do SENAI, que através de ensaios e simulações de um teto produzido com material inflamável alertaram sobre os riscos da não observância das disposições de segurança dos produtos. Foram considerados para efeito de demonstração os fogos indoor (recinto fechado) e outdoor (qualquer área externa).
Por produzirem queima e liberarem gases tóxicos os fogos outdoor só podem ser utilizados em local aberto, e dependendo do tipo de artefato somente operados por técnicos responsáveis.
Durante a demonstração, Afonso Gonzaga se utilizou de um Sputnik, que alcança até cinco metros de altura, faz muita fumaça e chega a lançar chamas.
A fumaça de um Sputnik é suficiente para intoxicar alguém, se for usado em ambiente fechado. Os Sinalizadores, também avaliados no evento, apesar de produzirem menos faíscas, também causam riscos diversificados, disseram os técnicos.
Todas as demonstrações e esclarecimentos tiveram como premissa alertar a população sobre a importância da procedência e normas de utilização dos produtos. Neste sentido, Afonso Gonzaga destacou o trabalho realizado pelo Centro Tecnológico de Pirotecnia de Santo Antônio do Monte, que se destina a dar todo o apoio técnico e científico às indústrias de fogos de artifício. ”Nos últimos 10 anos, a produção em Santo Antônio do Monte passa por um processo de profissionalização e grande desenvolvimento, incentivada por ações que visam ao fortalecimento do polo produtivo, como mostra a inauguração do pioneiro Centro Tecnológico Oscar José do Nascimento”.
Gonzaga salientou ainda ser favorável a inibição, por parte do poder público, do uso indevido de equipamentos pirotécnicos, sem certificação e informações necessárias aos usuários. “É uma resposta, uma ação solidária, diante dos fatos ocorridos em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Nós, gestores do Centro Tecnológico, iremos continuar cumprindo o papel de garantir a qualidade de produção através de informações técnicas para uma produção de qualidade”, finalizou.
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