Servidores do Tribunal Superior Eleitoral fazem farra com hora extra – Ministra vai apurar gastos

Publicado por: suporte

Em conseqüência da farra e da divulgação os servidores do topo do organograma do Tribunal Superior Eleitoral foram exonerados. Segundo o Diário Oficial o direto-geral Alcidez Diniz, homem de confiança da presidente da Corte, Carmem Lúcia (à esq.), e a secretária de Controle Interno Mary Ellen Madruga.

O episódio manchou a imagem de uma das instituições que os brasileiros consideravam uma das instituições mais sérias do país, segundo uma pesquisa realizada recentemente.

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Segundo a publicação, há relatos sobre servidores que iam ao tribunal no fim de semana de bermuda e camiseta só para registrar o ponto da hora extra e voltavam no fim do dia para nova marcação. No TSE, o registro é feito por meio do método biométrico, com a digital do funcionário. Funcionários do tribunal disseram ao site Terra que já havia indícios de descontrole no pagamento das horas extras. Segundo esses servidores, há casos de pessoas que chegavam para trabalhar às 7h e saíam por volta da meia-noite, sem necessidade comprovada.

A ministra Cármen Lúcia, presidenta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou rigorosa apuração das denúncias de irregularidades no pagamento de horas extras no período eleitoral de 2012. Denúncias que resultaram, inclusive, na exoneração (a pedido) do diretor-geral do tribunal à época, Alcides Diniz, substituído no cargo, em 14 de dezembro, por Anderson Vidal Corrêa.

A relação com os nomes dos funcionários que receberam horas extras no período eleitoral está disponibilizada na página do tribunal na internet, com os respectivos valores adicionais para cada um, e será feita sindicância caso a caso, de acordo com a assessoria de imprensa do TSE.

Na verdade, segundo a assessoria, os gastos com horas extras no período eleitoral, em especial de setembro a novembro, foram maiores que nas eleições de 2010, em decorrência, principalmente, de terem sido as primeiras eleições sob influência da Lei da Ficha Limpa, que aumentou consideravelmente o número de processos analisados na época.

As greves dos servidores da Justiça Eleitoral e dos funcionários dos correios, às vésperas das eleições, também contribuíram para aumentar a concentração de trabalho.

FONTE: Agência Brasileira de Noticia

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