Ainda que, para muitas, a questão se resuma a gosto pessoal, a maior parte dos médicos não aprova essa conduta. “Os pelos têm função protetora”, explica Denise Coimbra, ginecologista. Assim, se livrar deles totalmente pode abrir o organismo da mulher a fungos e bactérias que causam, entre outras doenças, a vaginite. Por isso mesmo, o melhor desenho é aquele que mantém os pelos na entrada da região genital, onde se concentram esses organismos.
A depilação total já vem sendo questionada também em sites e revistas estrangeiros, provando que a moda da depilação à brasileira está por todos os cantos. Os profissionais todos concordam: devido à presença desses fungos e bactérias, quem faz a depilação íntima pode diminuir a imunidade, além de abrir a porta para infecções e inflamação da pele.
Quem quer adotar mesmo assim precisa tomar cuidados. O melhor método é mesmo a cera, já que tirar todos os pelos de uma região tão sensível com lâmina, por exemplo, pode desencadear uma desagradável foliculite. Porém, fique de olho na temperatura: como a pele da região genital é mais sensível que a do resto do corpo, se o material estiver muito quente você pode sofrer com inchaço e irritação.
Outra opção são os lasers, que devem ser feitos sempre com o acompanhamento de um médico, especialmente devido à sensibilidade da área, e devem usar uma potência mais baixa do que para o resto do corpo.






