Termina o mandato em total descrédito, com suspeita de maquiagem nas contas públicas e com uma rejeição hegemônica. As enquetes não mostram um único cidadão que confirme ter votado nele. Seria bom que a oposição fizesse uma reavaliação de sua conduta no processo eleitoral que permitiu a sua reeleição com apenas 32% dos votos dos divinopolitanos.
Em 2013, provavelmente o prefeito continuará colocando a culpa de suas fragilidades no governo federal. Além de tudo é mal agradecido, afinal Lula e Dilma trouxeram-nos muito mais benéficos que Aécio e Anastasia (do seu PSDB). E até mesmo o ajudaram a eleger-se com o Minha Casa Minha Vida, que ele mudou o nome para Divino Lar.
Do legislativo, espera-se muito. Principalmente coragem e autonomia. Assim devem ser os poderes da república.
Nos últimos quatro anos assistimos, com raríssimas exceções, vereadores que se contentaram em ser despachantes de luxo da administração municipal, mais preocupados em transformar o seu mandato em um balcão de negócios. Muitos deles, felizmente, pagaram caro por isto.
Espera-se que o atual legislativo, formado na sua maioria por novas lideranças, encontre um caminho novo a trilhar. Lembrem das promessas de campanha e não se esqueçam das recomendações contidas na Constituição Federal: elaborar leis que melhore a qualidade de vida de nossa gente e fiscalizar o executivo.
Mas na verdade, o que os divinopolitanos (e brasileiros) mais querem é que os eleitos entendam o grau de desconfiança e descrédito dos representados e comecem a fazer política com ética e moralidade. É muito triste ter que encher o plenário da Câmara de Vereadores toda semana, para evitar que os nossos representantes votem matérias contrárias aos nossos interesses. Até porque, eles foram eleitos para defender o povo. Não sendo assim, para que eles servem?






