Como uma forma de conquistar a simpatia do Presidente Anderson Saleme e despertar nele o espírito de magistrado do Legislativo e independente do Executivo. Colocaram uma faixa logo na entrada da garagem da Câmara com os dizeres: “Parabéns vereador Anderson Saleme pelo 3º mandato. Continue assim. Rosangela Martins e família”.
O clima na Câmara foi tranqüilo. Mas, as palavras de ordem ecoaram no plenário vindo de várias pessoas que atenderam a convocação feita via internet. O primeiro vereador a sentir a pressão foi Beto Machado (PSDB) que pretendia ler um relatório/balanço do seu mandato. Foi vaiado, isto por que em uma reunião anterior ele adjetivou algumas pessoas de “mal amadas”. Beto não conseguiu terminar seu pronunciamento pois outro grupo de pessoas começou a cantar a musica “Esta chegando a hora…”. Diante do episódio não lhe restou outra saída a não ser encerrar seu pronunciamento.
O presidente em exercício, Edmar Rodrigues, tentou controlar as manifestações e chegou a ameaçar que mandaria retirar as pessoas do plenário.
Adair Otaviano criticou a ausência do tribuno que segundo informações seria motorista do prefeito Vladimir Azevedo. Depois criticou a atuação da Copasa.
Já o vereador Edson Sousa, com seu peculiar discurso, afirmou que: “É golpe em cima de golpe” e denunciou que um novo Colégio de Líderes tinha sido formado para votar vários projetos, entre eles o do aumento dos vereadores. E, surpreso, quando perguntado, afirmou que o vereador do PMDB, Adair Otaviano era uma das assinaturas no acordo.
Segundo a presidente do PV, Iris Moreira, desde cedo, o líder do governo, Edmar Rodrigues procurou pela vereadora e por ela (Iris), tentando negociar que a edil retirasse a emenda que havia sido protocolada na tarde de ontem, quarta-feira (26), e que esta emenda impedia a votação do projeto do aumento dos vereadores e do prefeito. O editor do Divinews ao chegar no gabinete do vereador Edson Sousa, encontrou Edmar Rodrigues tentando convencer Heloisa Cerri a retirar a emenda e em troca ele comandaria a não votação do projeto que vendia os imóveis do município e o do empréstimo de R$ 21 milhões.
Posteriormente a vereador concordou com a negociação, pois sabia que o governo tem maioria na Câmara e mais cedo ou mais tarde, diante de tantas manobras, o pequeno grupo oposicionista poderia perder tudo. Já que existia como existe o desespero do Executivo em fechar as contas. Então ela preferiu preservar o patrimônio público da cidade retirando a emenda e votando contra o aumento dos vereadores.
Exceto a vereadora Heloisa Cerri, Edson Sousa e Roberto Bento, todos os demais vereadores votaram favoravelmente ao aumento até mesmo os que não foram reeleitos, como Beto Machado, Pastor Paulo César, Geraldinho da Saúde e Paduano que não disputou a eleição, preferiu apoiar seu sobrinho Marquinhos Clementino.
Imagens da finalização das negociações politicas que começaram no plenarinho da Câmara. O procurador da Câmara, Roberto Franklin se compromete com a vereadora Heloisa Cerri a fazer com que as conversas acordadas fossem honradas. Ele entrou como o “fiel depositário político” do que foi conversado. Dando segurança à edil de que a palavra dos vereadores que eles retirariam os projetos do executivo em troca dela retirar a emenda fosse comprida.
![]() |







