Como a Revista Veja inaugurou o jornalismo/denúncia baseado em uma suposta entrevista que não foi confirmada pelo entrevistado (Marcos Valério) e a oposição denunciou ao Ministério Público Federal que acatou. O Divinews também fica com a prerrogativa de noticiar a denúncia anônima do suposto uso de verba carimbada para pagar a folha de setembro.
A denúncia através dos vereadores de oposição é de difícil investigação e constatação, se for verdade. Pelo tempo, final de mandato e dificilmente, ou quase impossível, que a administração venha a confessar o provável delito. Então, a não ser que o Ministério Público interfira, tudo vai ficar como antes, lembrando o dito popular: “ Estará tudo como dantes no quartel d’Abrantes”.
A frase “está tudo como dantes no quartel d’Abrantes” remonta ao início do século XIX, quando Napoleão Bonaparte invadiu a Península Ibérica e Portugal foi tomado pelas forças francesas sob o comando do General Junot. Àquela época, uma das primeiras cidades invadidas pelos franceses foi Abrantes, próxima a Lisboa, em 1807 e lá, o general francês instalou seu quartel-general e se fez intitular Duque d’Abrantes.
Como Portugal se encontrava politicamente acéfalo, pois, D. João VI e sua corte se encontravam no Brasil, o General Junot permaneceu no poder sem resistências, provocando o surgimento de um dito irônico, pois, a quem se perguntasse como iam as coisas, a resposta era sempre a mesma: “Está tudo como dantes no quartel d’Abrantes”.





