Rogério Correia afirma que uma coisa é o Mensalão do PSDB e outra coisa é a Lista de Furnas, são duas coisas diferentes. A Lista de Furnas teve sua autenticidade provada pela Policia Federal, embora o PSDB tenha contratado um perito de fora, de outro pais, que mais tarde comprovou-se ser o profissional uma fraude, sendo inclusive preso. Sobre o episódio Rogério chegou a ganhar direito de resposta no Jornal Estado de Minas que fez uma matéria denegrindo sua imagem. Contou ainda que o deputado estadual Domingos Sávio fez tudo para cassá-lo, mas não conseguiu. Sobre a prisão de Newton Monteiro, Rogério disse que a prisão dele foi em conseqüência de outras coisas e não como divulgaram, da montagem da Lista de Furnas, que está mais do que provada a sua autenticidade. O parlamentar em entrevista ao Divinews disse que os nomes que constam na Lista são reais, se receberam e o que fizeram com o dinheiro é outra situação. Ele dar o exemplo do deputado estadual Antônio Julio (PMDB) que reconhece o valor que aparece na Lista de Furna, assim como o ex-deputado Roberto Jefferson.
Há alguns dias, o deputado Domingos Sávio negou, através da sua assessoria parlamentar, Leticia Ennes, que o seu nome estivesse em qualquer lista, dizendo que a lista era uma fraude e que ela teria sido falsificada por Newton Monteiro que inclusive foi preso por isso. Já a assessoria do deputado Jaime Martins, Elias Costa, não se manifestou e nem entrou em contato com o parlamentar.
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O Conversa Afiada republica matéria do site
Continua depois da publicidade Amaury Ribeiro Jr. – Do Hoje em Dia A procuradora da República no Rio Andrea Bayão Ferreira denunciou o ex-diretor de Planejamento de Furnas, Dimas Toledo, e um grupo de empresários e políticos acusados de participarem da chamada Listas de Furnas – a caixinha de campanha clandestina que funcionou na empresa estatal durante o governo de FHC. A denúncia reúne um arsenal de documentos da Polícia Federal e da Receita Federal que, além de atestar a veracidade, comprova a existência de um “mensalão” organizado por Dimas na estatal. De acordo com a procuradora, o mensalão de Furnas provocou o enriquecimento de funcionários públicos, empresários e lobistas, acusados de alimentarem os financiamentos ilegais de campanha políticas dos tucanos e de seus aliados com o dinheiro público. Segundo a denúncia, o esquema era custeado pelos contratos superfaturados assinados pela estatal com duas empresas : a Toshiba do Brasil e a JP Engenharia Ltda. As duas foram contratadas sem licitação pública para realizar obras no Rio . “ O diretor Dimas Toledo reproduziu, em Furnas, o esquema nacional que ficou conhecido como ‘ mensalão’ – um esquema de arrecadação de propina – na ordem de milhões, custeado mediante o superfaturamento de obras e serviços”, diz a procuradora na denúncia. A lista A lista de Furnas, assinada pelo próprio Dimas Toledo, traz o nome de políticos que receberam doações clandestinas de campanha da empresa estatal em 2002. Entre os beneficiados estão os ex-governadores de São Paulo e de Minas Gerais, e outros 150 políticos. Réus confessos Os próprios executivos da Toshiba do Brasil – uma das empresas que financiavam o esquema – confirmaram a existência de um caixa dois que sustentava mesada de servidores e políticos. O superintendente Administrativo da empresa japonesa, José Csapo Talavera, afirmou, por exemplo, que os contratos de consultoria fictícios das empresas de fachada, até 2004 , eram esquentados por um esquema de “notas frias”. Escuta quente As escutas da Polícia Federal desmentem que o lobista Nilton Monteiro teria tentando falsificar a lista. Pelo contrário. “Durante a intercepção das linhas telefônicas usadas por Nilton Monteiro, nada foi captado que indicasse a falsidade da lista, ao revés, em suas conversa telefônicas, inclusive com sua esposa, sustenta que a lista é autêntica”, diz a procuradora. Jefferson confirmou Um dos políticos citados na lista, o ex-presidente do PTB e ex-deputado Roberto Jefferson(PTB) também confirmou à PF a veracidade do documento. De acordo com o depoimento anexado à denuncia do MP, Jefferson disse ter recebido, na campanha para deputado federal em 2002, R$ 75 mil da estatal. A grana foi entregue pelo próprio Dimas Toledo a Jefferson num escritório no centro do Rio. Peritos Mas a prova cabal de que a lista de Furnas é mesmo verdadeira acabou sendo fornecida por peritos da Polícia Federal. Em depoimento à PF, além de confirmarem a autenticidade da assinatura de Dimas Toledo, os peritos descartaram a possibilidade de montagem. De acordo com a denúncia, a lista com o nome de políticos que receberam doações clandestinas da estatal teria sido elaborada pelo próprio Dimas Toledo, que pretendia usá-la para manter-se no cargo. O próprio diretor da estatal teria entregue o material ao lobista, que tentou l negociá-la com os adversários políticos do PSDB. Trânsito Dimas Toledo confirmou que o lobista tinha trânsito livre na estatal. Dimas disse ter, inclusive, marcado um encontro do lobista com o departamento jurídico da estatal. Além de Jefferson, o MPF denunciou Dimas Toledo, mas deixou de fora caciques do PSDB citados, sob o argumento de que eles são alvos específicos de uma investigação da PF e do MPF sobre os beneficiários da caixinha de campanha alimentada pela empresa estatal. Vara da Fazenda O destino de Dimas e de outros operadores de Furnas será julgado pela Vara da Fazenda do Rio. Apesar de Furnas ser uma empresa estatal, a Justiça Federal do Rio encaminhou a denuncia do MPF à Justiça Estadual Fluminense.
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http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/os-nomes-e-valores-da-lista-de-furnas







