A história começou quando o vereador Beto Machado ao fazer uso da palavra na ultima terça-feira criticou a linha do programa eleitoral da vereadora Heloisa Cerri que é candidata a prefeita de Divinópolis, não dizendo o nome da vereadora de forma direta, mas deixando transparecer de forma subliminar de quem estava falando.
Ao dar uma entrevista para o determinado jornal através da jornalista Amanda Quintiliano, o vereador também não disse o nome literalmente, mas por metáforas e jogos de palavras deixou quase claro de que estaria falando de Heloisa Cerri. Do suposto imaginável ataques da vereadora Heloisa Cerri ao prefeito Vladimir Azevedo e a imprensa corrupta, a que vestiu a carapuça.
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Na sessão plenária desta quinta-feira, o vereador Edson Sousa, de posse do jornal ficou indignado com a matéria escrita e questionou a fala do vereador para a jornalista do tal jornal. Beto negou que tivesse falado o que estava escrito de forma explicita. Mas ao final, na tribuna, acabou confessando de que se referia a vereadora Heloisa Cerri. Isto deixou o vereador Edson ainda bastante chateado que, não gostou da postura do Beto avisando que vai fazer um levantamento da votação de todos os projetos do Executivo em que ele (Beto) e os vereadores da base votaram projetos de interesses do prefeito e seu grupo e contra o povo e que agora querem escondem seus posicionamentos de governistas.
Voltou novamente à baila, o assunto das boquinhas na prefeitura. Os edis concluíram que a primeira vez que o assunto foi falado na Câmara partiu do próprio Beto Machado, que na ocasião era líder do prefeito, mas por ser desafeto do vice-prefeito Francisco Martins, jogou no ventilador e citou de forma tácita o excesso de boquinhas principalmente no gabinete do vice-prefeito.
Varia vereadores pediram aparte para falar sobre o polêmico assunto que dominou a sessão ordinária. O discurso mais coerente segundo a própria oposição veio do vereador Rodyson do Zé Milton que pediu que as questões partidárias, pela época das eleições fossem discutidas após as 17 horas ou depois do termino da sessão ordinária, que o ambiente seja amistoso entre os pares. Rodyson capitalizou o tom conciliador em cima do embate que Beto criou.
O vereador Adair Otaviano reforçou a questão da boquinha, com o superlativo de BOCÃO e não boquinhas na prefeitura. Edson encerrando lembrou para Beto que ele precisa ter mais coerência, pois fala uma coisa e depois desdiz, como na época que disse que se não fosse eleito presidente não disputaria mais as eleições. “Tá aí disputando” afirmou o Edil.
Transcrição do pronunciamento do vereador Beto Machado (PSDB)
| Pronunciamento Vereador Beto Machado – 26 de fevereiro de 2009 Continua depois da publicidade Senhor presidente, Estamos aí há um pouco mais de um ano e meio do pleito eleitoral de 2010. Mas a reflexão que eu quero e essa casa, nós como fiscalizadores e legisladores, fiscalizadores do Poder Executivo, porque é lamentável que nós temos um candidato à deputado estadual, que é o nosso vice-prefeito, José Francisco Martins, que todos nós sabemos que é um futuro candidato a deputado estadual. E no nosso entendimento, lamentavelmente, inclusive o nobre vereador Edson Souza manifestou há alguns dias atrás, que no seu gabinete, na prefeitura, tem mais gente lá do que no campo do Guarani ontem ou no Mineirão. Todos aguardando uma boquinha. Nós não vamos aceitar, que o vice-prefeito, evidentemente, ele tem nesta gestão, uma gestão compartilhada, até como secretário do desenvolvimento, mas que não interfira. Porque ,na verdade, entendemos que, cabe ao Prefeito, Vladimir Azevedo, quando ele estiver nas suas atribuições, deliberar e não ao vice prefeito. Inclusive na semana passada, lamentavelmente, recebi uma informação de que o senhor vice-prefeito tinha determinado a um secretário que tomasse uma certa atitude com voluntários. Eu não vi tantos voluntários no gabinete do vice-prefeito, tantos voluntários, inclusive ex-vereadores, vereadores derrotados, aguardando a famosa e conhecida boquita. Então senhor presidente, essa casa tem que ficar atenta. E eu estarei atento, não aceitarei que a anti-ética seja aplicada, principalmente nesses órgãos, a qual, principalmente no órgão Executivo, a qual, nós como Executivos temos que fiscalizar. Portanto, estarei atento e sei que essa casa vai estar atenta a atitudes que não sejam a realidade proposta por esta nossa administração. Portanto, deixo aqui a minha indignação, deixo aqui a minha insatisfação. Portanto, que o vice-prefeito chegue e pense que ele é o vice-prefeito e não o prefeito dessa cidade. Pronunciamento Paduano Meu caro presidente em exercício, nosso amigo Anderson Saleme, secretário, segundo secretário Rodyson, demais colegas vereadores aqui presentes, funcionários dessa casa, pessoas que nos visitam nessa tarde, pessoas que nos ouvem, nos assistem pela TV Câmara, meus senhores, minhas senhoras, nosso boa tarde. Senhor presidente, eu vou até mudar o foco do meu pronunciamento hoje. É o seguinte, eu tenho por bem e por mania e até por ética, daqui da minha tribuna ouvir todos os pronunciamentos de meus colegas e também dos tribunos. E é muito bom que a gente procure ouvir pra sentir de perto o quanto essa Câmara Municipal através de seus componentes, os vereadores, estão empenhados no bem-estar de nossa cidade. A princípio, quanto ao pronunciamento da Dra. Heloisa Cerri, eu até entendia que a Dra. Heloisa Cerri estava fazendo uma oposição sistemática, radical. Mas no decorrer do tempo eu entendo que o pronunciamento da Dra Heloisa, principalmente na área da saúde, é algo muito importante, porque ela é profunda conhecedora, é uma médica que atende a todo aquele, principalmente as pessoas mais humildes. Então, nós temos que estar muito atento para ouvir. Na última prestação de contas da SEMUSA, nós “tava” presente, eu tive a oportunidade também de ouvir atentamente todos ao decorrer da apresentação, da prestação de contas, alguns números. E como números, Geraldinho, são números, mas nos preocupam. Eu tô dizendo Dra. Heloisa Cerri porque ela sempre traz preocupações em relação, porque é um conhecimento. Mas vossa excelência estava presente também e pode notar, em um determinado momento da prestação de contas eu vi números que eu guardei. Na prestação de contas tava assim, no trimestre -outubro, novembro e dezembro de 2010 – a SEMUSA gastou com folha de pagamento de funcionários 15 milhões e 300 mil no trimestre. Dividindo por 3 dá 5 milhões e 100, 1.400 funcionários, dividindo por 1.400, hoje, a SEMUSA paga R$3.600 por funcionário, individualmente por funcionário. Quer dizer, nós entendemos que é caro. E hoje, também pelos números, nos foi revelado, que a arrecadação da União neste período, 15 milhões em números redondos, estado 6 milhões, município 12 milhões e aplicações 300 mil. Que que acontece, acontece que quando deu o número do estado, aí lá tava assim, inclusive 5 milhões que vão ser aplicados no Hospital. Quer dizer, tirando esses 5 milhões, sobra 1 milhão e pouco neste trimestre, só que o estado tem contribuído para o município de Divinópolis. Quer dizer, como que o município vai fazer? Hoje, o município hoje gasta 43% com folha de pagamento e tantas outras coisas, como que nós vamos ter investimento, se hoje 43% é gasto com folha de pagamento? Tem mais saúde, educação, tem a Câmara. Então, quando chega no momento de investimento a dificuldade taí. O que que acontece… Será que nosso município, com todo respeito, não tornou-se um cabide de empregos? Porque a gente vê hoje um número muito alto, muito grande, de funcionários. Mas a gente não sabe, eu não sou administrador, eu não estou ali. Então, havia uma necessidade premente, urgente, de que fosse diminuído esse número, esse valor de folha de pagamento, para que nós tivéssemos investimento. Geraldinho da Saúde: Uma parte, uma parte Paduano Paduano: Pois não, nobre colega. Geraldinho da Saúde: O vereador traz um tema muito importante e sério mesmo. Eu quero até alertar porque nós temos que preocupar com os servidores de carreira, existe o PCCS da saúde para ser discutido. Como vossa excelência coloca aí, a questão da preocupação com o número excessivo de pessoal e com a pouca resolutividade dos problemas que a gente vê hoje, com tantas falhas. Quando se chaga a essa casa, tantas denúncias, demandas e tudo mais. Acho que isso aí é porque, não sei o que está acontecendo. Nós temos que aproveitar melhor é os funcionários de carreira, valorizá-los como tal e deixar de lado o empreguismo. Essa é a verdade. Como o senhor tem falado, como o senhor nos alertou mesmo para a questão da receita e despesa. Essa despesa com nós temos com o pessoal é um número excessivo. Será que tá tendo tanta resolutividade, com tanto pessoal trabalhando? Parece que não. A baixa cobertura da atenção primária é a resposta para tudo isso. Parabéns para o senhor. Paduano: Nós é que agradecemos. Edson Souza: Uma parte, nobre vereador. Paduano: Pois não, nobre colega. Edson Souza: Eu queria parabenizar vossa excelência porque essa crítica nós temos feito aqui há mais de 30 dias, desde quando apresentou o relatório do último quadrimestre de 2010. É inconcebível uma prefeitura que deixa 18 milhões de resto para pagar. E nós já falamos, que se o senhor prefeito se ele não colocar os 100 “cabo eleitoral” dele na rua, não dá conta não. Ali um ganha 5 mil, outro ganha 4.500, outro ganhando 3.200. E vou te falar uma coisa Paduano, em primeira mão: o prefeito tá mandando para essa casa criando mais uma estrutura administrativa. Tomara que eles venham me desmentir, que aí eles abortaram. Criando mais boquinha, para a turma do Vladimir e pra turma do Domingos Sávio. Virou um cabide de emprego essa prefeitura. Quando eu falo, as pessoas acham ruim, agora quando o Paduano fala, é porque a coisa chegou ao extremo. Até o Paduano tá criticando, é porque ele não dá conta mais. Parabéns pela sua fala. Paduano: Nós que agradecemos vereador Geraldinho e o vereador Edson. Mas é uma preocupação senhor presidente, nós estamos vendo aqui, em todas as reuniões, a situação que estão os nossos bairros, é uma realidade. A gente não tem de entrar, nós estamos vendo. A gente não tem de entrar. Então, o que eu entendo. Nós precisamos ter mais respeito com o errário público porque dizem que comprar votos é crime. Mas se torna quase que uma compra de votos para um futuro porque é o funcionário, é o empreguismo, isso é perigoso. Eu não estou aqui querendo criticar quem quer que seja, eu estou aqui preocupado, como nós todos vereadores estamos. Eu citei o nome da Dra. Heloisa Cerri porque sempre Dra. Heloisa, está bastante preocupada e a gente tá notando, essa preocupação é de todos nós.Portanto, essa palavra aqui de hoje não é uma palavra de crítica, é uma palavra de alerta, porque nós precisamos. Divinópolis, nós estamos vendo aí, o orçamento, presidente Anderson, é muito pequeno em relação a demanda de Divinópolis, nosso orçamento é 400 milhões. Nós tiramos 43% de folha de pagamento, são salários, são encargos sociais, vale-transporte,vale-refeição, que tudo se torna salários. Então essa preocupação nós temos, nós temos que preocupar mesmo porque a situação nossa, administrativamente, não está boa, tem que ser olhada, tem que ter o máximo de cuidado, para que nós amanhã ou depois, nós não tornemos um caos. O que vai ser de nós amanhã ou depois com a situação que nós estamos vendo? Investimentos nós estamos vendo, nossos deputados, por exemplo, as verbas deles, não são todas dirigidas a nós, hoje o centro-oeste quase todo é atendido. E a verba pessoal de um deputado, é muito pouco, 13, 14 mil. Então, nós temos que cuidar bem do nosso orçamento, da nossa arrecadação, para que nós possamos trabalhar em função de melhorar a situação do divinopolitano. Senhor presidente, essa é nossa palavra e muito obrigado. Anderson Saleme: O vereador Paduano consegue em poucas palavras esclarecer bem essa grande dificuldade que o município tem de investir na melhoria da qualidade de vida da sua população. Realmente, a folha de pagamento consome mais de 50, quase 60% do nosso orçamento e outras áreas como saúde e educação consomem o resto. E isto causa até certo desânimo porque as melhorias não acontecem e a população passa a ficar sem fé, sem paciência e às vezes desconta em pessoas que não tem culpa da situação que acontece atualmente.
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