BOM DIA DIVINOPOLIS: “Rodrigo Resende critica mais uma vez a terceirização do tratamento do esgoto” ( 27 de julho de 2011 )

Publicado por: suporte

O atual candidato, a vice-prefeito na chapa de Vladimir Azevedo, chama-se Rodrigo Resende ele é do PDT, porque, filiou-se recentemente, antes era de um partido nanico, o PSL.

Acontece que Rodrigo Resende por duas vezes foi adversário de Vladimir Azevedo. Uma das vezes foi em 2008, quando disputou a prefeitura contra o próprio Vladimir, pois ele era vice de Geraldinho Martins, que é irmão do deputado federal Jaime Martins que atualmente também apóia Vladimir Azevedo (PSDB). Naquela época Rodrigo quanto Geraldinho Martins e o próprio Jaime já “batiam” politicamente em Vladimir.

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Em outra eleição, em 2010, Rodrigo Resende, foi candidato a deputado estadual pelo PSL, (2111 votos) como âncora da candidatura optou por criticar ferozmente a administração , leia-se a proposta para o tratamento do esgoto do seu atual companheiro de chapa. Não perdia uma oportunidade em qualquer debate ou entrevista que fosse. Também em 2010 tinha como adversário o seu atual presidente no PDT, Chiquinho Martins, que na época era outro candidato a deputado Estadual.

A interrogação que a população está fazendo, desde que ele assumiu a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, já exonerado, para ser candidato, é como se deu essa mudança brusca de entendimento, foi convencido ou apenas o pragmatismo da política, a realpolitick que a senadora Marta Suplicy em artigo para a Folha desnudou como as conveniências.

Leia o artigo de Marta Suplicy
O modelo “realpolitik” se esgotou e parece que nem todos estão percebendo. Não dá mais para viver essa praga que se entranhou no sistema político brasileiro. Erva daninha que corrói valores, exclui a participação, nega a democracia, desestimula o mérito e ignora a ética.

Nascida na Alemanha, a expressão “realpolitik”, segundo Luis Fernando Verissimo, é um termo invocado quando um acordo ou arranjo político agride o bom-senso ou a moral.

Os cidadãos eleitores, que ainda se dão ao trabalho de acompanhar a política, não suportam mais essa prática. Podem até entender a necessidade das composições, alianças e acordos que se tornaram imprescindíveis no Brasil muito em função do nosso sistema eleitoral, do número de partidos e do quanto tornou-se precioso o tempo de TV.

Os que criticam essa modalidade e as formas de fazer política, vistas como “normais” há décadas, têm hoje consciência de que elas são um terrível mal que compromete a ação de governar. Mas quando, pela sua simbologia, ferem os limites do bom-senso e têm a marca do estapafúrdio, tornam-se incompreensíveis para a população e são por ela rechaçadas. Encontram-se além dos limites da própria “realpolitik”.

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Os sentimentos de indignação, insatisfação e, por fim, impotência estão fazendo com que uma parcela grande das pessoas se desinteresse pela política. A maioria dos jovens quer distância. E o povo, mais escolado, começa a achar “tudo igual”, o que acaba provocando o mesmo desinteresse.

A luta pela democracia no Brasil conseguiu eletrizar forças e corações que não suportavam viver num país sob ditadura. Cada um reagiu à sua maneira. Mas muitos morreram e sofreram pela liberdade. Esse resgate da democracia é tão importante que não poderia ter sido contaminado por práticas seculares que nos acorrentam à uma malfadada forma de fazer política. Esta mesma que aliena o povo que se vê –e se sente– excluído e desrespeitado.

Mas nem tudo está perdido. Tem gente formulando, e outros remoendo, novas práticas e métodos, buscando diferentes formas e canais de interação social e política. Um novo modelo que contemple e dialogue com os vários segmentos e forças heterogêneas da sociedade. Uma construção distante dos métodos agonizantes e ultrapassados que ainda hoje vigoram. Uma transição necessária, e imprescindível, que já passou da hora de acontecer.

Não está claro como, e em quanto tempo, se dará o nosso processo de libertação da chamada “realpolitik”. Mas, que esse sistema político e eleitoral que vivemos chegou à exaustão, tenho clareza.”


Em outra matéria/artigo vamos falar da realpolitik em Divinópolis, quanto todos os interesses de todas as matizes ideológicas se juntam,  para alguma coisa que a população não sabe exatamente o que, pois está travestido de sentimento cívico da união para o bem da cidade.

Veja nos links abaixo a realpolitik na prática

Áudio/texto

O engenheiro Rodrigo Resende critica mais uma vez a terceirização do tratamento do esgoto do município e questiona o município sobre a publicação do contrato firmado com Estado e COPASA. Rodrigo Resende fala dos valores negociados e diz que boa parte vem sendo gasta com a publicidade sobre a despoluição do Rio Itapecerica.

Vídeo do debate no CEFET em 2010

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