O nome literal “Mensalão” foi uma peça de ficção criada pelo ex-deputado federal Roberto Jefferson para o pagamento de valores, que o procurador Geral da República, Roberto Gurgel, em sua sustentação oral na sexta-feira (03) no Superior Tribunal Federal no segundo dia do Julgamento da AP470, não confirmou haver pagamento mensal, logo se não existiu o pagamento sistematicamente todo mês, a palavra mensalão não se aplica, foi a grande mídia piguiniana (PiG) que gostou do sensacionalismo que Jefferson usou na denúncia e começou a utilizá-la.
O Mensalão do PSDB, envolvendo a famosa Lista de Furnas que a grande mídia, por conveniência de posicionamento partidário não tem falado. Estão sim discutindo a autenticidade da lista em que aparecem vários parlamentares mineiros, inclusive divinopolitanos. Mas, esta matéria será pauta do Divinews em outro momento.
Murilo de Aragão, cientista político, no programa Painel da Globo News, na noite de sábado (04/08) reforçou o título desta matéria, dizendo da existência de mensalões e mensalinhos de todas as matizes partidárias em muitas prefeituras do país. Já outro cientista político, Carlos Melo, também presente no Painel concluiu que o Mensalão e os Mensalinhos municipais não são efeitos e sim o causa de um sistema de governo.
Os eleitores devem ficar atentos, pois os mensalinhos podem começar bem antes de um governante ser eleito. Se as propostas de um candidato, em 2012, falamos de prefeitos, apresentarem planos ou pior, compromissos de governos rocambolesco e uma lista extensiva de promessas, como foi o caso do agora prefeito Vladimir Azevedo, não factíveis com a realidade, difíceis de serem cumpridos, isto por que as propostas para serem implantadas precisam passar pela aprovação do Legislativo, e, o bloco político do candidato a prefeito eleito não tiver conseguido eleger a maioria dos vereadores na Câmara, para que ele consiga governar, diante do sistema político do país, só tem existe um caminho , o acordo.
Aí está o inicio do mensalinho municipal. O oferecimento ou o pedido de cargos na prefeitura para os apadrinhados dos vereadores que comporão a base de sustentação política do prefeito, que sempre votarão os interesses do executivo, que nem sempre são interesses republicanos e interesses da população – Alguns vereadores de Divinópolis, da base aliada, chegam a ter mais de dez, quinze cargos na prefeitura. E o que é pior, existe comprovação que alguns vereadores exigem uma parte do salário do servidor que ele indicou para trabalhar na prefeitura ou até mesmo na própria Câmara. Isto sim é o mensalinho indireto.
Outro tipo de mensalinho municipal são as obras negociadas. O executivo promete fazer obras no reduto eleitoral do vereador, como exemplo, calçar algumas ruas em troca do apoio do edil não só para votar seus projetos mais defendê-lo com unhas e dentes contra os ataques da oposição. Isto quando não envolve dinheiro diretamente para o vereador, neste caso, são votações de projetos que envolva interesse da iniciativa privada, como exemplo, mudança de zoneamento, doação de terrenos entre outros.
Então, quando os cidadãos perceberem que o chefe do executivo, o prefeito tem uma tropa de choque de vereadores, sempre dispostos a votar tudo que ele envia para a Câmara, a defendê-lo tenazmente, a enfrentar até mesmo a fúria dos eleitores, desconfie.
Segundo um texto de uma matéria de uma revista, os políticos disputam com unhas e dentes, a ocupação de cargos em todos os níveis de governo, da Esplanada dos Ministérios às câmaras municipais. Por que os políticos fazem tanta questão de ter cargos no governo? Para uns, o cargo é uma forma de ganhar visibilidade diante do eleitor e, assim, facilitar o caminho para as urnas. Para outros, é um instrumento eficaz para tirar do papel uma idéia, um projeto, uma determinada política pública. Esses são os políticos bem-intencionados. Há, porém, uma terceira categoria formada por políticos desonestos que querem cargos apenas para fazer negócios escusos – cobrar comissões, beneficiar amigos, embolsar propinas, fazer caixa dois, enriquecer ilicitamente. Quem tem intimidade com o poder sabe que esses casos não são exceção – e em alguns bolsões de corrupção são até mesmo a regra. Raro, mesmo, é flagrar um deles em pleno vôo.
Em síntese, os mensalinhos e outras falcatruas, como exemplo as licitações, existentes na maioria dos 5.564 municípios superam longe o valor do pagamento do “Mensalão”.






