Principais resultados
• Melhora avaliação do governo Dilma. Percentual da população que considera o governo
“ótimo” ou “bom” cresce para 59%, o maior desde o início do governo.
• 77% dos brasileiros aprovam a maneira de governar da presidente Dilma, mesmo
percentual apurado na pesquisa de março.
• Percentual dos brasileiros que confiam na presidente Dilma mantém-se em 72%.
• Melhora na avaliação do governo é puxada pelas medidas econômicas. Dentre as nove
áreas específicas avaliadas, as três que registraram melhora na comparação com março
são: Taxa de Juros , Inflação e Impostos.
• Taxa de juros passa a ter um percentual de aprovação (49%) superior ao de
desaprovação (41%).
• Áreas mais bem avaliadas são Combate à fome e à pobreza (57% de aprovação); Meio
ambiente (55%) e Combate ao desemprego (53%).
• Pioram as avaliações das políticas nas áreas de saúde e educação. Percentuais da
população que desaprova essas políticas sobem para 66% e 54%, respectivamente.
• As notícias mais lembradas são sobre o caso Carlinhos Cachoeira, as medidas econômicas
e a Rio +20.
Avaliação do governo Dilma
A avaliação do governo Dilma pela população brasileira melhorou e alcançou o nível mais
elevado desde o início do governo. O percentual da população que considera o governo
Dilma “ótimo” ou “bom” subiu de 56% em março para 59% em junho.
Os residentes na Região Nordeste têm a melhor avaliação do governo Dilma. O percentual
de “ótimo” ou “bom” alcançou 65%. A melhora na avaliação foi maior entre os residentes
das Regiões Norte e Centro-Oeste, onde o percentual em questão aumentou em 5 pontos
percentuais (p.p.), de 50% para 55%.
O percentual de “ótimo” ou “bom” é maior nos municípios do interior (62%), entre os entrevistados
com instrução até a 4ª série da educação fundamental (66%). Com relação à renda familiar,
o governo é avaliado melhor pelos entrevistados nos dois extremos de renda familiar:
até 1 salário mínimo (SM), com 64% de “ótimo” ou “bom” e pelos com mais de 10 SM (63%).
Expectativa com relação ao restante do governo Dilma
Acompanhando a avaliação atual, a expectativa com relação ao restante do governo Dilma
também melhorou na comparação com a última pesquisa. O percentual da população que
acredita que o restante do governo será “ótimo” ou “bom” aumentou de 58% para 61%.
A Região Nordeste também reúne o maior percentual dos entrevistados que esperam que o
restante do governo Dilma será “ótimo” ou “bom”: 66%. A Região Sul é a menos otimista.
O percentual em questão é de 55%.
No que diz respeito à renda familiar do entrevistado, cabe ressaltar que os menos otimistas
com relação ao restante do governo são os que percebem mais de 10 SM (53% de “ótimo”
ou “bom”). Para o grupo com até 1 SM, 67% acreditam que o resto do governo será “ótimo”
ou “bom”.
Aprovação da maneira de governar da presidente Dilma
Na comparação com a pesquisa de março, não há mudança na avaliação da maneira de governar
da presidente Dilma. O percentual da população que aprova seu modo de governar
manteve-se em 77%. É o mais alto desde o início do governo Dilma.
O percentual de aprovação é maior entre os residentes da Região Nordeste: 82%, mesmo
percentual da pesquisa anterior. Nas demais regiões o percentual varia de 75% a 77%, ou
seja, dentro da margem de erro.
O percentual de aprovação é maior entre os entrevistados com mais anos de vida e alcança
81% entre os entrevistados com 50 ou mais anos de idade. Assim como no caso da avaliação
do governo a aprovação é maior entre os extremos dos estratos de renda familiar: 82% entre
os com até 1 SM e 84% entre os com mais de 10 SM.
Confiança na presidente Dilma
O percentual da população que confia na presidente Dilma, também se manteve inalterado
na comparação com a última pesquisa: 72%. O percentual é inferior ao apurado na primeira
pesquisa sobre a presidente atual que totalizou 74%, ainda que a diferença esteja dentro
da margem de erro de 2 p.p.
Em termos regionais, chama atenção a queda de 5 p.p. no percentual que confia na
presidente Dilma entre os residentes da Região Nordeste. Com um percentual de 74%,
esta região geográfica encontra-se no mesmo nível de confiança que a Região Sul (75%) e
o conjunto das Regiões Norte e Centro-Oeste (76%). A Região Sudeste continua a registrar
o menor percentual da população que confiam na presidente Dilma: 68%.
A confiança na presidente Dilma é maior entre os mais idosos, os com menor grau de
instrução e os com menor renda familiar. A confiança também é maior entre residentes de
municípios menores ou do interior.
Aprovação por área de atuação
A melhora na avaliação da população brasileira com respeito ao governo Dilma aparenta
estar ligada à área econômica. Dentre as nove áreas específicas avaliadas, as três que
registraram melhora na comparação com março são: Taxa de Juros , Inflação e Impostos.
As avaliações pioraram no que diz respeito às políticas e ações nas áreas de saúde e educação
e mantiveram-se praticamente inalteradas nas demais áreas.
Combate à fome e à pobreza
O percentual da população que aprova as políticas e ações de combate à fome e à pobreza
caiu 2 p.p., ou seja, dentro da margem de erro. Com 57% de aprovação, essa área se
mantém como a mais aprovada pela população brasileira. O saldo entre o percentual de
aprovação menos o de desaprovação cai 3 p.p. para 19 p.p., mas permanece o mais alto
dentre as noves áreas avaliadas.
Combate ao desemprego
Não houve mudanças na avaliação das políticas e ações de combate ao desemprego entre
março e junho. O percentual de aprovação permanece em 53% e o de desaprovação em 42%,
um saldo de 11 p.p.
O percentual de aprovação é maior entre os entrevistados de grau de instrução e renda familiar
mais elevados e chega a 61% entre os residentes da Região Sul.
Meio ambiente
Com relação às políticas e ações na área de meio ambiente, o percentual de aprovação oscilou
de 53% para 55%, ou seja, dentro da margem de erro. Essa é a segunda área melhor
avaliada pela população brasileira.
No conjunto das regiões Norte e Centro-Oeste o percentual de aprovação é de apenas 45%,
inferior ao de desaprovação (50%). Na Região Sul, a aprovação atinge 62% dos residentes,
com 32% de desaprovação.
Educação
O percentual de desaprovação das políticas e ações educacionais voltou a superar a metade
da população. Com o aumento de 7 p.p., o percentual de desaprovação alcançou 54%, o maior
desde o início do governo Dilma. Dentre os entrevistados, 44% aprovam as políticas e ações.
Quanto maior o grau de instrução, maior o percentual de desaprovação. Entre os entrevistados
com até a 4ª série da educação fundamental o percentual de desaprovação (46%) é inferior ao
de aprovação (48%). Entre os com educação superior, o percentual de desaprovação é de 64%
contra 35% de aprovação.
Saúde
A área de saúde, junto com educação, foram as únicas a registrar piora na avaliação da população.
Assim, a área passou a mostrar o maior percentual de desaprovação (66%), título que pertencia
a Impostos na pesquisa de março. Com 31% de aprovação, o saldo entre aprova e desaprova
caiu de -29 p.p. para -35 p.p.
Segurança pública
Os percentuais de aprovação (35%) e de desaprovação (61%) das políticas e ações na área de
segurança pública mantiveram-se inalterados na comparação entre março e junho deste ano.
A desaprovação é maior entre os entrevistados com maior grau de instrução e maior renda
familiar. A desaprovação cresce com o tamanho do município.
Impostos
Ainda que elevado, o percentual da população que desaprova a política de impostos do governo
Dilma caiu de 65% para 61% na comparação entre março e junho. O percentual de aprovação
passou de 28% para 31%.
A desaprovação é maior quanto maior o nível de renda familiar do entrevistado, mas foram
nos estratos de renda maior que se verifica o maior crescimento na aprovação.
Combate à inflação
A avaliação com relação às políticas e ações de combate à inflação também melhorou na
comparação com março. O percentual da população que aprova essas políticas subiu de
42% para 46% e o dos que desaprovam caiu de 50% para 47%.
Entre os respondentes com renda familiar de mais de 10 SM o percentual de aprovação é
de 53%, 6 p.p. acima do percentual de desaprovação. Entre os com renda familiar entre 5
e 10 SM, a aprovação alcança 56% contra 42% de desaprovação.
Taxa de juros
Provavelmente em resposta ao esforço do governo para reduzir as taxas de juros, o percentual
de aprovação relativo às políticas e ações nesta área passou de 33% para 49%, enquanto
o de desaprovação caiu de 55% para 41%. Com isso, o saldo entre aprova e desaprova
tornou-se positivo pela primeira vez no governo Dilma.
Percepção do noticiário sobre o governo
O percentual da população que entende que o noticiário recente sobre o governo Dilma
tem sido mais favorável ao governo manteve-se em 28% na comparação com março. O
percentual dos que acham que as notícias têm sido mais desfavoráveis variou, dentro da
margem de erro, de 14% para 15%.
Cresce o percentual da população que considera que as notícias recentes sobre o governo não
têm sido nem favoráveis, nem desfavoráveis ao governo. Esse crescimento ocorreu devido a
redução do percentual da população que não soube ou não quis responder a questão.
Assuntos mais lembrados sobre o governo Dilma
Dentre as notícias sobre o governo mais lembradas pela população, destacam-se as notícias
sobre as investigações e a CPMI relacionadas ao Carlinhos Cachoeira, lembradas por 17% da
população e a Conferência das Nações Unidas, Rio +20, com 6%.
Na comparação com março, verifica-se um crescimento nas notícias relativas ao tema corrupção
e sobre economia. Por outro lado, há uma redução significativa nas notícias sobre
programas sociais e governança.
Notícias lembradas pela população – Percentual de entrevistados que citaram a notícia ou similar





