O escândalo aconteceu em 1998, quando da eleição de Azeredo, e consistiu, segundo o MP, no repasse de dinheiro público para a campanha. Os recursos teriam origem, principalmente na Companhia de Saneamento de Minas (Copasa). Teriam sido repassados às agências de publicidade do empresário Marcos Valério a título de patrocínio a evento esportivo. No entanto, a verba foi parar, segundo a promotoria, na campanha tucana.
Entre os réus está o próprio Valério, o então tesoureiro Cláudio Mourão e o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia, atualmente presidente do PSB estadual. O MP acusa Walfrido de ser um dos coordenadores da campanha de Azeredo. Ele nega.
Na quinta-feira (31), testemunhas dos acusados foram ouvidas na 9ª Vara Criminal. Walfrido e Mourão compareceram, apesar de ainda não terem sido intimados a prestar depoimento.
O ex-ministro havia arrolado como testemunha o prefeito Marcio Lacerda (PSB), mas levou ao Fórum o ex-ministro Paulo Paiva e o ex-reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Ronaldo Pena. Ambos defenderam a postura, considerada por eles, ética de Walfrido.
Nessa fase do processo, cerca de 20 testemunhas foram arroladas. Todas da defesa. As de acusação já foram ouvidas e, segundo o promotor, a maior parte confirma que recebeu pagamentos da campanha via SMP&B. Os advogados de defesa dos acusados negaram práticas criminosas.
A defesa de Walfrido seguiu a linha de que ele não participou da campanha. A de Valério a de que não houve repasse de empresas públicas, via agências. Azeredo está sendo processado junto ao Supremo Tribunal Federal, já que tem foro privilegiado.
Fonte: Hoje Em Dia
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