Nunca na história da Câmara de Divinópolis houve tanta contenda entre os vereadores e os servidores, vereadores com vereadores, servidores com servidores. Tudo baseado no apadrinhamento. Alguns servidores, os que são apadrinhados dos supostamente poderosos, se acham intocáveis e sequer respeitam a hierarquia funcional da Casa. Não dão a mínima para a legitimidade que o povo conferiu aos vereadores através do voto e pensam até que podem tirá-los do poder.
Há alguns meses a secretária geral da Câmara insolentemente “partiu para cima” da Vereadora Heloisa Cerri (PV) e ainda insuflou um grupo de servidores contra a Edil, tudo isto porque ela é amiguíssima do Prefeito Vladimir Azevedo, de quem a vereadora é ferrenha oposição. Também, há alguns anos, o diretor de Comunicação, Flávio Ramos, que também é bem próximo do Prefeito teve um desentendimento com o vereador Edson Sousa, idem, idem, oposição ao chefe de Governo.
Na reunião da última quinta-feira (03), o vereador Hilton de Aguiar (PMDB), que começa a se mostrar como oposição ao Prefeito Vladimir Azevedo, acusou a servidor Kiara Lacerda, jornalista da comunicação da Câmara de privilegiar o vereador Rodyson do Zé Milton em detrimento às suas solicitações para cobertura jornalísticas dos problemas da cidade. Ele disse que a profissional que deveria servir a Câmara em igualdade de condições teria se recusado a fazer uma matéria com ele.
O vereador Rodyson (PSDB) afirmou para o editor do Divinews que isto não ocorre e que tudo é picuinha contra ele, é implicância e perseguição da oposição. E que o vereador Hilton de Aguiar fez mais matérias externas que ele. E, que não tem nenhum tipo de relacionamento com a servidora que não seja profissional.
A servidora por sua vez disse que foi um mal entendido e que vai procurar o vereador Hilton de Aguiar (PMDB) que a acusou para conversar e esclarecer os fatos. Segundo informações, a servidora se vangloria e fala aos quatro ventos de ser de “dentro da cozinha do Prefeito” já que é muito amiga da esposa do Prefeito.
Já o diretor de Comunicação da Câmara, Flavio Ramos, afirmou, na última quinta-feira (03) que não tinha conhecimento do ocorrido e que iria averiguar.
É só mais um caso de problema de relacionamento interno da Câmara que reflete a personalidade belicosa do Executivo no Legislativo. Tudo começou a partir da Presidência do Pastor Paulo César (PRB) que os ânimos se acirraram, anteriormente até a Presidência de Edmar Rodrigues (PSD), a Casa era tranqüila. As desavenças podiam até existir, mais não vinham à tona como tem ocorrido.




